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Aparadores, poltronas, mesas, estantes e objetos de decoração no Cantinho do Vintage

Portugal: o guia alternativo para explorar Lisboa e descobrir Sesimbra, no litoral

Portugal é o país da vez da Europa! Sim, Portugal está na moda. Especialmente Lisboa, que além de ser uma das mais belas, ensolaradas e seguras capitais da Europa, mantém ainda um custo de vida relativamente baixo e oferece uma intensa vida cultural, uma infinidade de locais para se visitar, comer bem e sair à noite.

Após vários anos de crise econômica, Portugal voltou a crescer, e uma efervescência se faz sentir nas ruas da capital. Com um aumento no turismo e na migração – tanto de brasileiros quanto de europeus – a “terrinha” oferece cada vez mais novas opções para serem exploradas nas vilas e cidades.

Como qualquer cidade que fica na moda, porém, Lisboa começa a ver vários de seus pontos mais interessantes cada vez mais lotados de turistas, o que pode tornar a visita menos agradável e, muitas vezes, os preços mais altos.

Por isso elencamos aqui uma série de locais menos dominados pelo turismo, e em geral mais baratos, para quem gosta de fugir do óbvio quando viaja por outras terras.

O que fazer em Lisboa, Portugal

ATRAÇÕES TÍPICAS DE LISBOA

O Castelo de São Jorge é uma das atrações turísticas mais conhecidas de Lisboa

Castelo de São Jorge, em Lisboa – Stefan Didam – Schmallenberg

Isso não significa que não se deva ir à praça do Comércio, passear na Baixa e no Chiado, andar na avenida da Liberdade, se perder pelas vielas da Alfama, entrar no Castelo de São Jorge, no Mosteiro de Jerónimos e comer o tradicional pastel de Belém.

Sugerimos apenas uma série de outras possibilidades para tornar a experiência lisboeta mais interessante.

Antes de dar as dicas por região da cidade, vale destacar aqui alguns pontos.

Primeiro Lisboa – Portugal, é relativamente pequena (cerca de 500 mil habitantes), e muitos trajetos podem – e valem – ser feitos a pé. O metrô tem apenas quatro linhas, mas é muito útil para trajetos mais longos (a passagem custa atualmente 1,45 euros), assim como os comboios (trens) e ônibus.

Segundo, um rápido dicionário útil para estrangeiros: tascas são os tradicionais e populares restaurantes de comida portuguesa, que servem refeições, petiscos, doces, café, cerveja e vinho. Os preços costumam ser decentes, especialmente o dos pratos do dia.

Vamos recomendar aqui algumas tascas, mas quase todo quarteirão tem alguma com boas comidas; cervejarias não são bares especializados em cervejas, mas restaurantes que servem pratos de peixes, frutos do mar e petiscos.

Podem ser chamadas também de marisquerias. Por fim, pastelarias não servem pastéis salgados; estão mais para padarias, que servem os tradicionais pastéis de nata portugueses.

– O que fazer em Madrid

No centro de Lisboa

Os pasteis de nata são um dos doces típicos de Portugal que vale comer em Lisboa

Pasteis de nata na manteigaria – foto: Marcos Ferraz

Toda a região central, mesmo que cheia de turistas, vale um bom passeio.

No Rossio, tome uma ginjinha – tradicional licor feito de uma espécie de cereja – na Ginja Sem Rival, uma espécie de pequena taverna local.

É a mais saborosa – na opinião deste que vos fala –, e menos turística que a vizinha A Ginjinha. Pode-se pedir uma dose do licor “com elas” (as cerejas) ou “sem elas”.

Não muito longe dali, o Jardim do Torel é uma praça relativamente protegida, com seu espaço dividido em pavimentos que descem uma colina.

No mais baixo deles há um agradável café, com bancos para se sentar e observar a vista panorâmica da cidade.

No Bairro Alto, área com a vida noturna mais agitada da cidade – comparável apenas ao vizinho Cais do Sodré –, a Artcasa é um espaço com exposições, bar, bons shows e festas (fique atento às apresentações de músicos africanos).

Como boa parte dos espaços mais interessantes da vida cultural alternativa da cidade, a Artcasa é uma associação, o que significa, em geral, que os preços são baixos e a programação voltada à cena independente.

A Zé dos Bois, ali perto, é uma galeria de arte e casa de shows que também tem uma programação intensa, além de um terraço ótimo para tomar uma cerveja nas noites quentes.

Ainda no Bairro Alto, a Calçada do Combro é uma rua bastante turística, mas que vale uma caminhada.

