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  • Terra Santa e o Caminho da Peregrinação

    O início de um roteiro surpreendente e emocionante...

  • Portal de Nabatéia, próximo à fronteira do Egito rumo ao Sinai...

  • Martesh, formação da paisagem durante toda a peregrinação

  • uma parada para banho no Mar Vermelho

  • Eilat, na froteira com o Egito (Mar Vermelho do fundo)

  • prensa de uvas para cultivo rudimentar de vinho

  • no meio do deserto, Jericó...

Viagem da peregrinação: excursão à Terra Santa

sandrinha-salesiano-2014Viajar é uma das melhores formas de viver a vida! Você conhece pessoas, lugares e culturas diferentes, uma troca de experiências que enriquece o nosso dia-a-dia.

Uma viagem dos sonhos. É assim que chamo a viagem que fiz há uns dez anos atrás para a Terra Santa. Conheci Jerusalém, o Rio Jordão, fui até Roma, Vaticano e terminamos em Veneza, na Itália.

Foi uma viagem em excursão com a pastoral do colégio onde trabalho, e, sem dúvida, uma das mais marcantes da minha vida.

Foram 21 dias, onde percorri, no Caminho da Peregrinação entre Israel e Itália, os passos de Jesus.

Foto de destaque:  acroll

Viagem para Israel

Fizemos o embarque em São Paulo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos e após horas de viagem, fizemos conexão em Roma, na Itália, para embarque imediato rumo à Tel-Aviv, em Israel – país no Oriente Médio, localizado à sudeste do Mar Mediterrâneo. Ao norte faz froteira com o Líbano; Síria e Jordânia ao leste e Egito no sudoeste. Com o mapa ao lado você conseguirá visualizar melhor o nosso roteiro:

Tel Aviv – Bersabea – Avdat – Mitzpeh Ramon – Eilat – Sinai – Arad – Masada – Qumram – Almog – Jericó – Tiberíades – Nazaré – Monte Tabor – Cafarnaum – Tabgah – Monte das bem-aventuranças – Baneas Golan – Muhraga – Stella Maris – Cesáreia – Belém – Ein Karen – Jerusalém – Emaús – Jaffa – Roma – Assis – Florença – Veneza – Milão – Becchi – Turim – Pisa – Siena.

Quando saímos do Aeroporto, em Tel Aviv, nosso ônibus já estava nos esperando e fomos muito bem recebidos por nosso guia turístico Efrain. Entramos no ônibus e seguimos até a cidade nabatéia de Avdat.

Cidade dos nabateus, Avdat está localizada numa cadeia de montanhas, no centro do Planalto do Neguev. Os nabateus eram árabes semi-nômades que habitavam uma área que se estendia desde o norte da Arábia e o Sinai até ao sul da Síria. Seus domínios incluíam as cidades de Hijr, Petra e Busra.

Os nabateus apareceram no Oriente Próximo por volta do século VI a.C., durante o Império Persa. Formavam uma comunidade de cerca de 10 mil beduínos que viviam do transporte de especiarias, plantas aromáticas, mirra e incenso entre a Arábia Feliz, atuais Iêmen e Omã, até o Mediterrâneo. Tinham o deserto como pátria. Não plantavam ou cultivavam trigo, nem construíam casas. Contudo, iriam surpreender a todos criando um império e esculpindo sua capital – Petra, como descreve Jeremias, no Velho Testamento.

O Parque Nacional de Avdat está na estrada 40, entre o Kibbutz Sde Boker e a cidade de Mizpe Ramon, somente a 15 minutos de Sde Boker.

O sítio arqueológico é parte do Parque Nacional de Avdat. Na entrada do parque há um centro de informações onde pode-se adquirir o Green Card – um prospecto com mapa e explicações sobre os achados arqueológicos.

Nas ruínas da cidade, visitamos uma prensa de vinho, o pátio do mercado e a igreja do norte, construída no ponto mais alto da cidade.

Pudemos ver os sistemas de cultivo que utilizavam diques no meio dos “wadis” evitando a erosão e criando sistemas de águas subterrâneos. Em Ramon, vimos “martesh” – fenômeno geológico único no mundo, datado em milhões de anos, formado por diversas camadas geológicas e as minas de caulin e outras matérias primas exploradas na região.

