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Islândia – 20 coisas que todo brasileiro deve saber antes de viajar

Aauroras boreais, caminhadas pelas geleiras e avistamento de baleias: há muito para ver na Islândia

Auroras boreais, caminhadas pelas geleiras e avistamento de baleias: há muito para ver na Islândia

O país dos vikings, dos vulcões e do gelo é realmente embasbacante de lindo.

Com o investimento das companhias aéreas low cost para cobrir a rota saindo da Europa, a visita se tornou mais acessível.

Fique de olho em tudo o que é preciso saber antes de fechar as malas e entrar nessa (deliciosa) fria.

QUANDO IR?

Em qualquer época do ano, desde que você tenha em mente que, no verão, não há noite e, no inverno, o dia dura apenas 5h, com uma luz meio crepuscular. A vantagem do verão são os eventos culturais abundantes e a temperatura mais amena.

AURORAS BOREAIS

Se a ideia é avistar as luzes nórdicas, vá entre os meses de novembro e o março (e de peito aberto para o frio).

Perguntar aos locais como você pode caçar auroras é como perguntar a um paulistano quando e onde se pode avistar a melhor chuva. Eles reagem com um olhar de “cara, essa pergunta doida outra vez…”

Aurora boreal na Islândia

Aurora boreal na Islândia, uma das belas curiosidades do mundo | Stephane Vetter/Nasa/Divulgação

Para rastrear as auroras, fique de olho neste forecast. As áreas brancas são as que têm maior possibilidade avistamento das luzes nórdicas.

Uma boa aurora, daquela que sai bem na foto, dá as caras quando o índice do forecast é igual ou maior do que 5.

Outra coisa que ninguém conta é que as luzes podem ser de qualquer cor: vermelhas, azuis, alaranjadas e tal.  Vimos uma aurora branca traços roxos, apesar de as fotos da internet mostrarem sempre as auroras verde-limão.

FOTOGRAFANDO AURORAS

Se você foi à Islândia, avistou uma aurora e conseguiu fotografá-la, é sinal de que aprendeu a operar o obturador de uma boa câmera antes de ir à caça. Não foi o nosso caso, mas vai aqui um tutorial.

QUANTO TEMPO FICAR?

A Islândia é meio gato de Schrödinger: o país é e não é grande. Você consegue dar a volta completa na ilha em uns 8 dias se não parar para respirar, mas as paisagens são tão exóticas e a natureza, tão convidativa à calma, que o ideal é tomar uma semana para conhecer o sul — onde estão as principais atrações turísticas — ou o mínimo de 15 dias para percorrer a R1 fazendo o giro completo por lá.

ROTEIRO NA ISLÂNDIA

Tenha em mente que o país conta com muitos pontos de interesse a distâncias consideráveis uns dos outros. Não vale a pena reservar o mesmo hotel para toda a viagem, porque você não vai querer se deslocar durante 3h para ir e mais 3h para voltar no mesmo dia.

De carro, o roteiro de Reykjavik até Vik dura 3 horas

De carro, o roteiro de Reykjavik até Vik dura 3 horas

Um bom exemplo é o trecho clássico Reykjavik – Vik, onde estão as praias de areia negra e uma das maiores geleiras islandesas: se for conhecê-la, durma em Vik mesmo ou na vizinha Skogar, que é mais barata e igualmente surpreendente.

DOCUMENTOS DE VIAGEM 

Brasileiros não precisam de visto para entrar no país caso o plano seja permanecer por até 90 dias.

O importante é que seu passaporte seja válido por, pelo menos, 6 meses além da data de retorno marcada. Se você não é brasileiro, consulte aqui o trâmite.

O QUE VESTIR

Primeiramente, saiba que você tem poucas alternativas nessa viagem. Uma é ter conforto térmico e a outra é sair bonito nas fotos. As duas juntas, meio que não rola.

Escolhemos ficar quentinhas e, para isso, você vai precisar sair sempre de uma blusa térmica simples + jaquetinha polar + jaquetão adequado para a neve, impermeável.

O ideal é que o casaco seja longo e, para as pernas, aposte em calças térmicas.

As paisagens da Islândia surpreendem

As paisagens surpreendem –deixe a beleza por conta delas e aposte no conforto térmico para se vestir

Por último e mais importante: não ouse vestir tênis ou botas normais para passear pela neve. Você vai escorregar, seu pé vai formigar de frio e tal. Procure botas compatíveis com neve e cidade, esqueça a vaidade e divirta-se.

