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A Plaza de Armas, no centro de Cusco, Peru.

Cusco – O que fazer na capital do Império Inca

Cusco, a capital do Império Inca, é um dos lugares mais legais que já visitei e a cidade mais impressionante que conheci no mochilão de 5 meses pela América do Sul.

Não por acaso, fiquei 5 semanas em Cusco e conheci muitos cantinhos, atrações turísticas e caminhos da capital histórica do Peru.

Abaixo, além das melhores dicas do que fazer em Cusco e um roteiro para conhecer os lugares mais legais do centro histórico da cidade, elencamos mapas e dados para organizar melhor a sua viagem.

Curiosidades e história de Cusco, Peru

Cusco, no Peru, é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e o principal ponto de partida para excursões, trilhas e pacotes para Machu Picchu, mas é muito mais do que isso.

Mapa do império inca com Cusco, Peru, em destaque

Mapa do império inca com Cusco, Peru, em destaque

Há muito o que fazer em Cusco, uma cidade que  mistura história, cultura e influências dos nativos americanos e dos primeiros colonizadores europeus como poucos lugares do mundo.

A cidade,hoje com cerca de 500 mil habitantes e localizada a 3.400 metros de altura, no sudeste do Peru, era o centro do império inca e lá se ergueram as principais contruções pré-colombianas da América, como Qorikancha, o templo do sol, além dos palácios da nobreza inca.

Para os incas, Cusco era não só o centro do Tawantinsuyu, ou As Quatro Partes, como era chamado o império inca em quéchua, o idioma falado pelos incas.

Mas também, O Umbigo do Mundo –sim, esse é o significado de Cusco (Qosco) em quéchua.

Em meados do século 16, os espanhóis, após dominar a cidade, aproveitaram as pedaços das grandes obras incas para rapidamente erguer uma cidade colonial com prédios com fortes influências católicas e europeias.

Nas ruas e ladeiras de Cusco, Peru, fica claro porque ali é um dos principais centros urbanos da história das Américas, antes e depois da colonização, e um dos destinos de viagem do Peru mais famosos no mundo inteiro.

Parte do mapa de Cusco até hoje obedece ao planejamento feito pelos incas. Muitas construções misturam arquitetura e engenharia colonial europeia e pré-colombiana.

Em vários pontos se descobrem tesouros arqueológicos ainda hoje e a cultura inca se mistura à história da colonização europeia e a presença de turistas, mochileiros, curiosos do mundo inteiro em um efervescente caldeirão cultural.

Peru e o Vale Sagrado

Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas

Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas

Os planos para visitar nossos vizinhos andinos começaram com pesquisas pela internet e pelas conversas com amigos.

A maioria dizia que não era preciso reservar nenhum passeio com antecedência, pois a oferta era imensa, mas não consegui correr o risco e acertei tudo com uma agência peruana por e-mail. Realmente a prudência foi desnecessária.

Há infinitas agências de turismo por lá.

Para chegar a Machu Picchu, é preciso passar por Águas Calientes, que fica no pé montanha onde foi construída a cidade .

O vilarejo não tem muitos atrativos, mas recomendo dormir por lá para pegar um dos primeiros ônibus que sobem até a antiga cidade e tentar ver o nascer do sol lá do alto. Eles começam a circular às 5 horas da manhã e o trajeto não leva meia hora.

O ponto de ônibus fica próximo à estação de trem por onde se chega à cidade.

Mas voltemos um pouco na narrativa. Antes do clímax, é preciso falar de Cusco.

Cusco – Peru

Primeira parada: Cusco

Igreja de São Miguel, na Plaza de Armas de Cusco

Igreja de São Miguel, na Plaza de Armas de Cusco

Cusco é a principal cidade próxima a Machu Picchu.

Fundada por volta do século XII, se tornou capital do Império Inca, seu mais importante centro administrativo, cultural e religioso, conectando as quatro grandes regiões de seu vasto território.

