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As ruas de Paris são charmosas para passeios a pé | besopha

Paris além do Óbvio, o melhor roteiro na capital francesa

Paris, a capital da França, é famosa como a cidade mais cara do mundo. Para turistas, talvez seja. Mas com algumas dicas simples, dá para fazer uma viagem barata por Paris e aproveitar tudo o que a cidade oferece: boa comida, shows e eventos culturais, transporte de qualidade…

A série Paris além do óbvio dá as dicas para descobrir a capital francesa sem destruir o bolso.

Sim, descobrir: além dos programas e passeios óbvios, Paris além do óbvio é um mapa para ruazinhas charmosas e escondidas e outros segredos da Cidade-Luz. Passe em um supermercado em Paris e já compre uma água barata!

Paris além do Óbvio

Passeio por uma rua charmosa da capital francesa

Estive em Paris pela terceira vez.

E foi a melhor passagem por lá dentre todas elas. Foi a melhor não apenas pelos tempos que tive por lá (nove dias de estadia com sol suave e constante), mas pelos locais que conheci e passei.

Vi uma Paris bem diferente daquela cidade da Torre Eiffel, da Champs Élysée, do Louvre e das grandes avenidas. Vi uma Paris do cotidiano de um morador local, com bairros simpaticíssimos, vielas e calçadões fora dos guias, praças incrustadas que se parecem pequenas joias e muitos programas baratos ou gratuitos.

E essa Paris que eu sempre quis conhecer e que agora pretendo mostrar a você, leitor-viajante.

Sabe aquela história de que “Paris é tudo caro”? É uma meia verdade. Como em todas grandes metrópoles do mundo, há coisas caras e coisas baratas. Basta saber onde ir.

Se ficarmos restritos aos locais, esquemas e restaurantes turísticos, vamos achar, de fato, tudo caro. Se nos movimentamos no ritmo e na geografia dos locais, vamos constatar que a capital da França oferece muitas opções para quem não pretende gastar muito.

Estadia barata em Paris

Um studio com cozinha, internet… e pechincha

Só é possível aproveitar Paris da maneira como ela merece se nos hospedarmos como um parisiense. Para isso, nada de hotéis e nem mesmo albergues. Aluguei um apartamento através do site Airbnb.

A localização não poderia ser melhor: Rue Lacépède a poucos metros da bela Place Contrescarpe, no coração do Quartier Latin, o bairro boêmio/universitário/cult da Rive Gauche (como é chamada a margem esquerda do rio Sena)


Ver mapa maior

Reservando e pagando com antecedência, eu e minha mulher (sim, ir para Paris bem acompanhado é muito mais negócio) pagamos míseros € 27 por dia para ficar num studio (como os franceses chamam os pequenos apartamentos e quitinetes) com quarto/banheiro/cozinha.

O mocó ainda tinha internet wi-fi super rápida (internet wi-fi lenta é coisa do Brasil), uma cozinha muito bem equipada e móveis bacanas, como uma mesa embutida na parede – muito útil para economizar espaço. Lugar perfeito para um casal.

Planeje-se

Descubra eventos grátis e baratos em Paris

O site da prefeitura de Paris, com versões em inglês e espanhol, é um dos melhores guias da capital francesa, em alguns aspectos ele é melhor até que o site oficial de turismo da Cidade Luz.

Enquanto o oficial (muito bem feito) é obviamente voltado para turistões, o site da prefeitura é voltado mais para os moradores da capital francesa. Uma das seções mais interessantes do site da Mairie (prefeitura) é a Que faire à Paris?(o que fazer em Paris?).

Além de poder visualizar e selecionar tudo o que acontece na cidade, quando fazemos uma busca por “gratuit” (gratuito) ficamos abismados com a quantidade e variedade de eventos “na faixa”. Desde previsíveis sessões de filmes e músicas em parques até mini-cursos ou debates literários e filosóficos. Mesmo as atrações pagas são bem acessíveis.