COMER & BEBER

Não pense em crise, seja muquirana. A Islândia tem uma moeda realmente forte (para não dizer “absurdamente cara”), então uma excelente ideia é levar comidinhas compradas no Duty Free para beliscar entre as refeições, tipo castanhas, queijos e frutos secos.

Se você curte um birinight, compre sua bebida engarrafada favorita também no aeroporto de origem. E, obviamente, se beber, não dirija.

islandia-que-fazer-3A MOEDA

A coroa islandesa (ISK) é linda de ser ver e cara de comprar.

Uma boa dica para entender os preços por lá é multiplicar cada mil coroas por R$ 30.

Uma boa notícia é que você não precisa sacar dinheiro para praticamente nada: cartões de crédito e débito são aceitos até para comprar coisas que valem centavos.

Só não esqueça de cadastrar o aviso viagem, antes, no seu banco.

NÃO SEJA TEIMOSO

Quando aconselhamos a comprar seu drink no aeroporto, compre mesmo, porque, na Islândia, bebidas alcoólicas não são vendidas no supermercado. Uma cerveja em qualquer bar de Reykjavik custa, em média, ISK 1000. Em bom português, R$ 30, como acabamos de aprender.

Um momento particularmente doloroso da viagem é aquele em que você dá mil voltas pelos corredores de refrigerantes e não acha uma vodkinha, um ginzinho :/

INTERNET

Se você não for muito viciado ou se não fizer questão de Google Maps para transitar pela ilha, saiba que internet não será um problema. Praticamente todos os estabelecimentos islandeses oferecem wi-fi e a galera não precisa necessariamente conversar entre si.

Piadas a parte, um chip com 3 Gb de internet é, aparentemente, a única coisa barata do país: em novembro de 2016, pagamos ISK 1.700 e usamos muito Instagram sim durante o rolê.

COMUNICAÇÃO

Caso você esteja meio sem agenda para aprender o islandês, fique tranquilo. Todos os estabelecimentos têm alguém que fale inglês e mesmo os islandeses que estão pela rua costumam ter fluência na língua inglesa.

AEROPORTO

A chegada não é exatamente na capital e não existe a opção de pegar um metrô para o centro, como você já deve imaginar.

O aeroporto de Keflavik fica a 50 km de Reykjavik — mais ou menos 45 minutos de estrada.

Se você não pretende alugar carro para conhecer a ilha, o ônibus até a capital custa ISK 2.500.

CARRO OU ÔNIBUS?

Se você não dirige, não há muito o que escolher. É possível contratar tours de ônibus em empresas como a Reykjavik Excursions para praticamente qualquer parte da ilha, mas essa opção é definitivamente mais cara do que dividir o aluguel de um carro e combustível com um ou mais amigos.

HOTEL OU TRAILER?

Alguns turistas preferem matar dois coelhos com uma cajadada e, ao invés de alugar um carro simples, optam por um trailer.

Dessa maneira, sua viagem certamente será mais barata e mais roots, principalmente levando em conta que você não terá calefação e muito menos chuveiro quente à disposição em trailers.

Se, ainda assim, o trailer te parecer uma boa, planeje paradas em piscinas públicas para tomar banho e leve um saco de dormir bem quentinho.

ÁGUA ISLANDESA

Um dos maiores paradoxos da ilha é a questão da água: toda água de torneira é potável e provavelmente mais pura do que qualquer garrafinha mineral do que você já provou.

Por outro lado, a água quente (e estamos falando também do chuveiro) tem cheirinho de enxofre. O lado ruim são as notas de peido durante o banho; o bom é que o fedor não gruda no corpo.

TRANSPORTE PÚBLICO

Eficiente para circular por Reykjavik e mediações, mas não conte com isso para cruzar longas distâncias.

Os ônibus do centro também são exceções da regrinha sobre sacar dinheiro. Além de não aceitarem cartão, não dão troco. Chegue com suas ISK 400 contadas e deposite no cofre ao lado do motorista.

EXCURSÕES

fotos islandia

Fotos e imagens impressionantes da Islândia

A mesma empresa do item anterior tem os mais variados tours saindo de Reykjavik: avistamento de baleias em alto-mar, mergulhos com instrutores entre as placas tectônicas da América e Eurásia, caçada às auroras boreais, visita a parques nacionais e caminhadas pelas geleiras.

Esta última é altamente recomendável em dias nublados, quando a paisagem da ilha fica menos exuberante e o gelo, por outro lado, fica mais azul.