Nos dias de hoje, Cusco ainda mantém sua característica de conexão e é ponto de chegada da maioria dos turistas que visitam o país, por conta de seu aeroporto internacional e suas estações de trem que levam passageiros por todo o Vale Sagrado até Águas Calientes, a última estação antes de Machu Picchu.

A cidade é pequena, cercada por montanhas e fica numa altitude de 3400 metros.

Logo que se chega é possível sentir os efeitos da altitude – o mal-estar é conhecido por lá como “soroche”.

Algumas pessoas sentem dor de cabeça, outras náuseas e até diarreia, além do cansaço e falta de ar.

Segui a recomendação de evitar bebidas alcoólicas e comidas gordurosas nos dois primeiros dias e tomar chá de coca sempre que possível. Funcionou.

Vale registrar que o fôlego na altitude não é o mesmo e grandes esforços físicos devem ser feitos apenas após uns dias de aclimatação.

Portanto, é bom curtir um pouco Cusco antes de enfrentar as escadarias de Machu Picchu. (Sim, os jogadores de futebol que reclamam que perderam para a altitude em partidas nos Andes não estão mentindo!)

Cholas e lhamas circulam nas ruas de Cusco

Cholas e lhamas circulam nas ruas de Cusco

À primeira vista, Cusco lembra a nossa Ouro Preto (MG), com seu centro histórico de casarões de dois andares, ruas de paralelepípedos e grandes igrejas católicas, imponentes ao redor da Praça das Armas.

Entretanto, logo é possível perceber como a cultura andina faz parte do DNA do lugar, seja pelas pessoas, pelo colorido de suas roupas, pelas lhamas que passeiam entre os transeuntes, pelas ruínas e construções.

Os peruanos são realmente orgulhosos de sua história, da grandiosidade do antigo império e fazem questão de não esquecer de tudo o que foi dizimado e saqueado pelos espanhóis.

“Aqui era o Templo do Sol, mas foi destruído para virar um mosteiro”, “Essa igreja foi construída sobre o Templo da Lua”, “Antigamente, essa muralha era revestida de ouro. Não sobrou nada”, são frases comuns entre os guias turísticos. É quase impossível não alimentar o Che Guevara que vive dentro da gente.

A arquitetura da cidade é uma mistura de ruínas pré-colombianas e construções coloniais – os alicerces originais, construídos pelos incas para suportar os tremores comuns na região dos Andes, foram mantidos.

Assim como em outras cidades peruanas, as construções de pedra levam a cor da geologia da região. E Cusco é vermelha.

Há diversos passeios que podem ser feitos na região e o mais indicado é começar pelas ruínas que ficam dentro da cidade e seus arredores.

Locações como os templos de Qorikancha, o centro militar Sacsayhuaman, os aquedutos de Tambomachay, entre outros, estão entre os roteiros de diversos city tours oferecidos pelas agências locais.

Saqsaywamanque fazer cusco ruinas civilizacao inca perto de cuzco foto

Nas montanhas que circundam Cusco, no alto, fica a maior fortaleza militar dos Incas, Saqsaywaman.

A estrutura foi muito danificada e destruída pelos espanhóis, mais ainda guarda imensas, gigantescas, espetaculares pedras polidas trabalhadas pelos incas.

Como Saqsaywaman era a principal estrutura militar que servia para proteger Cusco, o lugar ainda oferece uma visão panorâmica incrível da região de Cusco.

O que comprar em Cusco

Gastos e pechinchas em Cusco

Enquanto no Brasil a prática da pechincha é mais comum em feiras livres ou mercados informais, no Peru ela é uma regra geral.

Os comerciantes já trabalham pensando em negociar os preços no ato da venda. É cultural.

Logo no aeroporto de Cusco, por exemplo, os taxistas disputam ferrenhamente os passageiros; os carros não têm taxímetro e o valor final é sempre acordado no ponto de partida da corrida.

Apesar da muita oferta na porta do aeroporto, o melhor preço era o da empresa conveniada, que contratei lá dentro.