Ao menos para comer em alguma de suas tascas – Casa da Índia, Príncipe do Calhariz e Zebras do Combro são garantidas –, seguir para um café e pastel de nata quentinho na Manteigaria (que toca um sino a cada fornada que sai) e, para quem tem tempo na cidade, ver um bom filme no tradicional cinema de rua Ideal.

Na Alfama, uma das regiões mais tradicionais de Lisboa, se perca pelas vielas sem pressa, e não deixe de ver as ruínas do Teatro Romano, edifício construído no século I d.C que, após mais de mil anos soterrado, foi redescoberto no século XVIII. Hoje o local é um dos cinco espaços administrados pelo Museu de Lisboa.

Perto dali, às terças e sábados a tradicional Feira da Ladra reúne centenas de comerciantes de antiguidades, artesanatos, roupas, livros, discos e todos os tipos de artigos (principalmente) usados.

No agradável bairro da Graça, vizinho da Alfama, o Miradouro de Nossa Senhora do Monte tem uma das mais belas vistas de Lisboa (veja bem, não é o famoso Miradouro da Graça, mas bem perto).

Há muitos miradouros com vistas incríveis na cidade, mas não deixe de ir neste. Ali perto, o Damas é mais uma associação com boa comida, bebida e shows à noite.

Das Amoreiras à Madragoa

Viela perto da rua de São Bento – foto: Olívia Pedroso

À oeste do centro, ainda perto, estão alguns dos bairros mais bonitos e agradáveis de Lisboa.

O Jardim das Amoreiras é uma praça tranquila, com um pequeno quiosque, e fica ao lado do Museu da Água, com seus fascinantes Aqueduto das Águas Livres e Reservatório da Mãe D’Água das Amoreiras. O largo do Rato, ali ao lado, abriga a clássica tasca Rodas.

O Jardim da Estrela é outra praça que vale a visita. Um pouco maior, com alguns gramados, é um bom local para fazer um piquenique.

A algumas quadras dali, o moderno Mercado do Campo de Ourique, com barracas de frutas, bons restaurantes e docerias, é uma alternativa ao turístico Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré.

A Rua de São Bento reúne, ao longo de quase toda sua extensão, dezenas de antiquários e galerias de arte, das mais clássicas às mais alternativas.

Uma delas, a Zaratan, expõe interessantes mostras de arte contemporânea e design, além de apresentar shows de música independente em uma pequena sala ao fundo de seu espaço.

Descendo a rua de São Bento, na esquina com a rua Nova da Piedade um pequeno mercado abriga a Wurst Salsicharia Austríaca, que com suas salsichas orgânicas e artesanais é ótima opção para quem quer descansar um pouco das tascas e cervejarias portuguesas.

Nesta ruazinha está localizada também a pequena Gelateria Nannarella, uma das melhores e mais concorridas sorveterias da cidade – forma filas que viram a esquina nos fins de tarde.

Pegue o seu gelado e vá tomar na vizinha Praça das Flores (Jardim Fialho de Almeida), vale a pena.

Um pouco mais perto do Tejo, na mesma região, está a Madragoa, bairro popular que parece, em boa parte de suas vielas, ter ficado parado no tempo.

As roupas penduradas nas janelas, as ruas de paralelepípedo e os senhores e senhoras que circulam compõem a paisagem de uma Lisboa tradicional que vale a pena ser conhecida.

Ali, coma na Varina da Madragoa ou em algum restaurante na rua da Esperança.

Avenida Almirante Reis

O revitalizado Largo do Intendente – foto: Olívia Pedroso

A partir da região central, saindo de Martim Moniz, a avenida Almirante Reis percorre – em linha reta – alguns dos bairros mais interessantes e multiculturais de Lisboa.

O primeiro deles é a Mouraria, que abrigou uma grande comunidade muçulmana desde a Idade Média e hoje reúne imigrantes angolanos, moçambicanos, indianos, nepaleses, árabes e chineses, entre outros.

O bairro foi revitalizado recentemente, mas conserva seu traçado irregular, ruas estreitas e casinhas simples. Por ali, coma no moçambicano Cantinho do Aziz, nos baratíssimos chineses Clandestino ou Ilegal (em ambos vale mais a mímica do que o português e o inglês) ou em algum indiano como o Tentações de Goa.

O bairro vizinho, Intendente, era até poucos anos um dos lugares mais perigosos e degradados da cidade, como sempre contam os lisboetas. Com seu largo principal revitalizado, suas novas lojas e restaurantes, se tornou um dos bairros mais interessantes – e boêmios – da cidade.

Nas associações Casa Independente, Sport Clube Intendente ou Crew Hassan há sempre um show, uma festa ou ao menos um copo de cerveja para se tomar. Apesar de um processo de gentrificação estar ameaçando a face mais autêntica do bairro, o Intendente ainda é um dos lugares mais multiétnicos da cidade, assim como a Mouraria.