SUPERMERCADOS

São muitos, e os produtos — especialmente pães com sementes, peixes e skyr (o iogurte deles) — são deliciosos.

Nada é barato, mas depois de dar uma olhada nos cardápios salgados dos restaurantes islandeses, pode ser que você prefira comprar sua comida como um local em um deles, aqui.

RESPEITE A NATUREZA LOCAL

E não estamos falando só sobre jogar lixo no lixo. O clima da ilha muda de uma hora para outra, literalmente. Há até um ditado popular que diz que “se o clima islandês não está bom, espere mais cinco minutos”.

Muitos visitantes inexperientes acabam pegando a estrada mesmo que esteja ventando ou nevando muito.

Não seja esse cara: escolha um café agradável e espere um pouco mais para sair. Pode ser que você dê a sorte de provar alguma iguaria inesquecível nesse meio tempo, como é o caso da torta de caramelo aqui, que leva recheio de doce de leite, sorbet de skyr e calda de frutas silvestres.

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Descobrindo a Islândia a nado

A última coisa que um viajante desprevenido espera ao chegar na Islândia durante o outono é nadar todos os dias.

A gente sabe que a Blue Lagoon, famosa piscina geotérmica de água turquesa, cercada por campos de lava, é quase a Torre Eiffel deles… mas há mais rios e piscinas aquecidas entre o céu e a terra islandesa do que sonha nossa vã filosofia.

Blue Lagoon, uma das principais atrações da Islândia – Foto: Divulgação

Depois de pagar uma pequena fortuna para passar algumas horas na Blue Lagoon (e esfregar bastante argila rejuvenescedora no rosto para compensar o investimento), acabamos conversando com nosso host islandês sobre a experiência e descobrimos que há praticamente um lago ou uma piscina aquecidos a 39 ºC para cada bairro de Reikjavik.

– Dicas de viagem para Islândia

No resto do país, a proporção não é muito diferente: em um lugar tão gélido e cercado de água por todos os lados, os escandinavos deram os pulos deles para viver ao ar livre, tomar sol e socializar de uma forma bem esperta.

As piscinas quentes são o happy hour dos locais. Um hábito quase diário por lá, que mistura gente de todas as idades, classes e estilo.

Se o seu plano de viagem é a tradicional rota pela parte sul do país, anote este conselho: leve sempre um traje de banho na bolsa e, para cada atração visitada, escolha um destino de águas termais para fechar o dia. Você vai dormir relaxado como nunca e, na volta, sentir saudades de nadar enquanto neva fora d’água para sempre.

Reunimos aqui algumas sugestões de passeios clássicos que podem teminar em mergulhos.

O que fazer em Reykjavik

Não deixe de conhecer a Harpa em Reykjavik – Foto: Divulgação

O centro da cidade tem um colorido especial e uma riqueza de atrações culturais surpreendentes.

Como a língua islandesa é um dos maiores motivos de orgulho para os escandinavos, as livrarias de Reykjavik parecem não ter fim. Em muitas delas, rolam pocket shows de música durante os finais de semana.

Aposte em um jaquetaço térmico, um bom gorro e perca-se livremente pelas ruas e praças da cidade, passando pela Catedral de Hallgrímskirkja, o lago Tjörn e a alucinante Harpa, um dos auditórios de música mais interessantes do mundo.

A Harpa por dentro – Foto: Luiza Sahd

Em Reykjavik, a boa é terminar o dia na Vesturbæjarlaug, eleita a melhor piscina pública da cidade em 2015.

Por lá, os visitantes encontram piscinas com banquinhos e diversos tipos de hidromassagem, espaços dedicados à natação, piscinas infantis, um circuito de ofurôs com temperaturas entre 41 ºC e 7 ºC, saunas e vestiário completo com secador de cabelos. 

Vesturbæjarlaug, uma das melhores piscinas da cidade – Foto: Luiza Sahd

O que fazer no Golden Circle

Um dos roteiros turísticos mais impressionantes do mundo concentra, em 300km rodando de carro ou excursão, nada menos que:

O Þingvellir, parque nacional onde se avista o Parlamento Islandês e se pode caminhar sobre a fenda entre as placas tectônicas da Eurásia e América.

O parque nacional Þingvellir – Foto: Luiza Sahd

O Geysir, que emociona pelos jatos de água explodindo a cerca de 30 metros de altura, espontaneamente, mais ou menos a cada cinco minutos.

