Início / Vasto Mundo / Equador / As ruínas inca no coração da cidade histórica de Cuenca
Sítio arqueológico cañar, inca e espanhol no coração do centro histórico de Cuenca
Sítio arqueológico cañar, inca e espanhol no coração do centro histórico de Cuenca

As ruínas inca no coração da cidade histórica de Cuenca

Gustavo Villas Boas – Mochilão pela América do Sul – Cuenca – Equador

Não é por acaso que para muitos equatorianos, um dos povos mais orgulhosos de seu (lindo) país, Cuenca é a cidade mais bonita do Equador. O centro histórico-colonial de Cuenca, apontado pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, me impressionou.

– Roteiro de mochilão pela América do Sul: Equador, Peru e Bolívia

Entre os centros coloniais com o mesmo título que conheço (nas cidades de Quito, Salvador, São Luís do Maranhão, Olinda), o centro histórico de Cuenca, continuamente habitado desde a fundação da cidade em 1557, é o mais integrado ao dia a dia, com todo tipo de comércio funcionando nos casarões e construções que registram um mosaico arquitetônico de vários séculos.

– Mochilão pelo Equador – Dicas para mochileiros da América do Sul

No meu roteiro de mochilão pelo Equador, marchei para Cuenca depois de passar uma semana na praia mais famosa do Equador, Montanita. Estava estragado: Montanita é famosa pelas ondas que atraem surfistas de dia e pelas baladas. Não surfei, mas abusei da noite.

Da praia, resolvi voltar aos Andes. Cuenca fica a cerca de 2.200 metros de altitude, no sul do Equador, em uma bacia formada por quatro rios. É um vale cercado por montanhas no coração andino. As ruas da cidade são consideradas um exemplo de planejamento urbano espanhol e o rascunho foi traçado 30 anos antes do começo da colonização.

– Hotéis baratos no Equador – Encontre hospedagem em Cuenca pelo Booking

O centro histórico de Cuenca tem opções de bares, restaurantes, hotéis e está bem integrado à vida na linda cidade

O centro histórico de Cuenca tem opções de bares, restaurantes, hotéis e está bem integrado à vida na linda cidade

Dividindo meu tempo entre a cama do hostel Yacucmama, uma ótima opção de hospedagem para mochileiros em Cuenca, e caminhadas pelas ruas do centro histórico, deu para ver bastante coisa.

Confesso que fugi do circuito turístico e, em Cuenca, andava sem nenhum guia ou mapa. Cada igreja, ou casarão, ponte ou rio, era uma surpresa. Às vezes viajar cansa, eu só queria andar pela rua sem obrigação (desculpe, meu amigo e sócio Danilo; você pode ver dicas de turismo em Cuenca no guia oficial da cidade no Equador).

O que fazer em Cuenca – Ruínas de Todos los Santos

As ruínas inca no coração do centro histórico de Cuenca, uma surpresa no mochilão

As ruínas inca no coração do centro histórico de Cuenca, uma surpresa no mochilão

Caminhei sem rumo pela Calle Larga, talvez a rua mais conhecida do centro histórico de Cuenca, que segue à margem esquerda do rio Tomebamba (a caminhada vale a pena, há vários prédios históricos na Calle Larga, além de ficar facinho olhar o rio).

Até que tropecei no sítio arqueológico de Todos los Santos, um dos marcos iniciais da atualmente terceira maior cidade do Equador, com cerca de 500 mil habitantes.

As ruínas de Todos los Santos, em Cuenca, me empolgaram. Foram os primeiros vestígios materiais dos incas que vi no meu mochilão pela América do Sul (e ver ruínas são um dos principais objetivos da minha viagem de mochila pelo continente) e representam bem a mistura cultural e de tradições que marcam Cuenca.

Não é o tamanho das ruínas que impressiona, mas a coleção de tradições em um pequeno espaço. As construções pré-incaicas, construídas pelos cañar antes do domínio inca, estão misturadas às obras dos incas, que logo foram reutilizadas pelos conquistadores espanhóis –ali, antes mesmo da fundação da cidade, funcionou um moinho dos espanhois.

Ver aquelas ruínas só aguçou minha vontade de conhecer Ingapirca, o maior sítio arqueológico inca do Equador, também no sul do país, a apenas 2 horas de ônibus de Cuenca.

Foi o próximo passo no meu mochilão pela América do Sul.

Gustavo

Gustavo está em algum lugar da América do Sul, em um roteiro de mochilão que começou em março, no Equador.

2 Comentários

  1. Olá, adorei ler sobre seu mochilao no Equador, estou querendo fazer essa viajem em junho/julho você acha que compensa. O clima vai ajudar ou é melhor fazer em Janeiro?

    • Eu fiquei no Equador entre março e abril, clima excelente, lugares movimentados, coloridos, cheio de vida. Acho que junho e julho você pode se divertir muito sim, até onde eu entendo o clima no Equador é bom para turismo o ano inteiro.

Pergunta aí! Queremos saber

O seu email não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*