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Boa Vista: dicas de turismo na capital de Roraima

A capital do Estado de Roraima é a única cidade brasileira no Hemisfério Norte. Uma cidade “quente” e moderna, localizada à margem direita do Rio Branco. Já estive lá, assim como todas outras cidades da região Norte do Brasil.

Próxima de Manaus, Venezuela e Guiana, Boa Vista, a capital de Roraima, oferece boas atrações para quem gosta de fazer uma viagem de ecoturismo e turismo de aventura. Ao seu redor há opções para turistas aventureiros e praticantes de esportes radicais também, especialmente aos finais de semana e feriados.

Um destaque para a cidade é o seu folclore, com imensa riqueza cultural e fortes elementos indígenas, além é claro, de possuir fauna e ecologia estonteante. Um Estado de biodiversidade. Assim é Roraima. Na foto em destaque, o Monte Roraima. [créditos foto]

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Boa Vista fica a apenas 7 horas de carro da Venezuela (Santa Elena)

Ao norte, o cenário é diferente e não menos encantador. As estradas que levam à Venezuela entrecortam uma região de serras com um clima mais úmido. A receptividade é o símbolo da região. Há imigrantes de todas as partes do Brasil, das vizinhas Guiana e Venezuela.

Para quem gosta de arqueologia, a curiosidade deste destino é que Boa Vista abriga os seres-humanos mais primitivos do planeta: o povo Yanomami. É da língua deles que vem um dos significados para o nome Roraima: “Roro-imã”, que significa “monte verde”.

Além dos Yanomami, Boa Vista ainda é região habitada por diversas nações indígenas, entre elas os Waimiris-Atroarís, Ingaricós, Wapixanas e outras.

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A cidade tem a forma de leque, com ruas largas e bem iluminadas. As principais avenidas seguem para o Centro Cívico. Fique atento, pois infelizmente a cidade ocupa posição alta no ranking das mais violentas no trânsito, com engarrafamentos cada mais constantes.

O transporte público é um pouco precário. Há “expressinhos” – micro-ônibus com ar-condicionado, que são parte do transporte comunitário. Há muitos táxi-lotação, mais rápidos do que os ônibus convencionais. Apesar da infraestrutura, a cidade possui completa e moderna rodoviária no bairro do Caimbé que se assemelha a um shopping center, com praças de alimentação, lojas, jardins e ambientes climatizados.

O que fazer em Boa Vista?

O forte da região é o turismo de aventura. A geografia local favorece a prática de esportes radicais, mas há atrações também para os apreciadores da cultura indígena e para aqueles que querem se aproximar mais das raízes do nosso país.

As melhores dicas de viagem para quem está em Boa Vista são a Orla Taumanan, o Centro Cívico, a Praça das Águas, O Portal do Milênio, o Centro de Artesanato, Cultura e Geração de Renda Velia Coutinho, o Monumento ao Garimpeiro, o Parque Anauá e Praia da Água Boa.

Fora da cidade, as melhores atrações turísticas são o Parque Nacional do Monte Roraima, Monte Caburaí, Serra do Tepequém, Ilha de Maracá, Pedra Pintada, Forte São Joaquim e o Marco da Linha do Equador.

O Extremos elenca as 11 montanhas mais altas do Brasil, como o Monte Roraima (8.º lugar).

Orla Taumanan: Espaço sobre o Rio Branco com lanchonetes, restaurantes, bares e muito MPB ao vivo todas as noites. É possível provar a culinária típica roraimense nos seus quiosques. Há espaços para caminhada e uma bela vista para o rio. No idioma Macuxi, a palavra “taumanan” significa “paz”.

Centro Cívico: O coração da cidade, bastante arborizado. Ótima opção para caminhadas e bate-papo em seus quiosques.

Praça das Águas: A praça possui fontes luminosas que alternam suas cores conforme a música que é tocada. Uma sintonia relaxante ao lado do Complexo Ayrton Senna.

Portal do Milênio: Portal criado na virada do segundo milênio na Praça das Águas. A beleza de sua arquitetura atrai muitos turistas.

Centro de Artesanato, Cultura e Geração de Renda Velia Coutinho: Espaço rico em artesanato roraimense, principalmente artigos indígenas. Há shows, aulas gratuitas de ginásticas no período noturno, restaurantes e exposições artísticas permanentes.

Monumento ao Garimpeiro: Monumento dos garimpeiros que desenvolveram o Estado na época que o garimpo com máquinas era permitido. Fica na praça do Centro Cívico.

Parque Anauá: O parque mais visitado da cidade é grande e conta com inúmeras atrações para todos os gostos e idades.

Praia da Água Boa: Margeada de vegetação e com águas límpidas. Fica a 15 km do centro da cidade e o acesso pode ser feito de barco ou pela rodovia BR 174.

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Praia de rio em Boa Vista, Roraima

Parque Nacional do Monte Roraima

Localizado no município de Uiramutã, a 300 km ao norte de Boa Vista, a região é uma excelente opção para os amantes de aventura. Perto do Monte Caburaí (ponto extremo do Brasil), o Monte Roraima é uma formação geológica conhecida como meseta (um tipo de chapadão).

– Relato de viagem pela Chapada Diamantina, na Bahia.

A fauna também é bem diversificada. Boa parte das plantas é endêmica, ou seja, só existe lá. São mais de 400 espécies de bromélias, 2 mil samambaias, orquídeas e plantas carnívoras.