A avenida Almirante Reis segue até Areeiro com diversas tascas e cervejarias – a Ramiro é das melhores, mas chegue cedo se não quiser pegar uma longa espera –, passando pelos agradáveis bairros de Anjos e Arroios. Por ali, o Mercado de Arroios e o Jardim da Alameda Dom Afonso Henrique valem o passeio.

Bairros do Norte

A avenida de Roma, no bairro do Alvalade – foto: Marcos Ferraz

Em um roteiro turístico tradicional de Lisboa, a região mais ao Norte dificilmente é considerada. No máximo aparecem a loja departamento El Corte Inglés (bastante cara) e a Fundação Calouste Gulbenkian (com exposições e concertos imperdíveis). Mas o fato é que há muito mais para se ver a partir dali.

Com grandes avenidas e muitos prédios modernistas – que por vezes lembram Brasília ou o bairro paulistano de Higienópolis – os bairros de Areeiro, Avenidas Novas  e Alvalade abrigam uma série de espaços culturais, restaurantes, comércio e ruas agradáveis para passear.

Ainda perto da Gulbenkian, ao lado da estação Saldanha de metrô, está o clássico restaurante e snack-bar Galeto, com arquitetura modernista peculiar (meio americanizada) e que fica aberto até às 3h30 da manhã.

Ao lado está a agradável praça Jardim Arco do Cego, e não muito longe dali a Culturgest, espaço com intensa programação de shows, mostras e cinema.

A avenida de Roma abriga vários estabelecimentos interessantes, como a Livraria Barata, uma das melhores de Lisboa, e a clássica lanchonete Frutalmeidas, que lembra uma casa de sucos carioca ou soteropolitana.

Seguindo no sentido Alvalade, a discreta Real Pão de Ló é uma doceria imperdível. Se comer pão de ló pode soar um pouco sem graça, não o é neste café.

A avenida da Igreja, ao lado da estação de metro Alvalade, é uma rua cheia de restaurantes, pastelarias e vendas. Uma Lisboa sem turistas, com uma vida de bairro interessante de se conhecer.

O Salsa e Coentros, ali perto, é dos melhores restaurantes da cidade e, apesar de mais caro do que uma tasca, não é inacessível (faça reserva antes de ir).

Em meio a um bairro mais tradicional, o Popular Alvalade é um bar e casa de shows alternativo e com um ar de lugar secreto (é preciso tocar a campainha para entrar). Fique de olho na programação, que foca no rock, mas não só.

Parte oriental de Lisboa

A praça David Leandro da Silva, em Marvila – foto: Marcos Ferraz

Por muito tempo ignorada até mesmo por boa parte dos lisboetas, a região entre o centro e o Parque das Nações (que abriga o impactante Oceanário) começa a chamar a atenção com um gradual processo de revitalização urbana.

Entre os bairros de Xabregas e Marvila, uma única rua bastante extensa (com seis nomes diferentes) reúne alguns dos pontos mais interessantes da região, a começar pelo Museu do Azulejo – que além do enorme acervo de azulejos e cerâmicas, abriga em seu edifício a estonteante Igreja de Madre Deus.

Mais a frente, duas associações culturais, a EKA Palace e a Fábrica Braço de Prata, dão vida às noites desta região pacata da cidade.

Em um antigo edifício abandonado, com um grande jardim e várias salas, a Braço de Prata oferece uma programação incessante de shows, exposições, festas, sessões de cinema e lançamentos de livros. O local abriga ainda uma livraria, um bar e restaurante, abertos sempre entre quarta e sábado.

Há poucos metros dali, a pequena e simpática praça David Leandro da Silva é cercado por alguns espaços comerciais e restaurantes, como a movimentada tasca Jardim do Poço do Bispo ou o simpático Café com Calma, de decoração vintage e gostosos lanches.

Belém, um bairro histórico cheio de atrações

O MAAT, na beira do rio Tejo – foto: Olívia Pedroso

O histórico bairro de Belém abriga muito mais do que a Fábrica de Pastéis de Nata (os melhores da cidade) e o Mosteiro do Jerónimos, sempre lotados de turistas.

Belém é talvez a área com mais museus da cidade, e alguns deles valem muito a visita.

No CCB, o Museu Coleção Berardo reúne importantes obras de arte moderna e contemporânea em grandes espaços expositivos; o recém-inaugurado MAAT, na beira do Tejo, mistura artes plásticas, arquitetura e tecnologia em mostras inovadoras; vale ficar de olho no programa do Museu de Etnografia e, para quem quer ver de perto as antigas e luxuosas carruagens da nobreza europeia, entrar no Museu dos Coches, com prédio projetado pelo brasileiro Paulo Mendes da Rocha.