Avdat é um dos mais importantes sítios arqueológicos de Israel e conta com ruínas de várias civilizações. A cidade de Avdat era uma das cidades do caminho chamado “Caminho das Especiarias”, em hebraico “Dereth há Besamim”, que levava as especiarias do sul da Arábia até os portos do Mediterrâneo (Gaza, Askelom).

Os nabateus transportavam, em caravanas de camelos, especiarias e perfumes caros da África Oriental e da Arábia até os portos de Gaza, no Mediterrâneo meridional. Para garantir a segurança de suas rotas comerciais, construíram estações de passagem nas interseções das principais rotas – em Kurnub (Mampsis), Shivta e Avdat.

No inóspito deserto do Neguev, os nabateus desenvolveram uma agricultura baseada em terraços e um sofisticado sistema para recolher e armazenar cada gota de água de que dispunham. Para capturar as águas das torrentes, construíram represas nos vales. Já a água das chuvas, era recolhida pelas cisternas que cavavam nas rochas. Suas estações de passagem desenvolveram-se, transformando-se em cidades.

Os nabateus também foram um dos pioneiros no desenvolvimento de sistemas hidráulicos e desenvolveram métodos de conservação de água para que a população não sofresse com os meses de seca que atingem a região até os dias de hoje.

O império Nabateu acabou em 105 d.C quando os nabateus foram conquistados pelos romanos, se convertendo ao cristianismo no reinado de Constantino, o Grande.

Egito e a subida ao Monte Sinai

Agora, estamos no deserto rumo ao Egito

Após o belo dia, conhecendo o Parque Nacional de Avdat, seguimos no deserto de Neguev rumo ao Egito. De Tel Aviv fomos até Mitzpeh Ramon, com uma rápida passagem por Beershega.

Em Mitzpeh Ramon há formação de fenômeno geológico único no mundo, datado de milhões de anos, onde podemos observar as diversas camadas geológicas. O clima árido e imagens secas impressionam a excursão. Garganta seca e sol quente dão uma ideia durante toda a viagem até o Sul de Israel.

Um jipe do Exército israelense nos acompanhou a cada movimento durante a viagem de ônibus de cerca de 1h30m entre o deserto, passando pela cidade de Beersheba e Mitzpeh Ramon, chegamos até a cidade de Eilat, no Sul do País. Eilat fica entre a cidade de Taba, no Egito, e a cidade Aqaba, na Jordânia.

É um lugar “abençoado”, um ponto extremamente turístico devido a beleza da região. A mais cosmopolita das cidades israelenses parece ignorar o que acontece em Gaza. Há muito o que se fazer: compras (é uma zona franca isenta de impostos), bares e restaurantes com vista para o mar, passeios de camelo, mergulho com golfinhos e esportes aquáticos (o lugar é conhecido pelos belos recifes e corais). Um verdadeiro oásis na imensidão do deserto.

Como o intuito da viagem era chegar ao Monte Sinai, somente almoçamos na cidade, relaxamos um pouco e tiramos algumas fotos. Afinal, nossa viagem estava apenas no começo e ainda iríamos enfrentar momentos emocionantes.

Chegamos ao Egito! Do outro lado da fronteira, no Egito, fomos recebidos pelo guia egípcio Abdul e o motorista do ônibus Satre. Seguimos viagem subindo ao centro do Sinai até o sopé do Monte.

Dica Cultural

Para quem pretende fazer a viagem recomendamos, além de continuar lendo nossos posts sobre a Viagem à Israel, vale também se preparar para a viagem, entendendo melhor o conflito na região com alguns livros como o polêmico “Imagem e Realidade do Conflito Israel-Palestina” onde o autor Norman G. Finkelstein questiona os motivos para o interesse da mídia e de instituições governamentais pela questão judaica em estudo sobre o confronto do Oriente Médio, e/ou o filme “Paradise Now“, Vencedor do Globo de Ouro 2006 de Melhor Filme Estrangeiro, que acompanha as últimas horas de vida dos palestinos Khaled e Said, amigos de infância que são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Vale a pena! É sempre bom você já ir vivenciando a viagem antes mesmo do dia do embarque.

Avdat (A) – Eilat (B) – Sinai (C) : primeiros passos da excursão na Terra Santa

About The Author

Sandrinha nasceu em São Paulo e dedica sua vida a projetos pedagógicos, trabalhando a auto-estima. Já morou no Espírito Santo, interior de Pernambuco e esteve na Bahia, Ceará, Alagoas e outros estados no Brasil. A viagem a Terra Santa foi a realização de um sonho.

1 Comentário

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