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A  Igreja Saint Étienne du Mont, cenário de Meia-Noite em Paris
A Igreja Saint Étienne du Mont, cenário de Meia-Noite em Paris

A pé pela Paris de escritores e do cinema

O roteiro a pé que fizemos por Paris, depois da parte 1 da caminhada, começa na casa em que o grande escritor Hemingway morou com a mulher e termina em uma anti-dica: um lugar que não valeu a pena na capital francesa.

Dá para fazer as três partes do roteiro a pé em um dia, mas é melhor dividir para curtir melhor o passeio no roteiro da Geração Perdida em Paris.

Fotos: Marina Kuzuyabu

Meia-noite em Paris e os escritores

Uma caminhada marcada pelo cinema e literatura

Diego Braga Norte

Uma das casas de Hemingway em Paris

Uma das casas de Hemingway em Paris

Da Place Contrescarpe, siga alguns poucos metros pela rua Cardinal Lemoine (ver ponto A no mapa abaixo).

Ernest Hemingway morou com sua mulher Hadley no terceiro andar do número 74 da rua Cardinal, ao lado esquerdo de quem vem da Contrescarpe. Esse foi o endereço mais famoso dos vários que Hemingway teve em Paris (ponto B no mapa de Paris) e hoje há uma singela placa no local.

Um pouco mais abaixo do número 74 e alguns anos antes de Ernest mudar-se para lá, no número 71 da mesma rua, o irlandês James Joyce finalizava o totêmico livro Ulysses, obra literária seminal do século XX.

Se você, assim como eu, ficar emocionado de estar tão perto de locais onde dois de seus ídolos viveram, volte para a Contresacarpe e tome mais uma no Café des Amateurs, local frequentado pelos escritores – ambos bons de copos.


View Passeio a pé por Paris in a larger map

Após a birita, saia da Contrescarpe pela rua Blainville (ponto C no mapa de Paris) e siga em direção à rua de l’Estrapade. Depois de alguns metros, vire à direita na rua Clotilde. Siga em frente até a Igreja Saint Étienne du Mont.

A igreja não tem nada de mais, é apenas mais um belo templo católico dos muitos que a Europa tem. Porém, por ter sido cenário chave no filme Meia-Noite em Paris, a igreja ganhou notoriedade e hoje vive dias de celebridade.

Em suas escadas, o aspirante a escritor e protagonista Gil (Owen Wilson) é transportado no tempo noite após noite para encontrar seus ídolos Ernest Hemingway e Francis Scott Fitzgerald. Olhando a igreja de frente, a escadaria do filme é a da lateral esquerda, na Place de l’Arbé Basset.

Após a famigerada foto na escadaria (prepare-se, você não será o único turista no local), siga em direção à frente do Panthéon.

Na calçada da rua Clovis, não estranhe se você se deparar com uma fila imensa de jovens. São estudantes esperando para entrar em uma das mais bonitas e completas bibliotecas de Paris (e, consequentemente, da Europa) e que também serviu de cenário no filme Hugo Cabret (Martin Scorsese, 2011). O acesso à Bibliothèque Sainte-Geneviève, especializada em ciências sociais, da Sorbonne, é gratuito e liberado ao público em geral, mas você vai ter que apresentar algum documento de identidade.

E para quem quiser pagar para entrar no Panthéon, aviso que não vale a pena. Entrei pois não pago (tenho credencial de jornalista internacional e posso entrar gratuitamente em todos museus e locais turísticos), mas tivesse eu gastado para ver aquilo, certamente me arrependeria.

É uma tumba gigante, com umas pinturas bregas louvando a história da França e mausoléus de grandes franceses como Voltaire, Rousseau (que nasceu em Genebra, na Suíça), Victor Hugo, Alexandre Dumas e outros. É um local fúnebre, gelado, sem graça e sem o menor charme. Esqueça. Entre ver um túmulo e viver a vida das ruas de Paris, fique com a segunda opção.

Em frente ao monstro arquitetônico chamado Panthéon, desça a rua Soufflot em direção ao Jardin du Luxembourg. Você irá cruzar duas vias grandes, a rua Saint Jacques e a Boulevard Saint Michel, uma das principais artérias do trânsito da Rive Gauche.

About The Author

Diego Braga Norte é jornalista e nômade errante que, de quando em vez, acerta. Já morou na Alemanha, nos EUA, na França e em Assis. Autor de Iracema, mon amourParis além do óbvio, entre outras coisas.

1 Comentário

  1. Ótimas dicas! Mas gostei mesmo dessa Bibliothèque Sainte-Geneviève. Hummm… vou incluir no meu roteiro. Beijo grande!

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