Para além dos museus, vale comer o pastel de cerveja vendido na mesma rua da fábrica de pasteis de nata (soa estranho, mas é bom).

A região também tem várias tascas gostosas como o Prado. E passear de bicicleta na revitalizada região à beira do Tejo, com uma bela vista, pode ser muito agradável. Há uma pequena loja que aluga bikes a preços razoáveis ao lado do MAAT.

– O que fazer em Amsterdam

NAVEGAR É PRECISO

Para além de todas as dicas específicas sugeridas neste texto, vale ressaltar que Lisboa é também uma cidade para se caminhar sem rumo, se perder nas vielas, observar os muros de azulejo, admirar o azul do céu, aproveitar o ritmo dos bairros mais pacatos ou dos mais agitados.

E há sempre a beira do Tejo para caminhar ou descansar, em uma cidade que não virou as costas para o seu principal rio.

Guia alternativo para explorar Lisboa e descobrir Sesimbra, no litoral

Mapeei alguns lugares em Lisboa para você sair do passeio turístico clichê, e ainda descobrir a região litorânea de Sesimbra, trazendo um novo olhar sobre Portugal.

Transeunte observa movimentação em Bairro Alto, Lisboa | Cris Nunes

Lisboa, Portugal: o que fazer e visitar

Paredes pixadas, varais de roupas e a paleta de cores dos muros de Lisboa compõe o cenário da cidade | Cris Nunes

Uma cidade solar

Definitivamente, Lisboa tem o melhor clima entre as capitais europeias.

Mesmo com o ar de calmaria e de romantismo, entre azulejos e ruelas com os tradicionais bondinhos, Lisboa atualmente vive uma efervescente cena criativa e cultural.

Isso tem movimentado os jovens europeus, que (re)descobriram a cidade e muitos resolveram morar e empreender nela, aliado ao custo de vida mais em conta do que outras metrópoles.

Assim como muitos brasileiros têm visto Lisboa como a porta de entrada para o “sonho europeu”.

De qualquer forma, esse fluxo de pessoas traz vida e movimento para a cidade, que se renova a cada dia mais, não só por parte de estrangeiros, mas dos próprios portugueses que enxergam aí novas oportunidades.

Por essas e outras, vamos mostrar por que Lisboa se tornou uma das cidades mais cool do velho continente.

Esqueça de dicas sobre lugares tradicionais, como Sintra ou a Torre de Belém. A ideia é explorar a capital portuguesa como um habitante local, com dicas de cafés, restaurantes, bares e lojas que valem a visita.

Por isso, um dos destaques é a região de Marvila, marcada por um passado de caráter portuário e industrial, hoje é um dos bairros mais cool e alternativo de Lisboa – Portugal, com novos empreendimentos e atrativos.

Hello Kristof

Decoração escandinava no café Hello, Kristof | Divulgação

Com inspiração escandinava, esse café tem uma decoração minimalista e oferece uma bela seleção de revistas sobre arte, design, cultura e viagem enquanto se degusta as opções do cardápio da casa. Fica a dica para a torrada com avocado, tomate e pimenta rosa.

Rua do Poço dos Negros, 103

Pistola y Corazón Taqueria

Tacos e totopos no Pistola y Corázon Taqueria | Divulgação

O lema aqui é “comer sem vergonha”. E o que isso significa?

É apreciar os tacos e burritos com as mãos, sem talheres, como manda a tradição. Na carta de drinks, diferentes opções com tequila e mezcal.

À noite, o bar costuma ficar bem animado e lotado, com discotecagem que vai do rock’n’roll ao hip hop.

Rua da Boavista, 16

COMOBA Lisboa

A decoração clean e industrial do COMOBA | Cristiane Nunes

Panquecas de matchá, smoothie bowl, burritos, chocolate quente feito com leite de amêndoas. Não importa qual a opção, nesse restaurante, na região do no Cais Sodré, tudo é orgânico. Com uma decoração minimalista e industrial chique, o espaço também oferece mesas compartilhadas, que também são ótimas para quem deseja trabalhar um pouco, sem dispensar uma boa comida.

Rua de São Paulo, 99

http://instagram.com/comoba_lisboa

Dear Breakfast

Inúmeras opções para bem servido brunch no Dear Breakfast | Divulgação

O café da manhã é sua refeição preferida do dia? Pois bem, se for, esse lugar vai ser um verdadeiro achado para você.

