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A praia do Amor, um dos principais pontos turísticos da Amazônia

Alter do Chão, o Caribe brasileiro perto de Santarém

Alter do Chão é chamado de o Caribe Brasileiro, o que é um belo elogio… também para o Caribe.

A vilinha no Pará, fica a uma distância de 33 km de Santarém, é mais charmosa, mais limpa e com mais atrações da floresta do que Manaus. É a verdadeira porta de entrada do turismo na Amazônia.

Para quem pergunta onde ir na Amazônia, sempre respondo: Alter do Chão, o Caribe brasileiro.

Hotel perto de Manaus, no Amazonas

Alter do Chão, o Caribe da Amazônia

A vila fica às margens das águas transparentes e de cor esmeralda do rio Tapajós.

Alter do Chão é um dos inúmeros destinos de ecoturismo na Amazônia

Da pracinha principal de Alter, sem se aventurar de barco ou em caminhadas, já dá para ver um cenário à altura da imensidão amazônica: a imensidão do rio Tapajós (às vezes, a impressão é de estar olhando o mar), a praia de areias branquinhas, os barcos para lá e para cá.

Alter é especialmente deslumbrante  entre agosto e dezembro, quando as águas dos rios baixam e, no Tapajós, surge uma faixa de areia branca e finíssima, a Ilha do Amor.

Ao ver a Ilha do Amor, entendi porque essa é considerada uma das melhores praias do Brasil.

A Ilha do Amor, em Alter do Chão, surge no chamado verão amazônico, quando as chuvas dão (um pouco) de trégua e os rios metros mais baixos. Mas não se preocupe: a chuva não deixa esquecer que estamos na Rain Forest, a floresta que chove.

Setembro é, normalmente, o mês em que a Ilha do Amor mais se destaca. Neste mês, também ocorre uma das festas populares mais tradicionais da Amazônia e do Brasil, a Festa do Sairé.

Festa do Sairé – Alter do Chão

A mais tradicional festa popular da Amazônia

A Festa do Sairé, em Alter do Chão, mistura elementos religiosos católicos com expressões da cultura local e enche os olhos dos moradores e dos turistas: é alta temporada em Alter do Chão.

Durante dias, a Festa do Sairé apresenta procissões, grupos de cairibó, dramatizações de lendas amazônicas, como a do boto homem que seduz a índia…

O auge da Festa do Sairé é a simpática disputa entre os botos Cor de Rosa e Tucuxi, grupos com alegorias, músicas e fantasias, como as escolas de samba.

Quem não gosta de praia cheia, deve evitar Alter durante a Festa do Sairé e especialmente aos finais de semana.

A vila vira destino de gente de toda a região, incluindo Santarém, e, sinceramente, a praia fica lamentável: jets skis não respeitam banhistas, banhistas não respeitam o rio com sujeira…

Minha sugestão: fuja para algum passeio distante ou vá dar uma volta por Santarém – e tirar dinheiro.

O ônibus entre um lugar e outro demora apenas 45 minutos.

Festas populares pelo Brasil

Turismo em Alter do Chão

O que fazer em Alter do Chão, o Caribe Brasileiro no Pará

Uma das principais atrações naturais de Alter do Chão é o Lago Verde, cercado pela Floresta Encantada.

Encantado. O adjetivo se justifica. O Lago Verde verde possui mais de uma dezena de nascentes e águas cristalinas.

Do barco (é facinho alugar na praça principal de Alter), é possível ver o fundo colorido por plantas do Lago e fotografar cardumes que parecem fazer coreografias, tão rápidos e sincronizados são os movimentos. E é muito bom para banho.

A Floresta Encantada, a mata de Igapó pela qual dá para passear entre as árvores de barco, surge com mais força entre os meses de janeiro a julho, mas o Lago Verde também é… encantado no resto do ano.

A gigantesca árvore amazônica na Floresta Nacional dos Tapajós, no Pará

À noite, a vila de Alter do Chão fica bem tranquila, mas na pracinha principal dá para comer, beber sucos de frutas amazônicas e até uma caipirinha.