O milho roxo, um clássico peruano, pode ser encontrado nos mercados cusqueños

O milho roxo, um clássico peruano, pode ser encontrado nos mercados cusqueños

O Real é quase equivalente ao Nuevo Sol, em termos de câmbio, mas acaba valendo mais do que aqui, pois as coisas são mais baratas no Peru.

Cheguei a levar dólares para comprar moeda por lá, mas acabei usando mais os caixas eletrônicos Global Net, em que se pode sacar a quantia desejada direto na moeda local. Só é preciso habilitar com antecedência o cartão de débito para saques internacionais.

Uma dica para economizar é procurar lojas e restaurantes um pouco mais afastados da praça principal, a duas ou três quadras.

É possível, por exemplo, encontrar menus turísticos que incluem entrada, prato principal e sobremesa ou bebida por R$ 10 ou menos. Sopas, milhos, batatas, quinoa e frango são itens que aparecem com frequência nos cardápios.

A cultura da pechincha, é claro, está impregnada também em restaurantes e lojas de artesanato.

O ideal é nunca comprar no primeiro lugar, pois os preços podem variar mais do que 50%.

Se possível, visite os grandes mercados, que vendem desde carne e verduras até roupas e lembrancinhas a preços mais em conta. O passeio também vale para conhecer um pouco mais do dia a dia do povo local e as centenas de variedades de batatas e milhos que são produzidos por lá.

Onde ficar em Cusco

Em Cusco, fiquei hospedada numa pousada aconchegante chamada Casa Elena (rua Choquechaca, 162).

Não tinha wi-fi, nem eventos de integração, mas oferecia um ótimo café da manhã, era silenciosa e as camas confortáveis. Sem contar que fui recebida com xícaras de chá de coca fresquinho para combater os efeitos do “soroche”.

O Vale Sagrado dos Incas

No Vale Sagrado

Ollantaytambo, no Vale Sagrado dos Incas

Ollantaytambo, no Vale Sagrado dos Incas

Em meu segundo dia em Cusco, optei por um passeio pelo Vale Sagrado, como ficou conhecido o vale do rio Urubamba.

Seu ápice é a cidade de Ollantaytambo, a 60 km de Cusco, que costumava ser um importante polo agrícola do império.

Lá a gente aprende mais sobre o cultivo em terraços, nas encostas das montanhas, e os microclimas que variam conforme a altitude e a incidência de vento e sol.

Ollantaytambo

No Vale Sagrado dos Incas, Ollantataytambo fica a apenas 60 km de Cusco. Chamada de Ollanta, é a base para quem vai pegar o trem para Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes).

Ollantaytambo realmente impressiona e é um grande aquecimento para o que vem depois.

ollanta ollantaytambu perto cusco trem machu picchu foto ruinas arqueologicas peru

As ruínas inca que uma vez serviram de forte para a resistência nativa contra os invasores espanhóis são uma das mais legais que conheci durante minha viagem de seis meses pela América do Sul.

Dali, é possível pegar um trem para Águas Calientes ou se aventurar por uma das trilhas incas que levam até Machu Picchu a pé, recomendadas somente para quem se anima a caminhar por quatro dias, montanha acima, sem banho, banheiro e com pouco oxigênio.

Ollantaytambo é um bom aquecimento antes de Machu Picchu

Ollantaytambo é um bom aquecimento antes de Machu Picchu

No meu caso, optei pelo trem, que peguei diretamente em Cusco. A viagem dura 3h30 e, mesmo o trem mais simples, é confortável.

O caminho é bonito, entre montanhas e rios e permite perceber a transição da paisagem andina para floresta tropical. De repente, me peguei pensando “ei, conheço essa planta!”. Estava adentrando os limites da Amazônia peruana.

Kuelap

Já Kuelap fica em Chacapoyas, no norte do Peru, cruzando os Andes em direção à Amazônia.