Neste restaurante em Lisboa – Portugal, a especialidade da casa são os ovos: cozidos, mexidos, omelete, no brioche, entre outras formas. O “pequeno almoço” (como os portugueses chamam o café da manhã) é servido até as 16 horas, num espaço com cadeiras de veludo, que dão um toque arrojado para essa refeição.

Rua Gaivotas, 17

http://dearbreakfast.com

Prado Mercearia

O charmeda fachada da Prado Mercearia já chama atenção na rua | Divulgação

Com uma ambientação rústica e tradicional, a mercearia que surgiu a partir do restaurante que leva o mesmo nome é um verdadeiro charme. Os produtos à venda são uma bela curadoria do que há de melhor nacional: vinhos, queijos, mel e frutas, além de outras especiarias a granel. No balcão é possível provar os sanduíches preparados com os próprios produtos, bolos e sobremesas.

Rua das Pedras Negras, 37

Confira o Instagram @prado_mercearia

Fauna & Flora

Opções saudáveis e deliciosas para o brinner no Fauna & Flora | Divulgação

Além de café da manhã, brunch, aqui também oferece o brinner! Já ouviu falar? É o café da manhã servido na hora do jantar (breakfast + dinner). Entre muitas plantas decorando o local e um balcão feito com as típicas portas portuguesas, o restaurante segue a linha saudável. A maioria dos pratos priorizam frutas e legumes, mas sem dispensar totalmente a carne.

Rua da Esperança, 33

Confira o Instagram @faunafloralisboa

PARK Bar

Um dia de sol no terraço do PARK Bar | Divulgação

O rooftop é o grande atrativo desse lugar, no Bairro Alto, que costuma encher durante os dias de sol.

O acesso ao local é por um estacionamento, pegando um elevador até o último andar. Na área interna tem uma pista, e a programação pode ser acompanhada pelo perfil do Facebook. Recomendo assistir um pôr dol sol lisboeto acompanhado de um bom drink.

Calçada do Combro, 58

O Corvo

O estilo vintage do café O Corvo | Cristiane Nunes

Na região da Mouraria, em uma pracinha, um charmoso café com móveis vintage e mesinhas na rua, é uma bela parada para as subidas da região. O polvo à lagareiro é uma boa pedida para o almoço.

Largo dos Trigueiros, 15A

http://instagram.com/cafeocorvo

Escadinhas de São Cristóvão e Beco do Castelo

Os grafites nas Escadinha de São Cristovão | Cristiane Nunes

Para quem curte grafite e murais, ali na região do Castelo de São Jorge, na Mouraria, o trajeto das Escadinhas de São Cristovão e o Beco do Castelo lembram o Beco de Batman, se for para comparar com São Paulo. As ruelas sinuosas, os becos sem saída e as escadinhas te fazem perder na região, mas se prepare para boas fotos!

O que fazer em São Paulo: um SP nada óbvia

Miradouro de Santo Estevão

A vida boa em Lisboa pela vista do Miradouro de Santo Estevão | Cristiane Nunes

O Miradouro de Santo Estevão, atrás de uma igreja do século XII, que leva o mesmo nome, é um dos mais simples em termos de ambientação, mas ao mesmo tempo um dos mais tranquilos e autênticos.

Na minha opinião, oferece uma das melhores vistas, pois dá para perceber a beleza de Lisboa como uma cidade solar: o rio Tejo e lajes residenciais preparadas para tomar sol.

O que fazer à noite (e de madrugada) em Madrid, na Espanha

LX Factory

Feirinha de domingo na LX Factory | Cristiane Nunes

Um local que pertencia a uma fábrica de fiação e de tecidos no século XIX passou a ser ocupado a partir de 2008 por empresas de design e de artes, agência de publicidade, lojas e restaurantes, formando um aglomerado hype em Lisboa.

Aos domingos, acontece o LX Market: uma feirinha no espaço com novas marcas de moda, acessórios, gastronomia, entre outros.

Fica a dica para almoçar no belíssimo Taberna 1300 de culinária contemporânea, e comer um bolo no famoso Landeau Chocolate.

Também não deixe de entrar na Livraria Ler Devagar, que te conquista logo de cara pelo espaço super cool.

Impossível não fotografar Livraria Ler Devagar | Cristiane Nunes

Rua Rodrigues de Faria, 103

Confira o site oficial da loja

Under the Cover

Under the Cover, espaço alternativo em Lisboa | Divulgação

Se você é amante do impresso, essa loja de revistas próxima ao Museu Calouste Gulbenkian é um achado em Lisboa. Reunindo inúmeras revistas, de vários países, sobre arte, moda, fotografia, arquitetura, viagem, design, cultura e sociedade, dá para passar o tempo e nem perceber as horas voarem!