Desembolsando algo entre € 8 e € 15 é possível ver uma banda de jazz de ótima qualidade em algum local descolado ou assistir uma apresentação de música clássica em uma das inúmeras velhas e belas igrejas parisienses.

Outra página ótima para ver todos os shows que acontecem na capital da França (e em qualquer grande cidade do globo) é a SongKick. Basta selecionar seu destino, data e ver o que te aguarda durante sua estadia.

Assim, fiquei sabendo e comprei ingressos para um showzaço do The Vaccines na descolada casa de shows indie Bataclan, no bairro Marais (equivalente parisiense à Lapa carioca ou à Vila Madalena paulistana).

Claro, comprei o ingresso pela internet e o imprimi, sem a tal jabuticaba chamada “taxa de conveniência” e sem a necessidade de retirar na bilheteria com antecedência.

Bastou pagar € 29 imprimir e entrar. Simples assim. Ah, só para lembrar, quando eles tocaram em 2012 no Cine Jóia, em São Paulo, os ingressos custavam RS 180. E mais a taxa de conveniência.

Transportes

Esqueça os passes para turistas, use o bilhete Navigo

Muitas vezes é bem difícil fugir dos esquemas profissionais montados para ajudar (leia-se “pegar”) turistas. Mesmo em seu próprio país, falando sua própria língua, não é fácil escapar. Por exemplo, pouquíssimas pessoas sabem que há um ônibus intermunicipal que liga o Aeroporto de Guarulhos ao metrô Itaquera por R$ 3,10.

Para sair do aeroporto, mesmo com pouca bagagem, somos impelidos a pagarmos (de trouxa) R$ 35,00 pelo busão Airport Service ou mais caro ainda pelo táxi. Esses macetes não estão facilmente disponíveis e ninguém vai contá-los a você. Cabe ao interessado ir atrás.

Em Paris e em praticamente qualquer lugar, é exatamente a mesma coisa.

Viaje barato por Paris

Com o bilhete Navigo, o transporte em Paris fica bem barato

As informações práticas e turísticas são onipresentes. Há uma infinidade de folders, placas, cartazes e sites multilíngues. Grande parte desse material é muito útil e extremamente confortável . E é assim que eles ganham dinheiro, facilitando em muito a vida dos turistas e cobrando caro por isso.

A França é o país que mais recebe turistas no mundo, cerca de 75 milhões por ano, e o setor é responsável por quase 7% do PIB francês, gerando algo em torno de 36 bilhões de euros por ano.

Descobrimos que basta levar uma foto 3X4 e fazer, na hora, uma carteirinha Navigo (o bilhete único parisiense). Dá para fazer esse passe em praticamente qualquer estação de metrô.

Com essa carteirinha, você pode comprar passe livre (metrô, ônibus, bondes e trens urbanos) por um dia, uma semana, um mês, etc. O passe por uma semana nas zonas 1 e 2 (acredite, você não vai em nenhum lugar nas demais zonas) saiu por € 19,80.

Se fôssemos comprar algum dos “passes turísticos” num dos muitos Office du Turisme de Paris, não teríamos a possibilidade de comprar por uma semana e pagaríamos € 57,75 por um bilhete válido por 5 dias em todas as 5 zonas, sendo que você não sairá das zonas 1 e 2.

As opções de passes turísticos são todas obviamente mais caras do que as alternativas para os moradores.

Do aeroporto para o studio

Para quem aterrissa no Aeroporto de Orly, que fica na grande Paris (zona 4), dá para optar pela comodidade e pagar caro por um trem expresso, um busão afrescalhado ou um taxi. Ou é possível fazer como um local: pegar um ônibus normal até alguma estação de metrô e, de lá, partir para seu destino final.

No esquema local, gastamos € 3,80 cada para chegar ao nosso apartamento. Se tivéssemos optado por um dos esquemas mais práticos, pagaríamos mais de € 10 cada. E, evidentemente, devem existir alternativas semelhantes no outro aeroporto da cidade, o Charles de Gaulle.

Passeios em Paris

Roteiro pelas ruas charmosas da capital francesa

Começou o roteiro de passeios em Paris além do Óbvio.