Por motivos que agora me parecem os mais estúpidos do mundo, apesar de ter ficado meses no Peru, não fui até Kuelap, mas estou morrendo de vontade (se você for, me chama).

Para muita gente, Kuelap, construída pela civilização Chachapoya, é a nova Machu Picchu, o novo destino queridinho dos aventureiros.

De qualquer forma, é um lugar muito legal que está na minha lista de lugares para conhecer no Peru.

A Camila, do blog de viagens O Melhor Mês do Ano já foi para Kuelap e conta como é.

Choquechirao

Outro lugar que pulei no meu mochilão pelo Peru foi Choquechirao. Mas eu deixer de visitar as ruínas dessa incrível cidade da civilização inca por um motivo mais ou menos nobre: não tinha dinheiro para ir e chegar por conta própria em Choquechirao não é fácil.

O lado bom de ter deixado de conhecer Choquechirao é que estou moralmente obrigado por mim mesmo a voltar para o Peru.

Choquechirao é uma das mais conservadas e maiores cidades inca já descobertas.

O que fazer em Cusco, Peru – Mapa com atrações

Tracei um roteiro a pé no mapa de Cusco abaixo com algumas atrações da cidade que pode ser feito em um dia ou até mesmo meio período.

Os pontos no mapa de Cusco misturam lugares gratuitos com atrações pagas.

Mesmo se você não tiver interesse em pagar, vale a pena passar para conhecer as igrejas e outras construções por fora.

 

A – Mercado Central de San Pedro

O Mercado de San Pedro, para mim, é obrigatório de visitar em Cusco.

Nos corredores de San Pedro você vai encontrar milhos de todas as cores, temperos de vários sabores e até rumores de quechua, o idioma falado pelos incas. Não é uma atração turística propriamente, mas sempre tem mochileiros para lá e para cá.

Mercado San Pedro é uma atração que mistura cultura local, sabores e surpresas em Cusco - Foto: David Zhou

O mercado mistura cultura local, sabores e surpresas em Cusco – Foto: David Zhou

Nas minhas 5 semanas mochilando em Cusco, fui várias vezes no mercado para comer barato, comprar frutas e verduras ou apenas passear.

Os mochileiros que me acompanharam adoraram, mas quem tinha, vamos dizer, estômago fraco, entrou e saiu.

Muita gente gostou porque é um dos lugares mais baratos para comprar artesanato, roupas de lã, luvas e ponchos em Cusco.

A área de alimentação é grande e dá para comer (muito) barato. Nos arredores, há muitos vendedores de comida de rua em Cusco.

Que fique claro: aparentemente, a higiene não é das melhores, mas eu comi bem e barato no Mercado de San Pedro sem passar mal.

Uma curiosidade: além das frutas, das carnes (de todos os tipos, sem refrigeração), das sementes, dos temperos, dá para comprar o cacto de San Pedro no mercado central de Cusco.

O cacto de San Pedro é um poderoso alucinógeno, no estilo mescalina, e é um clássico mochileiro tomar antes de entrar em Machu Picchu. Cuidado.

B – Plaza de Armas A de Cusco

A Plaza de Armas de Cusco é o coração do centro histórico de Cusco

A Plaza de Armas de Cusco é o coração do centro histórico de Cusco

A  Plaza de Armas é o coração do centro histórico de Cusco –a história da praça remonta à história inca, já que ali era, também, o principal ponto do império e do Umbigo do Mundo (Cusco significa o umbigo do mundo em quechua).

A praça é cercada por duas impressionantes igrejas e prédios anexos: a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus.

A Igreja da Companhia de Jesus é uma referência do estilo barroco na América colonial.

A Catedral de Cusco, erguida sobre as bases do palácio de um dos imperadores incas, guarda alguns dos principais exemplos da Escuela Cuzquena de arte, uma escola de pintura que tentou impor a arte cristã aos indígenas de Cusco e deu origem a uma das orincipais tradições de pintura da América colonial.