Rua Marquês Sá da Bandeira, 88B

Confira o site oficial da loja

Centro Cultural de Belém

Guaxinim de Bordalo II, ao lado do Centro Cultural de Belém | Cristiane Nunes

Ao lado Centro Cultural de Belém, de arte contemporânea, um enorme guaxinim feito de materiais e objetos descartados, o artista português Bordalo II é conhecido por transformar o lixo em arte.

Galeria Filomena Soares

Galeria Filomena Soares | Divulgação

Saindo da região central de Lisboa, no bairro de Beato – quase chegando em Marvila – fica a galeria de arte contemporânea Filomena Soares, uma das mais prestigiadas de Portugal. Uma bela oportunidade para conhecer novos artistas portugueses.

Rua da Manutenção, 80

Acesse o site da galeria Filomena Soares.

Marvila, o bairro descolado de Lisboa

Antigo prédio e adega para engarrafamento de vinho em Marvila | Cris Nunes

Na foto acima, antigo prédio que funcionava para adega e engarrafamento de vinho em Marvila e se tornou espaço de coworking e para novas empresas.

Cool, hipster, alternativa… como você preferir classificar. Aqui vão algumas dicas da efervescente região de Marvila, em Lisboa – Portugal.

Onde ficar em Lisboa: os bairros mais atraentes

Refeitório do Senhor Abel

O restaurante dentro do edifício Abel Pereira da Fonseca, com bar anexo | Cris Nunes

No edifício Abel Pereira da Fonseca, servindo a típica pizza italiana, o restaurante funciona junto com o Heterônimo BAAR, inspirado no poeta Fernando Pessoa. A ligação entre o restaurante e o bar se faz através de uma pequena sala com livros. A criatividade e os detalhes desse lugar já dão uma amostra do que esperar de Marvila.

Praça David Leandro da Silva, 5

Cantinho do Vintage

Aparadores, poltronas, mesas, estantes e objetos de decoração no Cantinho do Vintage | Divulgação

Um grande galpão repleto de móveis antigos, letreiros e objetos dos mais variados tipos é o paraíso para quem gosta de decoração e do estilo vintage (mesmo que você esteja só de passagem pela cidade e não vá comprar nada!).

Rua do Açúcar, 19

Confira o site oficial da loja

Café com Calma

Clima acolhedor e romântico no Café com Calma, em frente do Cantinho do Vintage | Divulgação

Com um clima acolhedor e de casa da vovó, este café faz jus ao nome da rua com seus bolos caseiros, cafés e chás. Móveis vintage compõem o ambiente que – sem ser clichê no trocadilho – inspira para apreciar um brunch ou um café da tarde com muita calma!

Nos fins de semana, o restaurante costuma ser mais cheio e com filas de espera.

Rua do Açúcar, 10

Confira o Instagram @cafecomcalma

Aquele Lugar que Não Existe

Propositalmente sem divulgação nenhuma, Aquele Lugar Que Não Existe virou hype
pelo boca a boca | Divulgação

Sem nenhuma indicação por fora e proibido tirar fotos do local. Sem perfil nenhum nas redes sociais. Esse restaurante secreto em Marvila sintetiza bem a vibe cool da região.

Com uma decoração alternativa – mesa de sinuca e itens vintage se misturando com móveis de madeiras e lustre de caixote preso por cordas – e um cardápio que mescla culinária indiana e pizzas de sabores exóticos, certamente, é um dos lugares mais interessantes de Lisboa.

Rua do Açúcar, 89

Fábrica Musa

O tap room da cerveja portuguesa Musa | Divulgação

Mais um lugar dando peso à Rua do Açúcar em Marvila, dessa vez aos amantes de cerveja. A marca portuguesa de cerveja artesanal Musa abriu um tap room, um bar ao lado de sua fábrica de produção. Os nomes das cervejas fazem trocadilhos com figuras do rock, como a “Mick Lager” e “Red Zeppelin”. O espaço é amplo, com dois andares, e decoração industrial.

Rua do Açúcar, 83

https://cervejamusa.com/

Galeria Underdogs

Exposição do artista português André Saraiva na Underdogs | Divulgação

Mais do que uma galeria de arte contemporânea, a Underdogs é uma plataforma cultural. Além do espaço físico em Marvila com exposições, também oferece serviço de street art tour para quem quer conhecer mais da arte urbana em Lisboa. No próprio site, estão mapeados grafites e murais da cidade com seus respectivos endereços.

Rua Fernando Palha, 56

A vila litorânea de Sesimbra

Se você está em Lisboa, mas tem poucos dias e quer conhecer as maravilhosas praias portuguesas, aqui vai a dica de um lugar perfeito para um bate-volta e pouco conhecido explorado pelos turistas quando comparado com a região de Algarve.