Aproveite as dicas para conhecer os cantinhos da capital francesa a pé e, no final da caminhada, tome uma cerveja sentado no chafariz da Place Contrescarpe.

Caminhe pela história de Paris

Diego Braga Norte

Desça na estação de metrô Censier – Daubenton (linha 7) (ponto A no mapa de Paris).

Você está no 5o arrondissement, no lado esquerdo do Sena, chamado de Rive Gauche. Paris tem 20 arrondissements, que nada mais são do que 20 subdistritos administrativos.

Cada arrondissement possui sua própria subprefeitura, as maries. O 1o arrondisssement fica bem no centro da cidade e os demais vão se seguindo em sentido horário, formando um caracol.


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Enfim, voltando ao roteiro. Ande pela rua Monge e vire à esquerda na rua de l’Épée de Bois.

Após alguns metros, entre à direita na rua Mouffetard (ponto B no mapa de Paris) – a primeira atração do roteiro. Essa é uma das ruas mais antigas e charmosas de Paris.

Há relatos arqueológicos indicando que ela fica na rota que era usada pelos romanos para sair de Lutécia (nome romano da cidade, antes dela se chamar Paris) e ir em direção à capital do império, Roma.

Rue Mouffetard, uma das fotos mais famosas de Cartier Bresson

Rue Mouffetard, um dos registros mais famosos do fotógrafo Cartier Bresson

A rua, que serviu de cenário e batiza uma das fotos mais emblemáticas do fotógrafo Cartier-Bresson, é repleta de bares charmosos, restaurantes aconchegantes e lojinhas descoladas.

Nas manhãs de terça a domingo, a Mouffetard abriga uma feira muito interessante e agradável.

Durante a subida da rua, entre à esquerda para conhecer a rua Pot de Fer. É um calçadão com boas opções de restaurantes à la carte e variadas modalidades de plats du jours.

Continue subindo a Mouffetard em direção à Place Contrescarpe. No caminho, atente para a creperia Au P’tit Grec (número 66; ponto C no mapa de Paris), sempre com filas de parisienses pela qualidade e preços dos crepes.

Se gostar de cinema alternativo e de arte, dê uma olhada na programação do acanhado L’Epee de Bois (número 100).

E se for para tomar um copo (os franceses têm uma expressão semelhante, boir un verre, literalmente, beber um copo), conheça o Le Vieux Chêne (número 69) – um dos bares/tavernas mais antigos da região, que funciona desde 1700 e lá vai pedrinha (é sério, o boteco funciona no mesmo local desde meados do século XVIII.)

Ao chegar na Place Contrescarpe, você vai estar no coração do chamado Quartier Latin (quarteirão latino; ponto D no mapa de Paris), uma área que fica entre o 5o e o 6o arrondissement, nos arredores dos prédios da universidade Sorbonne – daí o nome, pois antigamente as aulas na universidade eram em latim.

A praça é minúscula, mas belíssima, uma pequena pérola em meio a um emaranhado de ruas.

Tome uns copos nos bares da redondeza ou faça como fazem muitos jovens locais, compre uma cerveja num dos mercadinhos árabes da rua Mouffetard e beba-a na praça, de preferência, sentado na mureta do chafariz.

Roteiro Geração Perdida

Depois das dicas práticas de transporte, comida, estadia para fazer uma viagem barata em Paris sem abrir mão de aproveitar tudo que a capital francesa oferece, Paris Além do Óbvio vai passear pela Cidade-Luz para mostrar os cenários e costumes que marcaram a Geração Perdida e foram registrados em filmes, fotos, livros, músicas…

Entre as duas grandes guerras, Paris foi o palco da festa de ícones da cultura mundial (foto: Marina Kuzuyabu)

Roteiro com atrações nada turísticas em Paris

A Geração Perdida

Paris é uma festa. A frase clichê-chiclete é o título de um livro do norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961), editado postumamente em 1964.