Também dá para ouvir histórias e combinar com outros turistas aventuras de ecoturismo: caminhadas na Floresta Nacional dos Tapajós, visitas a comunidades ribeirinhas, pôr do sol (com botos, espera-se) na Ponta do Cururu…

Alter do Chão: dicas de viagem

Alter do Chão vista do alto do Morro da Piroca - www.muitaviagem.com.br

Alter do Chão vista do alto do Morro da Piroca – www.muitaviagem.com.br

Dicas para viagens baratas e legais pela Amazônia

  • Onde fica Alter do Chão – a vila fica a 33 km de Santarém e a apenas 15 km do Aeroporto de Santarém.
  • Quando ir para Alter do Chão – entre setembro e dezembro, às aguas do rio Tapajós baixam e forma-se a Ilha do Amor, considerada uma das melhores praias do Brasil. E é de rio.
  • Setembro também é o mês da Festa do Saité, celebração centerária que envolve milhares de pessoas.
  • Atrações de Alter do Chão – A natureza ao redor de Alter é um belo exemplo das belezas da Amazônia: Ilha do Amor, Lago Verde, Floresta Nacional dos Tapajós, Ponta do Cururu, Serra da Piroca.

foto: Idobi

Uma trilha amazônica perto de Alter do Chão

Ecoturismo na Amazônia

No coração do vilarejo no interior do Pará, ouve-se muito falar da trilha entre Alter do Chão – Tapajós.

E, claro, ouvimos falar de vovó: — uma árvore samaúma que tem 1.200 anos segundo as pessoas da região e cujo o tronco é tão grosso que um cordão formado por 28 pessoas não foi suficiente para abraçar. Vovó é uma das atrações da Floresta Nacional dos Tapajós, ou Flona Tapajós, uma unidade de conservação ambiental às margens do rio Tapajós e suas águas cor de esmeralda.

Na exuberante área de floresta amazônica, 29 comunidades ribeirinhas vivem; nove comunidades estão habilitadas pelo Ibama para desenvolver o turismo sustentável, ou ecoturismo.

Foi para uma delas, a comunidade do Maguari, que partimos atrás do sonho de caminhar por regiões (quase) intocadas para ver a samaúma Vovó.

Ecoturismo na Amazônia – Pará

A Floresta Nacional dos Tapajós

O primeiro desafio foi decidir o meio de transporte pelo rio a partir de Alter do Chão. De lancha voadeira, o preço é salgado, mas a viagem é curta: uma hora. De canoa motorizada… seriam três horas, um preço menor, mas só de pensar em uma jornada dessa em canoa, minha perna começa a formigar: é muito desconfortável. E tem o sol amazônico no pote as 3 horas.

Decidimos ir de voadeira e marcamos com o barqueiro bem de manhãzinha. Na manhã combinada, compramos algumas coisas no mercadinho e, untados em protetor solar,  fomos ao Maguari.

Para entrar na Flona é preciso pagar algumas taxas, tanto ao Ibama quanto à comunidade, mas é coisa pouca.

Por sugestão do nosso amigo barqueiro, levamos ingredientes para fazer um almoço simples (arroz, feijão, frango, tomate, cebola… essas coisas), pacotes de bolacha, água.

A comida que levamos, deixamos com uma moradora do local. Por uma pequena quantia, ela prepararia o almoço-lanche-da-tarde-janta e, ao voltar da caminhada pela Flona, poderíamos comer. E ainda trocamos o frango por peixe fresco!

Depois de uma pequena aula sobre como vive a comunidade, partimos na nossa aventura de ecoturismo.

Mel produzido na comunidade do Maguari | foto: ICMbio

Mel produzido na comunidade do Maguari | foto: ICMbio

A caminhada pela Floresta do Tapajós

Com um guia local, caminhamos por cerca de três horas em trilhas para chegar até a grande samaúma da Floresta Nacional dos Tapajós.

O caminho é aberto (deu para ir de bermuda sem arranhar a perna em plantas mais baixas), mas tem partes difíceis, principalmente algumas subidas no começo. Tivemos que economizar água para beber. Na volta, a gente bebia gotinha.

E vivemos muitas emoções.

Passamos saltitando por formigas que picavam doído, disse o guia. Acreditei. Já bem no meio da selva ouvimos um rugido alto, tenebroso, perto da gente. Para mim, era uma onça. Nosso amigo disse se tratar de um gato maracajá.

Os sons da floresta são incríveis.

Encontramos cacos de cerâmica indígena em um trecho que já foi ocupado por índios há séculos.

Bebemos água que gotejava de uma raiz arrancada do chão (abismados com a capacidade do guia de reconhecer não só a planta, como a raiz que brotava do chão!). O clima é amazônico: quente e úmido.