Do alto da trilha, a bela paisagem da praia Ribeira do Cavalo, em Sesimbra | Cristiane Nunes

Sesimbra fica a cerca de 50 minutos de distância de Lisboa de carro (vale a pena alugar, é bem fácil o trajeto).

As praias próximas ao centro comercial da cidade são lindas, mas Praia Ribeira do Cavalo é um verdadeiro paraíso! Sem nenhuma infraestrutura, apenas natureza, o seu acesso é por uma trilha de mais ou menos 1 km.

É recomendável fazer o trajeto de tênis, pois há muitas pedras e é preciso descer o morro, o que exige cuidado.

Não há muita sinalização até o local, e a referência é o estacionamento junto ao Clube Naval. Mas com internet fica fácil chegar à praia e os carros estacionados em uma estradinha de terra batida apontam que você chegou ao lugar.

Costa Alentejana: viagem de carro em Portugal

Para almoçar no centro da cidade, sugiro o restaurante Casa Matheus, que oferece os tradicionais pratos portugueses e muito bem feitos.

Fica a dica para os mexilhões de entrada e o polvo de prato principal. O endereço do local é Lg. Anselmo Braamcamp, 4.

Onde ficar em Lisboa? os bairros mais atraentes

Andar pela capital portuguesa faz o turista passear pela história e, também, descobrir o que há de novo nas ruas da tradicional e cosmopolita Lisboa.

Lisboa é uma das cidades mais convidativas da Europa, e não é por acaso. A capital de Portugal reúne em ruas famosas e bairros aconchegantes, características únicas que atraem, cada vez mais, novos turistas e velhos viajantes que retornam a cidade para matar a saudade desta terra tão hospitaleira.

Como alugar carro em Portugal? – dicas para brasileiros

Avenida da Liberdade

A famosa Avenida da Liberdade é uma das principais vias da cidade de Lisboa e, com certeza, a mais emblemática. Reconstruída entre 1879 e 1882, com inspiração no estilo dos Campos Elísios, a avenida oferece inúmeros hotéis românticos e hotéis de luxo, assim como as melhores lojas e marcas mundiais, e alguns dos melhores cafés e teatros da capital.

Para valorizar ainda mais esse o local, recentemente foram inaugurados os “Quiosques da Liberdade”, cinco estruturas distribuídas ao longo de toda a avenida, para a apresentação de diversos programas lúdicos e culturais, feiras de artesanato, concertos, teatro ao ar livre e exposições de arte, que certamente trarão vida nova a este lugar.

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Baixa e Chiado

O bairro Chiado, em Lisboa - Portugal

O bairro Chiado, em Lisboa – Portugal

Um dos bairros mais charmosos da capital é a Baixa de Lisboa. Os turistas podem comprovar essa afirmação ao começar o passeio descendo pela Rua Augusta, local de diversos comércios, restaurantes e artistas de rua, com uma visita especial ao seu Arco Triunfal para usufruir da vista privilegiada.

Ao chegar às múltiplas esplanadas do renovado Terreiro do Paço, vale a pena conhecer o Lisboa Story Centre, local que revive os principais fatos de vinte séculos de história da cidade.

Já no bairro do Chiado, considerada a zona mais trendy de Lisboa, a diversidade e modernidade se misturam com a história de poetas e artistas que marcaram uma época e que fizeram desta região, no século XIX, um núcleo poético e literário, base do romantismo, sendo também um dos principais centros de comércio e das artes da capital portuguesa.

Fazendo a ligação entre a Rua Garrett e as ruínas do Convento do Carmo, os requalificados Terraços do Carmo apresentam-se como um dos destaques do Chiado. A reabilitação dos Terraços do Carmo pretende dar uma nova visão à cidade, permitindo de igual modo que os moradores, e também os turistas, usufruam de um novo espaço de lazer.

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Belém

Jeronimos, em Belém - Lisboa, Portugal

Mosteiro do Jeronimos, em Belém – Lisboa, Portugal

Belém é sinônimo de História e Descobrimentos. O local foi o ponto de partida dos grandes aventureiros portugueses e suas caravelas, e hoje abriga monumentos históricos de riqueza arquitetônica, como o Mosteiro do Jerônimos e a Torre de Belém, considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Os turistas poderão desfrutar do Centro Cultural de Belém, que é passagem obrigatória pelas suas inúmeras exposições culturais, e do renovado Museu dos Coches, que apresenta uma exposição de carruagens, única no mundo. Mas talvez o principal destaque deste bairro seja o famoso pastel de Belém, uma das maiores iguarias gastronômicas da cidade, reconhecido internacionalmente.