O escritor morou em Paris no anos 20, na época entre as duas grandes guerras mundiais em que a cidade realmente era uma festa e abrigava pessoas como:  — Francis Scott Fitzgerald e sua mulher Zelda, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Man Ray, James Joyce, Cole Porter, Sidney Bechet, Ezra Pound, John dos Passos, William Faulkner, Josephine Baker e muitos outros nomes da música, das artes plásticas, do teatro, do cinema e da literatura.

O ótimo filme Meia-Noite em Paris (Woody Allen, 2011) registra de maneira convincente o estilo de vida da chamada Geração Perdida, com muito álcool, festas e discussões estéticas e filosóficas.

Em seu livro/guia de turismo E todos foram para Paris (Casa da Palavra, 2011) o jornalista Sérgio Augusto nos conta de onde veio o nome Geração Perdida (aliás, é preciso mencionar que muitos dos antigos endereços de escritores e artistas citados aqui foram compilados por Sérgio Augusto).

Voltando. A escritora norte-americana Gertrude Stein, espécie de matriarca e hostess da geração, adotou o termo após um episódio prosaico em uma oficina mecânica de Paris. Dias após levar seu carro para consertar, o mecânico encarregado ainda não dera conta do serviço e Gertrude reclamou.

O chefe da oficina, além de dar razão à cliente, ainda deu uma bronca em seu empregado: “Todos vocês que serviram na guerra são uma génération perdu!. Gertrude gostou da definição e a usou para rotular seus amigos escritores, apesar de nenhum deles ter, de fato, combatido na guerra de 1914-1918.

A escritora Gertrude Stein definiu a Geração Perdida de Paris (foto: Marina Kuzuyabu)

A escritora Gertrude Stein definiu a Geração Perdida de Paris (foto: Marina Kuzuyabu)

Hemingway gabava-se de ter “lutado” na Primeira Guerra Mundial, mas na verdade ele nunca foi um soldado, mas sim um corajoso motorista de ambulâncias da Cruz Vermelha.

Ele foi ferido por um morteiro quando atravessava um campo de batalha.

Mesmo debilitado, ele ajudou a carregar e a salvar um soldado que estava também machucado, mas em piores condições.

O detalhe mais nobre e importante é que o soldado era italiano, ou seja, inimigo dos compatriotas de Hemingway.

O jovem motorista norte-americano (ele tinha 18 anos à época) que um dia iria se tornar escritor famoso cumpria à risca sua missão de voluntário da Cruz Vermelha, ajudar os feridos sem se importar com a bandeira que eles defendem.

Depois dessa introdução, vamos ao roteiro.

Se você é um bom andarilho, dá para percorrê-lo em apenas um dia. Porém, para melhor apreciar e curtir os locais por onde você vai andar, aconselho a dividir o roteiro Paris Geração Perdida em dois ou três dias.

Roteiro a pé pela Paris de escritores e do cinema

O roteiro a pé que fizemos por Paris, depois da parte 1 da caminhada, começa na casa em que o grande escritor Hemingway morou com a mulher e termina em uma anti-dica: um lugar que não valeu a pena na capital francesa.

Dá para fazer as três partes do roteiro a pé em um dia, mas é melhor dividir para curtir melhor o passeio no roteiro da Geração Perdida em Paris.

Meia-noite em Paris e os escritores

A Igreja Saint Étienne du Mont e os turistas na escadaria

Uma caminhada marcada pelo cinema e literatura

Uma das casas de Hemingway em Paris

Uma das casas de Hemingway em Paris

Da Place Contrescarpe, siga alguns poucos metros pela rua Cardinal Lemoine (ver ponto A no mapa abaixo).

Ernest Hemingway morou com sua mulher Hadley no terceiro andar do número 74 da rua Cardinal, ao lado esquerdo de quem vem da Contrescarpe.

Esse foi o endereço mais famoso dos vários que Hemingway teve em Paris (ponto B no mapa de Paris) e hoje há uma singela placa no local.

Um pouco mais abaixo do número 74 e alguns anos antes de Ernest mudar-se para lá, no número 71 da mesma rua, o irlandês James Joyce finalizava o totêmico livro Ulysses, obra literária seminal do século XX.

