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  • Aruba, Caribe

    Areias brancas e mar transparente marcam as praias paradisíacas

  • Mergulho em Aruba

    As águas claras são um convite ao mergulho com tanque ou snorkel - foto: star5112

  • Vento fresco

    A brisa do mar, além de esculpir a vegetação, refresca o calor de Aruba - foto: Serge Melki

Aruba, no Caribe: um país diferente

Aruba, como os outros destinos turísticos do Caribe, é famosa pelas lindas praias de areias brancas e águas transparentes. Mas a ilhazinha não é só paisagens paradasíacas: a cultura e a sociedade de Aruba impressionam (pelo menos a nós, brasileiros). As ruas são limpas e organizadas; o povo, alegre e receptivo, é educado; de quebra, os preços de vários produtos são muito baratos, já que se trata de uma zona franca.

fotos: star5112 | Serge Melki

Aruba, um paraíso (diferente) no Caribe

Roberto Mardem Farias

Quem conhece alguns países da Europa e da América Latina, incluindo o Brasil, sabe que os primeiros (pelo menos antes da atual crise…) são, de modo geral, organizados, tem uma população culta, poliglota, pouco dada à violência (assaltos a turista são exceção) e, quase sempre, embora pouco efusivos, educados. Já os segundos apresentam, geralmente, essas características com o sinal invertido. Embora, quase sempre, efusivos, simpáticos e festivos, são pouco cuidadosos com a limpeza das ruas e pontos turísticos, não respeitam os sinais de trânsito e pedestres. Assaltos a turistas são comuns.

No Caribe, a 15 milhas das costas da Venezuela, encontramos um país latino-americano que pela sua organização, limpeza, civilidade e cultura, nos faz pensar que estamos num pedaço da Europa aqui perdido. Estou falando de Aruba…

É um ilha pequena (de aproximadamente 15 km de extensão por 9 km de largura), com o sol brilhando o ano inteiro, onde quase nunca chove (nos meses mais chuvosos a média é de 12 mm, quantidade de chuva de um dia no Brasil). Embora muito quente, a sensação é sempre agradável por causa da brisa marinha, soprando o tempo todo… Uma delícia.

As praias, não tanto quanto algumas brasileiras, são muito bonitas. A areia é muito branca e com uma característica interessante: você pode andar descalço o tempo inteiro, inclusive ao sol do meio dia, sem queimar os pés. Não esquenta! Sabe porquê? É composta principalmente por restos orgânicos de animais marinhos. Diferente (pelo menos para mim)!

As praias ficam nos fundos dos resorts, cada um deles cuidando de um pedaço. Embora públicas, parecem privadas para cada hotel. No pedaço que lhes corresponde colocam uma centena de cadeiras e barracas onde seus hóspede podem permanecer o dia todo, desde que reservem com antecedência. Aí cada hotel disponibiliza um bar, contudo os preços não os mais camaradas… A água, porém, pode ser de graça: na maior parte das praias você encontra um bebedouro de água gelada que você pode tomar à vontade!

A água do mar é transparente, o que convida a passeios de mergulhos (snorkel ou com tanques). A visão é maravilhosa: peixes de todas as cores e tamanhos perto de você. Quase dá para pegar com as mãos. E um passeio diferente: navegar em um submarino (veja vídeo do passeio de submarino em Aruba; custa US$ 110 para adultos)! Ele anda a aproximadamente 100 metros de profundidade. A água, a esta altura, já não está tão transparente, mais ainda é um visão muito interessante: além da miríade de peixes, ver corais e plantas do fundo do mar. Inesquecível…

A vida noturna não é tão intensa quanto a de outros lugares, seja no Brasil ou em outros destinos mais badalados. Contudo tem muitas opções, particularmente de restaurantes com pratos de vários lugares diferentes. Tem ainda muitos bares; o mais frequentado, principalmente pelos jovens, é o Señor Frog (facebook).

No palco do Señor Frog, como acontece em outros países, os turistas se aventuram para cantar e dançar incentivados por um jovem mestre de cerimônias, alegre, bom dançarino (cheio de performances diferentes) e que incentiva a participação dos fregueses. Os garçons e garçonetes, jovens também, frequentemente participam das performances, criando um ambiente bem descontraído, alegre e gostoso.