Não tem quem não fique viciado em esperar “só mais cinco minutinhos” para chegar à conclusão de que o buraco é mais embaixo quando pensamos na atividade vulcânica da Terra.

Geysir, que expele jatos de água a 30 metros de altura – foto: Luiza Sahd

 Gullfoss, as “Cataratas do Iguaçu” deles. O som e a força das águas mostram mais uma vez o poder da natureza por ali, com a vantagem fofa de avistar arco-íris enormes e vibrantes formados pelo montão de vapor que sobe das quedas d’água em dias ensolarados.

Gulfoss e suas cataratas que formam arco-íris nos dias ensolarados – Foto: Luiza Sahd

Ao fim do circuito, quando a possibilidade de se embasbacar mais ainda com o país parecer meio remota, dê um pulo na Gamla Lagoon, também conhecida como Secret Lagoon.

Por ali, o fluxo turístico é quase nulo e você pode fechar o dia nadando em um rio deliciosamente aquecido, pisando em pedrinhas e tudo mais. O serviço é simpático, os preços são módicos e você terá um aprazível café anexo ao rio, onde a venda de lanchinhos e bebidas funciona enquanto houver gente nadando.

Como em todos os balneários geotermais da região, o vestiário tem tudo o que você precisa para o banho pré e o pós natação.

Atrações na Islândia: de Skogarfoss a Vik

Assim que recuperar o fôlego com tanta beleza espalhada pelo Golden Circle, prepare seu coração para as atrações lindas entre Skogarfoss e Vik.

Na primeira, há uma espécie de vila no entorno de uma queda d’água de 60 metros de altura por 25 de largura. Os arco-íris que se formam ali são quase palpáveis (e a certa altura da viagem, é bom conferir no espelho se você já não virou um unicórnio de tanto avistar arco-íris e cavalos selvagens pela estrada).

Skogar. Foto: Luiza Sahd

De lá, siga até Dyrhólaey, uma pequena península de origem vulcânica com um mirante quase onírico, de onde se avista o famoso vulcão Eyjafjallajökull, as praias de areia negra de Vik e o glacial Mýrdalsjökull (um dos mais lindos do país. Vale a pena fazer a visita guiada em dias nublados, quando o gelo fica mais azul).

Dyrhólaey, uma pequena península de origem vulcânica – Foto: Luiza Sahd

O pôr-do-sol desse mirante tem altíssimo índice de aplaudibilidade, mesmo que você não seja lá muito hippie.

Jantar ou beber algo em Vik é quase mandatório. Tudo é delicioso e os moradores da pequena vila são extremamente calorosos.

O final do dia em Dyrhólaey é imperdível – Foto: Luiza Sahd

Quer nadar? Dessa vez, espere até o dia seguinte e confira, de dia, a Seljavallalaug, também conhecida como Hidden Lagoon. Para chegar, deve-se seguir de carro até o estacionamento e fazer uma pequena trilha que conduz à piscina geotermal mais antiga (e talvez mais deserta) do país.

Os balneários geotermais islandeses costumam ficar abertos até, pelo menos, as 22h. Boa parte fecha às 0h. Muitos hotéis e hostels também têm jacuzzi a céu aberto, o que é um excelente critério de escolha. Nos postos de informações turísticas do país, peça o mapa de piscinas públicas e esbalde-se.

Post publicado em 11 de dezembro de 2018. Atualizado em 17 de agosto de 2021 por Muita Viagem.

Sobre Luiza Sadh

Luiza Sahd é jornalista, escritora e especialista em mídias digitais. Colaborou nas revistas Tpm, Superinteressante e Playboy, falando sobre comportamento, ciência, viagem, amor e sexo. O que realmente importa: já entrevistou Inri Cristo, já flertou com Bruno de Luca usando um abadá e, sob influência de Shakira, vive na Espanha há dois anos rebolando para viver da sua arte.

6 comentários

  1. Completíssimo post! Muito bom

  2. Muito legal a matéria, um dia vou conhecer!

  3. A Islândia é mesmo um destino que está na lista de desejos de muita gente, Rúbia! =)

  4. Boa tarde, gostei muito do post. Gostaria de ver as fotos. A Luiza disse que postou as fotos no Instagram. Tem como ver?
    Grata,
    Isabel

  5. Oi, vcs foram no inverno ou verão?
    excelente post.

  6. Preciso de mais informações vou em 2020. Se alguém puder me indicar mais informações, adorei as informações.

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