Se você, assim como eu, ficar emocionado de estar tão perto de locais onde dois de seus ídolos viveram, volte para a Contresacarpe e tome mais uma no Café des Amateurs, local frequentado pelos escritores – ambos bons de copos.


View Passeio a pé por Paris in a larger map

Após a birita, saia da Contrescarpe pela rua Blainville (ponto C no mapa de Paris) e siga em direção à rua de l’Estrapade. Depois de alguns metros, vire à direita na rua Clotilde. Siga em frente até a Igreja Saint Étienne du Mont.

A igreja não tem nada de mais, é apenas mais um belo templo católico dos muitos que a Europa tem. Porém, por ter sido cenário chave no filme Meia-Noite em Paris, a igreja ganhou notoriedade e hoje vive dias de celebridade.

Em suas escadas, o aspirante a escritor e protagonista Gil (Owen Wilson) é transportado no tempo noite após noite para encontrar seus ídolos Ernest Hemingway e Francis Scott Fitzgerald.

Olhando a igreja de frente, a escadaria do filme é a da lateral esquerda, na Place de l’Arbé Basset.

Meia Noite em Paris (2001) – Wood Allen

Após a famigerada foto na escadaria (prepare-se, você não será o único turista no local), siga em direção à frente do Panthéon.

Passeios em Paris – França

Na calçada da rua Clovis, não estranhe se você se deparar com uma fila imensa de jovens. São estudantes esperando para entrar em uma das mais bonitas e completas bibliotecas de Paris (e, consequentemente, da Europa) e que também serviu de cenário no filme Hugo Cabret (Martin Scorsese, 2011).

O acesso à Bibliothèque Sainte-Geneviève, especializada em ciências sociais, da Sorbonne, é gratuito e liberado ao público em geral, mas você vai ter que apresentar algum documento de identidade.

E para quem quiser pagar para entrar no Panthéon, aviso que não vale a pena.

Entrei pois não pago (tenho credencial de jornalista internacional e posso entrar gratuitamente em todos museus e locais turísticos), mas tivesse eu gastado para ver aquilo, certamente me arrependeria.

É uma tumba gigante, com umas pinturas bregas louvando a história da França e mausoléus de grandes franceses como Voltaire, Rousseau (que nasceu em Genebra, na Suíça), Victor Hugo, Alexandre Dumas e outros.

É um local fúnebre, gelado, sem graça e sem o menor charme. Esqueça. Entre ver um túmulo e viver a vida das ruas de Paris, fique com a segunda opção.

Em frente ao monstro arquitetônico chamado Panthéon, desça a rua Soufflot em direção ao Jardin du Luxembourg.

Você irá cruzar duas vias grandes, a rua Saint Jacques e a Boulevard Saint Michel, uma das principais artérias do trânsito da Rive Gauche.

Apesar de ser possível completar a caminhada pela capital francesa em um dia, o melhor é dividir em dois ou três dias para aproveitar os cantinhos escondidos e as surpresas pelas ruas de Paris.

A seguir, conheça o fantástico Jardin du Luxembourg, a cada de escritores e artistas. Em seguida, descubra o restaurante mais antigo de Paris, uma loja da Taschen com livros a preço de banane e algumas das ruas mais charmosas de Paris

O Musée du Luxembourg

Aqui na terceira parte, o intuito é conhecer o fantástico Jardin du Luxembourg e seus arredores (as entradas estão com balões azuis no mapa de Paris). Um conselho, visite-o durante a semana, de preferência pela manhã, pois nos finais de semana ele fica insuportavelmente cheio.

O parque é o maior da região metropolitana de Paris e um dos mais bonitos também. Além de vielas charmosas, gramados impecáveis, muitas árvores e áreas sombreadas, o local – como o nome indica – abriga belos jardins, fontes, um museu e o Senado francês.