No centro da Plaza de Armas de Cusco há um monumento em homagem ao imperador inca Pachacutec. Pachacutec é considerado o mais importante imperador da história inca, responsável pela maior expansão do império pela América do Sul.

C-  Convento e Museu de Santa Catalina

Curiosamente construído sobre as estruturas do templo das virgens dos incas, o monastério dá uma boa ideia de como viviam as freiras de Catalina e é frio e assustador.

O museu tem uma importante coleção de arte que mescla traços dos nativos com arte espanhola, com obras da Escola Cusquenha de pintura, entre outras.

D – Convento de Santo Domingo e Qorikancha

Uma das minhas atrações preferidas em Cusco

Uma das minhas atrações preferidas em Cusco

Para quem se interessa pela arquitetura e história inca, Qorikancha e o Convento de Santo Doomingo é uma visita obrigatória.

O convento espanhol foi erguido sobre as estruturas do maior e mais importante templo do império inca, o Qorikancha, ou templo do sol.

O  Qorikancha é considerado por muitos a mais refinada estrutura inca jamais construída, com pedras polidas e finamente encaixadas,um verdadeiro tesouro da história de Cusco, do Peru, dos incas…

Mesmo por fora o convento, que tem um imenso jardim aos seus pés, é um dos lugares mais legais para conhecer em Cusco.

E – Pedra de 12 ângulos

A pedra é um dos grandes exemplos da capacidade dos incas para construção fina. É tão recortada que forma 12 ângulos, todos encaixados finamente com as pedras ao redor.

A rua onde fica a Pedra de 12 Ângulos é um bom lugar para comparar as construções incas com as obras espanholas. A parede do lado da pedra foi erguida pelos nativos enquanto a parede em frente foi construída pelos conquistadores.

Gostei muito da rua para ver artesanatos, roupas etc. Não achei os melhores preços para comprar em Cusco, mas as lojinhas são charmosas e arrumadinhas.

F – Bairro de San Blas

Vale a pena se perder nas ruazinhas de San Blas

Vale a pena se perder nas ruazinhas de San Blas

O bairro dos artistas em Cusco, com lojinhas mais charmosas, restaurantes vegetarianos, lugares descolados. Lá tem alguns dos melhores lugares para comer em Cusco.

San Blas tem ruazinhas históricas estreitas, muitas ladeiras, lojinhas de arte… Vale a pena se perder pelo charmoso bairro.

Para muita gente, especialmente casais, é um dos melhores lugares para ficar em Cusco, mas atenção: se você quiser ficar batendo perna pela cidade, sair para as festas de Cusco à noite e estiver em um ritmo de mochilão, subir e descer o tempo todo as ladeiras de San Blas pode ser cansativo.

– Veja dicas da Cris, do blog de viagens Dentro do Mochilão, sobre Cusco e o Peru

– Fórum Mochileiros – Cusco

Atrações perto de Cusco

Há muitas atrações também perto de Cusco, como vilas, ruínas como Sacswaymay, o Vale Sagrado dos incas etc. Vamos abordar essas e outras atrações turísticas de Cusco e do Peru em outro guia de viagem.

Também vamos elencados os melhores bares, casas noturnas e restaurantes de Cusco. Se você quiser saber onde ficar na cidade, falamos abaixo sobre os melhores hostels de Cusco.

Onde ficar em Cusco – Melhores hostels

Uma das minhas atrações preferidas em Cusco

No meu mochilão de quatro meses pela América do Sul, reservei cinco semanas para ficar em uma cidade especial e logo reservei um bom hostel em Cusco.

Além de ser o principal ponto de partida para chegar em Machu Picchu, Cusco foi a capital do Tawantinsuyu, o império inca, e é uma das cidades com mais história das Américas –ou do mundo, como preferir.

Além de conhecer bem os cantinhos da cidade histórica de Cusco, tive a oportunidade de me hospedar em alguns dos melhores lugares para ficar, pelo menos para os mochileiros e para quem gosta de viajar bem e barato.