Lindas cachoeiras como Rebenque, Paiuá, Sete Quedas e Garã-Garã podem ser acessadas através das vilas do Mutum, Socó e da sede do município.

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Monte Roraima, no lado venezuelano. | Foto: Claudia Salazar

Para se chegar ao Monte Roraima é preciso dar uma volta a mais e entrar pela cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén. Ali os locais dispõem de toda a infra-estrutura para a escalada. Para entrar na Venezuela é exigido o passaporte. Não esqueça de levar o seu! A vacina contra a febre amarela também é obrigatória. Nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos é possível tomá-la gratuitamente.

O blog PriPeloMundo tem um relato bem bacana e maneiro da viagem e trekking que fiz por uma das montanhas mais altas do Brasil.

Do Monte Caburaí ao Chuí

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Foto do blog GeoSenna, que explica o ponto.

Monte Caburaí: Na fronteira do Brasil com a República da Guiana está o ponto mais setentrional do país (o mais ao norte).

O Monte Caburaí ganha do Oiapoque, no Amapá, que continua sendo o início do Brasil pelo litoral, mas não o ponto extremo norte do Brasil. Para se chegar lá, só por via aérea. Fica a 1465 m de altura. Dali é possível observar a nascente do Rio Uailã, que divide os 2 países.

Falar “do Oiapoque ao Chui” é errado, o correto é “do Monte Caburaí ao Chuí”.

Em Santa Elena de Uairén há agências de turismo e viagens que vendem pacotes e levam ao cume excursões de turistas. Duas delas são Pan Sur Expeditions e Orlando Alder.

Ilha de Maracá: No município de Amajari, a 158 km de Boa Vista, está localizada a Estação Ecológica Ilha de Maracá. É a primeira estação ecológica do Brasil e a terceira ilha fluvial em superfície, só perde para Marajó e Bananal. O clima tropical e úmido predominante faz com que a estação de chuvas seja longa: de abril a setembro. A fauna da Ilha de Maracá é muito rica e inclui espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, anta, ariranha e o guariba. A visitação só é permitida com autorização do Ibama e o acesso é pela RR 205 (asfaltada).

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Serra do Tepequém: Ainda no município de Amajari está a Serra do Tepequém com cachoeiras, bela flora regional e muitas trilhas. É possível se hospedar na pousada da Estância Ecológica Sesc Tepequém. Só não vale esquecer o protetor solar e o repelente! O acesso é pela BR 174 até o km 100, depois pela RR 203 até o trevo do Trairão. Para se chegar ao topo são 4 quilômetros serra acima. È recomendável que o veículo tenha tração 4×4.

Gosta de Aventura? Quer conhecer melhor pontos ainda pouco explorados do Brasil? Leia as dicas do blog do Ministério do Turismo.

Pedra Pintada: Localizada a 140 km ao norte de Boa Vista e na margem esquerda do rio Parimé, a pedra gigante é um monólito de granito com 60 metros de diâmetro por 35 metros de altura. Há pinturas rupestres vermelhas na face externa e uma caverna na base

Forte São Joaquim: Erguido em 1775 foi um local estratégico para a história de Roraima. Muitas lutas do domínio da coroa portuguesa contra os espanhóis, holandeses e ingleses ocorreram ali. O forte está a 32 km de Boa Vista, na confluência dos rios Uraricoera e Tacutú. Acesso pela rodovia BR 401 ou de barco num percurso com duração de uma hora

Marco da Linha do Equador: O monumento marca a passagem da linha imaginária do Equador pelo Estado de Roraima. Fica na beira da rodovia BR 174, no município de Rorainópolis, ao sul do Estado. Esotéricos costumam visitar o local por acreditarem que forças místicas mexem com a imaginação das pessoas por ali. Aproveite, afinal você pode passar do hemisfério norte para o sul com apenas um pulo!

Em Boa Vista um passeio que vale a pena é ir até a orla Taumanan e fazer um passeio de barco pelo Rio Branco (com duração de 3 horas). O barco leva você até o pé da Serra Grande. Ali, é possível fazer uma trilha de 5 horas até o cume, apreciando a beleza da fauna e flora local. Para os adeptos do ciclismo é possível levar bicicleta para a trilha. Há acomodações para o pernoite e o retorno é só no dia seguinte.”

Como chegar?

Para ir até Boa Vista é melhor comprar uma passagem aérea. Chegando lá alugue um carro, pois as rodovias são boas e é possível estender a viagem para a Venezuela ou Guianas pelas duas rodovias que cruzam Boa Vista – a BR 401 para a Guiana e a BR 174 para a Venezuela. Há duas horas da capital está Santa Elena, na fronteira com o país venezuelano. De lá, são mais sete horas até Caracas.

– Como chegar em Los Roques, na Venezuela?

Onde ficar em Boa Vista?

Quando fui, fiquei no hotel Aipana Plaza Hotel. O hotel é bem localizado e oferece um buffet com comida típica da região. Recomendo.

– Dica de hotel onde ficar na floresta amazônica

Melhor época para ir para Boa Vista

Não existe uma melhor época para ir, pois durante o todo o ano há movimento de turistas. Contudo, as dicas para quem gosta de curtir “praia de rio” é aproveitar os meses de seca, ou seja, entre Outubro e Março, época em que o nível das águas do Rio Branco diminuem formando praias naturais em toda sua extensão.

Muita Viagem

Muita Viagem - Dicas e histórias de viagens. É feito por Gustavo, jornalista, Danilo, comissário, e amigos, que vivem viajando pelo Brasil e no mundo.

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