O Musée du Luxembourg é o mais antigo de Paris e foi aberto ao público em 1750. Porém, ele perdeu muito de seu brilho e suas principais obras foram transferidas para o Louvre. Hoje o museu vive de exposições temporárias.


View Paris além do Óbvio – Jardin de Luxembourg in a larger map

Uma vez no Jardin du Luxembourg é importante saber que lá é um dos poucos locais públicos onde a grama é interditada.

Só há uma pequena área, no lado sul do parque, onde as pessoas podem se deitar para ler, namorar ou fazer piqueniques na grama. Mas, se é proibido pisar na grama, sente-se em uma das indefectíveis cadeiras verdes do local, que mantêm o mesmo design e cor desde 1918 (os franceses adoram tradições).

Ao lado norte do Jardin, se quiser ver onde Hemingway morou com sua segunda esposa, Pauline Pfeiffer, dê uma passadinha no número 6 da rua Férou (ponto vermelho no mapa de Paris). Um pouco antes, no número 2 da mesma rua, residia o artista plástico Man Ray.

Na rua paralela à Férou (ponto verde no mapa de Paris), na estreita e bela Servandoni, William Faulkner habitou no prédio de número 26, que hoje abriga o Hotel Luxembourg Parc.

Seguindo à oeste pela rua Vaugirard, dê uma paradinha no prédio do número 58 (ponto amarelo no mapa de Paris).

É aqui que habitava um dos casais literários mais interessantes de quem se tem notícias, Zelda e Francis S. Fitzgerald.

E, numa rua quase paralela à Vaugirard, na rua Fleurus, Gertrude Stein morava com sua companheira Alice B. Toklas. Era ali, no número 27 que a patota da Geração Perdida mais se reunia (marcado com a taça no mapa de Paris).

Com muitos quadros de pintores da época e de uma geração anterior (Picasso, Dalí, Gauguin, Matisse, Renoir, Cézanne) e muitos livros, o apartamento era uma mistura de museu contemporâneo, biblioteca e ponto de encontro.

De Sarte a chatos

Cafés que foram legais e o restaurante mais antigo de Paris

Continuando pela Fleurus (ou pela Vaugirard, tanto faz), vá em direção à Boulevard Raspail, no sentido do metrô Sèvres – Babylone (linhas 10 e 12).

Aconselho fazer esse trajeto pela rua d’Assas, que é, perdão pelo trocadilho inevitável, assaz aprazível.

Depois de chegar ao metrô, que fica no cruzamento da Raspail com a Sèvres, siga por esta em direção à rua de Rennes.

Depois, vá em frente seguindo a torre da igreja Saint Germain de Prés, que fica na Boulevard Saint Germain.

Do outro lado da praça da igreja, há o café Les Deux Magots (6 Place Saint Germain des Prés), local que um dia já foi bem barato e frequentado pela turma da Geração Perdida e, algumas décadas depois, seria frequentado pelo filósofo Jean-Paul Sartre, sua mulher Simone de Beauvoir e seus discípulos existencialistas.

Hoje o café é frequentado por turistas e moradores endinheirados com suéteres ridículos em seus pescoços e óculos caríssimos em suas cabeças ornadas com gel ou laquê.

Eles se sentam em suas mesas na calçada e se contentam em ficar olhando para a rua com um olhar blasé. Uma lástima.

O Cafe de Flore já foi melhor frequentado...

O Cafe de Flore já foi melhor frequentado…

Um pouco mais adiante, mas bem pertinho do Les Deux Magots, no número 172 da Boulevard Saint Germain há o Café de Flore. A história dele é parecida: um-dia-já-foi-frequentado-por-gente-legal-e-hoje-é-cheio-de-turistas-e–endinheirados. Ao seu lado, no número 151 da mesma Boulevard, funciona a Brasserie Lipp, outro lugar que Sartre e… deixe para lá.

Depois de ao menos ver os bares que os caras frequentavam, você vai entrar numa das áreas mais bonitas da cidade, no burburinho do bairro Saint Germain. Sinta-se absolutamente livre para se perder nas simpáticas ruazinhas do local, cheias de botecos, cafés, restaurantes, pequenos ateliês, boutiques e livrarias.