Onde ficar em Cusco

Pariwana Hostel

Endereço do Pariwana Cusco: Meson de Estrella, 136

Em Cusco, fiquei no melhor hostel do meu mochilão. Na verdade, um dos melhores hostels do mundo, o Pariwana Hostel.

Em qualquer site de avaliação de hostels, pousadas, hotéis que você encontrar o Pariwana de Cusco, vai perceber que a qualificação é alta.

E no boca a boca o albergue também é muito recomendado: praticamente todo mundo que conheci que se hospedou lá aponta o albergue localizado no centro histórico de Cusco, cidade que é Patrimônio Mundial da Unesco, como um dos melhores do mundo, senão o melhor. E não falo só de mochileiros.

No hostel, conheci casais e até famílias hospedadas.

A praça característica do prédio histórico do hostel em Cusco - foto: Divulgação

A praça característica do prédio histórico do hostel

Com várias opções de quartos coletivos, desde os mais baratos, para mochileiros, até os mais caros, com poucas pessoas e banheiro (além de quartos individuais por preços econômicos), o Pariwana é uma ótima opção onde ficar em Cusco para qualquer turista.

Na capital histórica do Peru, um albergue bem localizado, há duas quadras da Plaza de Armas, o coração da cidade de Cusco, lotada de atrações históricas, restaurantes, bares, baladas e agências turísticas.

Próximo ao hostel ficam várias atrações turísticas como a Catedral de Cusco, a Igreja da Companhia de Jesus e o Mercado San Pedro.

O Albergue fica em um impressioante edifício histórico com estrutura dos séculos 16 e 17, com características históricas preservadas, mas bem reformado, todo arrumadinho.

O melhor hostel de Cusco tem uma ótima vida social, com um bar e restaurante que tem bons preços (o cardápio não é dos mais baratos da cidade, mas também não é caro) e uma agitada vida noturna.

Todos os dias realizam-se atividades no bar no começo da noite, como aulas de salsa, cinema ou karaokê.

Entre outras coisas para fazer em Cusco, no bar, balada e restaurante do hotel tem aulas de salsa

Entre outras coisas para fazer na cidade, no bar, balada e restaurante do hotel tem aulas de salsa

Muitas vezes, em vez de sair à noite em Cusco, curtia a noite no próprio hostel.

Os quartos são sempre limpos, as camas são boas e, uma coisa que todo mochileiro ama, os armários são espaçosos e com tomada dentro!

Além disso, o Pariwana tem uma ampla sala de internet com computadores e uma boa sala de vídeos.

O destaque para a vida social dos mochileiros é a agradável praça central, bem ao estilo da arquitertura colonial espanhola, com pufs e uma mesa de pingue-pongue.

O prédio é enorme, é bom que quem está longe do bar nem nota o agito (e a música) por lá, mas é claro que nos quartos coletivos há, normalmente, uma movimentação grande.

Hostels em Cusco

Quem quer uma pousada individual, ou um quarto para casal, fica ainda mais afastado do agito —os quartos privativos ficam bem para o fundo do hostel. Conheci um deles, muito bom, compatível com um hotel econômico.

O Pariwana conta com muitos banheiros e eles estavam sempre limpos quando me hospedei lá, em julho, alta temporada de viagem pelo Peru.

O café-da-manhã não é dos mais fartos, mas uma vantagem para quem gosta de acordar tarde (ou perdeu a hora nas melhores baladas da noite de Cusco) é que o café é servido até tarde –e durante todo o dia há chás e café de graça para os hóspedes.

O Pariwana também funciona como uma grande agência turística, dá para marcar vários tours por Cusco ali, inclusive viagens para Machu Picchu. Vale a pena se informar com as pessoas do hostel, mas os preços dos passeios turísticos da pousada estão longe dos mais baratos da capital histórica do Peru. 