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Bairro Alto, Bica, Cais do Sodré e Santos

O Bairro Alto oferece, durante o dia, uma grande oferta de lojas alternativas, de roupa em 2ª mão, cabeleireiros, lojas de discos, de arte, entre outras.

À noite a região se transforma, tornando-se sinônimo de diversão noturna e referência por oferecer muitos restaurantes e bares com vista sobre a cidade.

Descendo por toda a extensão do bairro, os turistas chegarão a Bica e a seus bares mais alternativos, até encontrar a Pink Street, no Cais do Sodré, a nova referência da noite lisboeta. É lá que centenas de pessoas transitam pelas ruas da região durante toda a noite atrás de diversão. Em Santos existem também muitos bares e discotecas, entre elas as principais baladas da noite lisboeta.

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Alfama, Castelo, Graça e Mouraria

Alfama, Lisboa - Portugal

Alfama, Lisboa – Portugal

Caminhar pelas ruas de Alfama e Mouraria, muitas vezes estreitas e íngremes, e construídas a base de pedras, transporta o viajante para tempos antigos.

Elétrico 28

Elétrico 28

O Castelo de São Jorge, edificado no século VII a.C. e localizado num ponto estratégico da cidade, é um símbolo da região. O bairro de Alfama apresenta histórias e tradições únicas, retratadas de forma marcante e melancólica pelo fado, música que é uma das identidades do povo português.

Atrações não faltam neste bairro, como o novo Elevador de Santa Luzia, que permitirá uma ligação mais rápida entre Alfama e o Mirante de Santa Luzia, beneficiando a mobilidade dos moradores mais idosos e dos turistas, e também a imagem do rosto da cantora portuguesa de fado, Amália Rodrigues, que foi desenhado numa calçada, e concretizado por uma equipe de calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, chamando sempre a atenção de quem passa pela região.

O caminho dos turistas segue por Mouraria, expoente máximo da multiculturalidade, que mistura pessoas e tradições, e também por Graça, muita visitada devido aos vários mirantes, como o da Graça e o da Senhora do Monte. Uma das opções para chegar a Graça é o famoso Eléctrico 28, um símbolo da cidade, que transita por grande parte do patrimônio histórico e cultural que Lisboa tem para oferecer.

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Pratos típicos da culinária portuguesa

Parque das Nações

hotel em lisboa

A arquitetura é o grande destaque do bairro

O Parque das Nações surgiu numa vasta área marcada pela arquitetura contemporânea. Os exemplos mais conhecidos e que despertam maior curiosidade são o Pavilhão de Portugal e a Gare do Oriente.

Com muito espaço verde e a beira do rio Tejo, o famoso teleférico é um passeio obrigatório para os visitantes.

Para os que procuram cultura e diversão, o Oceanário é uma das maiores atrações, assim como o Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, dicas para crianças e adultos. Além disso, os turistas poderão escolher um espetáculo para assistir no Altice Arena (antiga Meo Arena), ou tentar a sorte no Cassino Lisboa.

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Príncipe Real

Considerado discreto, elegante e alternativo, o bairro entrou para o mapa das compras mais “descoladas” da capital, por reunir lojas de design, de moda e ambientes gastronômicos, além de ateliês, galerias e lojas de antiguidades.

Mas o local, considerado gay friendly, não oferece somente o comércio, já que a natureza se apresenta com propriedade em grandes espaços verdes, como nos Jardins do Príncipe Real e de São Pedro de Alcântara, e também no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.

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Ribeira das Naus

Rio Tejo, em Lisboa - Portugal

O Rio Tejo reflete as belezas de Lisboa – Portugal

A renovada Avenida Ribeira das Naus, localizada na frente ribeirinha da Baixa Pombalina, liga o Cais das Colunas, no Terreiro do Paço, e o Cais do Sodré, é dica de passeio para os moradores ou turistas que chegam à cidade.

O local recebe centenas de visitantes que procuram o lugar para caminhar, andar de bicicleta, tomar banho de sol, para uma leitura na sombra das árvores, ou simplesmente para ouvir música ou namorar, com uma vista privilegiada sobre o rio Tejo.

Post atualizado em 6 de novembro de 2021.

Sobre Cristiane Nunes

Jornalista, curiosa nata, e adora descobrir novos lugares. É apaixonada por fotografia, moda e street art. Trabalhou no Estado de S. Paulo e na Discovery Channel.

2 comentários

  1. Ola! Bom dia!!
    voce saberia me dizer onde se localiza e qual o nome deste re staurante e rooftop em Lisboa?

  2. O endereço é Calçada do Combro 58, Lisboa – Portugal

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