No palco do Senõr Frog, turistas e staff se misturam em performances animadas - foto: fotocastor

No palco do Senõr Frog, turistas e staff se misturam em performances animadas – foto: fotocastor

Tudo isto fica próximo aos principais hotéis, o que dispensa o aluguel de automóvel, já que se pode fazer tudo a pé, exceto se quiser ir à capital, Oranjestad, que fica a uns 9 km dessa zona turística. Pode-se ir de táxi ou de vans ou ônibus coletivos, todos limpos e com ar condicionado.

Em todos os resorts tem Casinos abertos 24 horas todos os dias da semana. Boa sorte para os que quiserem arriscar…

Aruba é também um grande centro de compras, visto que é uma zona franca, livre de impostos. Nos pequenos shoppings perto dos hotéis, mas principalmente em Oranjestad, encontram-se lojas das mais famosas grifes, sejam de roupas, jóias ou perfumes. Embora se encontre algumas lojas, é pequena a variedade para eletrônicos. Os preços são ótimos, comparáveis aos dos Estados Unidos.

Mas a principal diferença de outros países latinos reside no seu povo e cultura. É uma mistura de aproximadamente 90 (!) nacionalidades, de quase todos os países do mundo, portanto. Predominam os negros, indianos e holandeses. Aparentemente não há racismo e convive-se respeitosamente e bem com as diferenças.

As pessoas são simpáticas, bem humoradas e educadas. Estão sempre dispostos a lhe orientar, atendem bem nos restaurantes e nos hotéis. São poliglotas e falam 4 idiomas fluentemente: o papiamento e holandês (línguas oficiais), além do inglês e espanhol.

O papiamento é uma língua falada também em Bonaire e Curaçao que surge da mistura das línguas faladas pelos seus antigos conquistadores e moradores: indígenas, africanos, portugueses, espanhóis e holandeses e ingleses. Quando escrita ou falada lentamente dá para compreender e acompanhar razoavelmente bem. Quando falam na velocidade normal, não conseguia compreender quase nada. Eis alguns exemplos: bon dia, bon tardi, bon nochi, bom bini (bem-vindo), danki (obrigado),  (como está?), ajo (tchau).

Viajar é também cultura

Um pouco de história e da organização sócio-política da ilha

A capital de Aruba é limpa e organizada e seu povo receptivo e educado - foto: Bgabel

A capital de Aruba é limpa e organizada e seu povo receptivo e educado – foto: Bgabel

  • Até então habitada pelos indígenas arawak, Aruba foi colonizada primeiramente pelos espanhóis, de 1499 até 1636, quando a ilha foi adquirida pelos holandeses. Por um breve tempo foi dominada pelos Ingleses (entre 1805 e 1816), mas os holandeses a recuperaram, transformando-a em seu território ultramarino, junto com outras ilhas do Caribe (Bonaire, Curaçao, S. Marteen, entre outras).
  • Em 1986 a ilha se torna um um membro autônomo do Reino dos Países Baixos, ou seja, é considerada uma Monarquia Constitucional. Isto significa que, embora tenha constituição própria e economia independente, é o governo central do Reino, localizado na Holanda, o responsável pelas relações exteriores, comércio exterior, defesa e extradição.
  • Aruba tem um primeiro ministro eleito pelo seu povo, um governador designado pelo governo central, em Haia (pela Rainha Beatriz), um conselho de ministros local indicados pelo primeiro ministro. Para governar o Reino dos Países Baixos existe um Conselho de Ministros Central, no qual Aruba se faz representar através de um Ministro Plenipotenciário, indicado pelo governo da ilha.
  • A sua economia é basicamente advinda do turismo, o que a torna um país rico. Tem um PIB per capita de US 25.000,00/ano (o do Brasil é de aproximadamente US 12.500,00). A mortalidade infantil em 2012 foi de 12,51 por mil nascidos vivos (Brasil, 16 por mil). A expectativa de vida é de 75,93 anos (Brasil, 74 anos).
  • A taxa de analfabetismo é de 2%.
  • O país se encontra praticamente em pleno emprego. Tem uma ótima distribuição de renda e, por se tratar de um país de bem estar social, não há favelas ou moradores de rua.
  • A educação e saúde são gratuitas, financiadas pelo estado.
  • Uma curiosidade: a ilha não tem fontes de água potável suficientes e, por isso, a produz por desalinazação, o que a torna um bem precioso e caro.

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