Como os melhores hostels e hotéis de Cusco, vale a pena fazer a reserva com antecedência. Eu, que sempre ficava renovando em cima da hora minha hospedagem, tive que mudar muitas vezes de quarto e tive duas vezes que tive que trocar de hostel só no meu mochilão por Cusco.

Millhouse Cusco

Endereço do Milhouse Cusco: Calle Quera 270

O hostel tem boa área social

O hostel tem boa área social

Quando fiz uma longa viagem para Buenos Aires, fiquei em dois hostels e o melhor, disparado, foi o Millhouse Avenue. Resolvi me hospedar para conhecer o Millhouse de Cusco.

É um bom hostel, mas ainda prefiro o Millhouse de Buenos Aires, um ótimo lugar onde ficar em Buenos Aires.

Fica bem localizado, perto da Plaza de Armas e dos principais pontos turísticos de Cusco, mas a rua não é das mais bonitas, as fachadas dos prédios estão bem degradadas.

Os preços dos quartos do Millhouse Cusco variam entre cerca de 20 e 30 pesos, a moeda do Peru.

Os armários são espaçosos e as camas tem uma proteçãozinha, além de kits de tomada e luz individuais. Todo mochileiro que gosta de ler agradece.

Fiquei em um quarto coletivo com banheiro, limpo e espaçoso.

O Millhouse de Cusco tem um bar com bom cardápio, com preços um pouco mais baratos que o Pariwana, mas achei o restaurante do Pariwana melhor, com exceção do café-da-manhã: o Millhouse de Cusco tem um dos melhores desayunos que encontrei nos hostels durante meu mochilão pela América do Sul, tinha até suco de laranja natural, uma raridade.

Como outros hostels disputados em Cusco, vale a pena fazer a reserva de quarto nesse hospedagem com antecedência. Cheguei de Machu Picchu quebrado, sem reservar minha pousada, e acabei tendo que pegar minha mochila que estava guardada no Millhouse e procurar outro lugar para ficar em Cusco…

Onde ficar em Cusco – The Point Hostel

Endereço do The Point: Mesón de la Estrella 172

O The Point Hostel é uma boa alternativa para quem quer uma hospedagem barata e bem localizada em Cusco, mas é bem inferior ao Millhouse e ao Pariwana.

O prédio está todo desgastado, os banheiros são piores, o colchão é mais batido… Mas os preços são de 20% a 30% mais baratos do que os dos outros hostels em que consegui ficar em Cusco.

Além de ser mais econômico, o The Point Hostel faz parte da rede Hostelling International em Cusco– Albergue da Juventude, ou seja, tem um desconto para os viajantes que fazem parte do clube.

O valor mais econômico se reflete no público do Point –só conheci mochileiros no lugar, enquanto tanto no Millhouse quanto no Pariwana, o perfil era mais variado. Como disse, até famílias escolhem o Pariwana para ficar na cidade com mais história do Peru.

Loki Hostel

Endereço do Loki Cusco: Cuesta Santa Ana 601

O Loki é uma das franquias mais famosas de hostel da América do Sul e uma ótima opção para quem curte balada. Os hostels Loki estão entre os melhores party hostel do mundo.

O hostel é uma boa sugestão de lugar para ficar em Cusco para quem está em uma viagem pelo Peru sozinho. Sempre dá para conhecer outras pessoas que estão mochilando por Cusco sem companhia ou se juntar a um grupo de mochileiros.

O que fazer em Mancora, no mochilão pelo Peru

Não me hospedei no Loki de Cusco, mas visitei em uma festa bem agitada. Parecia uma casa noturna.

Entre as vantagens do Loki Hostel, estão as festas, a convivência socia, os longs happy hours com bebidas mais baratas no bar e o café-da-manhã que vai até tarde. Tudo para incentivar os mochileiros que curtem sair à noite.

Um dos problemas do Loki de Cusco é a localização.