Mas ao menos não sentimos o sol do meio-dia: na maior parte da trilha, a floresta se encarregava de fazer sombra para nós, meros humanos. Em alguns lugares da Amazônia a sombra é tanta que para foto sair boa tinha que colocar flash.

Ao longo do trajeto, toda vez que topávamos com uma samaúma, eu parecia uma criança: chegamos?

Chegamos? Chegamos?

A samaúma, qualquer samaúma, é mesmo uma árvore impressionante. E uma pancada na raiz faz um estrondo impressionante: ela já foi usada como meio de comunicação pelos índios.

Pancadas na Samauma já foram usadas como meio de comunicação pelos índios

Pancadas na Samauma já foram usadas como meio de comunicação pelos índios

Só que quando cheguei, vi que não tinha sentido a ansiedade. Como podem ver no alto dessa página, nada se compara a Vovó.

Ela não é uma samaúma, nem  uma árvore, qualquer: é um dos seres vivos mais impressionantes que já vi. O tronco é gigantesco. Se dissessem que ela tem 15 mil anos, eu acreditaria.

Demos voltas pelo tronco, escalei na parte mais fácil, lamentamos não conseguir enxergar a copa. E descansamos sentados nas raízes. Segundo o guia, dá para acampar no pé da árvore gigantesca, mas a gente não tinha se preparado, infelizmente.

Sites de Turismo na Amazônia

Sobre Gustavo

Vamo? Vamo! (ou não).

11 comentários

  1. Axel Wilhelm Berle

    Gostei das dicas de viagem deste site. Conheci o Gustavo na subida do Rucu no Ecuador, quando ele me falou do tal do Alter do Chão! Está no topo da lista de lugares para conhecer…

  2. qual os dias e qual os barcos que sai os barcos de Manaus para Santarém ou vai direito pra Alter do Chão

  3. Legal Axel!

    Avise quando for pra lá!

  4. Olá,
    Fiquei impressionada com o relato.
    Estou iniciando minha vida de viajante agora, cansei de turismo.
    Porem ainda fico muito insegura em como programar esse tipo de viagem.

    É possível que você me passe o contato do guia ?

  5. oi Natalia, eu fiz os passeios com a Mãe Natureza Ecoturismo, que fica na pracinha principal. Se você estiver em um grupo grande, dá uma conversada com os barqueiros que ficam na pracinha principal antes e tente fazer o passeio sem intermediários.

    Quando você vai para Alter? Acho que não é preciso marcar antes o passeio, principalmente se estiver sozinha: lá você consegue se encaixar em um grupo e negociar melhor o preço.

  6. Oi Farias!

    Veleu pela dica. Pretendia ir na semana Snata, só que já desisite devido a chuva.
    Porvavelmente iremos somente em setembro ou novembro.

    Irei com meu namorado e talvez mais um casal, que estamos tentando “aliciar”.
    Oque eu mais empolguei foi com a visita a Vovo, estou contando os minutos para ir!
    rsrssrs

  7. Olá Gustavo,

    Vou viajar à Amazônia brasileira (e quem sabe tbm em outros países) numa viagem de cerca de 4 meses. Gosto muito de viajar e ultimamente estou utilizando o couchsurfing, pois gosto bastante da forma com que a viagem se transforma quando vc está com um local. Assim, gostaria de saber se vc me indica coisas fascinantes para se fazer nessa trip. Não digo pontos turísticos, etc e sim experiências que vc teve e que considera inigualáveis. Um grande abraço!

  8. Que incrível poder ver e tocar nessa árvore tão especial. Tenho muita vontade de conhecer a Amazônia brasileira, aliás tenho muita curiosidade sobre a região Norte do país. Obrigada pelo post e pela dica para conhecer a Vovó!

  9. Oi Patricia,

    Acho que Alter do Chão é o melhor destino razoavelmente fácil de chegar da Amazônia brasileira 🙂

    abs!

  10. A nossa regiao é imprevisivel,e imaginavel, cheia de surpresas , encantos atrativos, e super acolhedora,, sou nativo da flona,e trabalho como guia, na flona e na cidade

  11. Oi!

    Agradecemos o comentário e o acolhimento e o trabalho das pessoas da região. A Flona é um patrimônio brasileiro muito graças a vocês. Abraços!

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