Apesar de perto do centro histórico, o hostel fica no meio de uma subidinha, e quem sofre com a altitude –e acredite, muita gente sofre mesmo– vai subir devagar e cansando até a entrada do hostel. Vi que muitos hóspedes apelam para o táxi (que é barato) para ir e voltar do Loki, principalmente na madrugada, depois das melhores festas de Cusco.

Post atualizado em 14 de setembro de 2021.

Sobre Gustavo Villas Boas

-- "Vamo? Vamo! (ou não)" Jornalista e editor do Muita Viagem. Gosta de praias, baladas e comidas diferentes. A Amazônia é o destino que o emociona. Antes de embarcar no Muita Viagem, trabalhou no jornal Folha de São Paulo e no Estado de São Paulo na cobertura de tecnologia, cultura e cidades. Mas lia o caderno de turismo.

9 comentários

  1. O Melhor Mês do Ano

    A subida do Loki é maldita mesmo… imagina pra quem desceu rolando? kkkkk

  2. Oi Gustavo, tudo bem?

    Estou planejando uma viagem para Cusco e meu roteiro inclui Machu Picchu. Gostei muito do hostel Pariwana e pretendo ficar lá, porém fiquei com uma dúvida se o Hostel permite que deixamos nossas malas em algum lugar seguro durante nossa ida a Machu Picchu. Você saberia me informar?

    Além disso, você ficou nesse hostel? Indica?

    Obrigada!!

  3. oi Tatiana,

    Sim, o Pariwana guarda as malas gratuitamente.

    Fiquei no hostel quase um mês! É o melhor hostel que fiquei em 6 meses viajando pela América do Sul: limpo, divertido, com um bar/restaurante bom. Gostei muito mesmo!

  4. Daniele Miranda Nogueira

    Oi Gustavo,

    Estarei indo p Cusco em agosto e estou com uma dúvida: Os 4 dias que estarei na trilha contam como diárias no hostel ? E no retorno de machhu pichu, faço outra reserva, é isso?

  5. oi Daniele, não contam não.

    Melhor deixar a reserva feita antes de sair.

    abraços

  6. OLá Gustavo, vamos em família eu meu esposo e minha filha de 7 anos, será que podemos ficar neste hostel?

  7. oi Franciele, vi crianças no hostel, mas é bastante agitado, com muita festa. Vale a pena pesquisar em um hotel também!

    Veja algumas opções de hotéis em Cusco aqui! abs

  8. As razões de porque deveria visitar Peru é porque possui uma das 7 maravilhas do mundo moderno, Machu Picchu, a cidadela perdida dos Incas do século XV que foi descoberta no século passado, você visualiza a harmonia da natureza junto com o trabalho perfeito logrado na sua arquitetura.

    Por outra parte a riqueza natural e cultural do Peru é diversificada e que tudo o mundo pode apreciar em suas manifestações culturais expressadas em seu folclore, gastronomia, costumes e tradições que ainda os peruanos preservam além do que a modernidade muda tudo o jeito de vida.

  9. Para as pessoas que estão percorrendo a Trilha Inca e Trilha Salkantay levem um cantil ou até mesmo garrafa pet, pois é de extrema importância estar hidratado durante toda a viagem, seja na trilha Inca ou na Salkantay. Em alguns trechos há pequenos riachos onde você pode encher seu recipiente; portanto leve também um purificador de água (líquido ou em pastilhas – do tipo Hidrosteril). Isso não faz volume, não custa caro, não pesa e pode evitar uma diarréia!

    Durante a noite geralmente é frio, ainda mais na época das geadas, que é muito frio próximo aos nevados, registrando temperaturas abaixo de 0, sendo assim é importante ter um saco de dormir. Se você não quiser levá-lo (por causa do peso e volume), pode contratar com a sua agência ou operadora por que normalmente já costumam alugá-los, dá pra pechinchar pedindo para incluir no que você vai pagar. Eu levaria o meu, acho uma coisa meio pessoal – risos. Dificilmente você vai conseguir alugar um de “primeira mão”.

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