Não percam a oportunidade de visitar a curiosa e minúscula Place Furstemberg, onde, em um dos prédios que a cercam, morava Henry Miller.

Ande também pela rua Bonaparte, que na esquina com a Jacob, tem o cafétem o café Le Pré aux Clercs  (30 rue Bonaparte), onde Hemingway costumava almoçar e passar o resto da tarde fumando, bebendo e, eventualmente, escrevendo.

Dizem que foi em uma das suas mesas que ele escreveu o romance “O Sol também se levanta”, publicado em 1927, um sucesso imediato que ajudou muito na construção da imagem da Geração Perdida.

Hemingway almoçava, fumava, bebia e até escrevia no Les Pré Aux Clercs

Hemingway almoçava, fumava, bebia e até escrevia no Les Pré Aux Clercs

A rua de Buci é uma das mais bonitas da área e passagem obrigatória para quem visita a região. No número 2 da rua de Buci, quase na esquina com a Mazarine, tem uma excelente loja da hypada editora alemã Taschen, especializada em belíssimos livros de arte (cinema, fotografia, design, arquitetura e pintura).

O mais legal dessa loja é que sempre eles deixam nas calçadas edições novas à preço de banana. Sério, compramos um livro-fotográfico sobre a filmografia de François Truffaut por € 10 (na verdade, € 9,90). No Brasil, o mesmo livro sai por R$ 100 (na verdade, R$ 99…).

Depois de sair da Taschen com sacolas pesadas, quebre à esquerda na Mazarine e siga até a passagem Dauphine. O local é um túnel do tempo. Um passagem de pedestres que liga a rua Dauphine à rua Mazarine, repleto de restaurantes (com plats du jours a preços acima de € 15).

Outra passagem sensacional (que também é um túnel do tempo) é a Cour de Rohan, que pode ser acessada pela rua Mazarine. Atenção, a rua Mazarine após cruzar a rua de Buci, muda seu nome para rua de l’Ancienne Comédie.

O Le Procope, no 13 da rua de l’Ancienne Comédie, é simplesmente o restaurante mais velho de Paris, fundado em 1686. Em suas mesas já se sentaram La Fontaine, Voltaire, Rousseau, Balzac, Victor Hugo e Paul Verlaine. Anos antes, na época da Revolução Francesa (1789-1799), os líderes revolucionários Robespierre, Danton e Marat se reuniam no local.

Entre as ruas Dauphine e Saint Andre des Arts fica a escondida e minúscula rua André. Nessa rua, fica o CROUS Mazet, um dos restaurantes universitários da região, onde é possível almoçar por € 3,10. Se Hemingway vivesse nos dias de hoje, certamente ele iria frequentar esse local ao invés do atualmente afrescalhado Le Pré aux Clercs.

E, já que a sensacional rua Saint Andre des Arts foi mencionada, ela é o trajeto final da quarta parte do roteiro da caminhada pela Paris da Geração Perdida. Siga por ela em direção à Place Saint Michel.

O papel de parede de Wilde

Paris oferece inúmeros passeios culturais | – foto Marina Kuzuyaba

Na última parte do roteiro de passeio a pé por Paris, em que conhecemos lugares escondidos e diferentes da capital francesa, sugerimos uma caminhada desde a casa onde o escritor irlandês Oscar Wilde morreu até uma ótima livraria com preços bons.

Já que o roteiro Geração Perdida da série Paris além do Óbvio falou tanto de literatura, cinema e cultura, uma livraria como a  Shakespeare & Co. é o destino ideal para terminar o passeio a pé pela Cidade-Luz.

Na rua Saint Andre des Arts, atente para o número 13 (ponto B no mapa de Paris), local do hotel onde, em 1900, faleceu o escritor irlandês Oscar Wilde. 

Pouco antes de morrer, ainda lúcido e com seu característico humor afiado, Wilde contemplou a parede do hotel e disse:

My wallpaper and I are fighting a duel to the death. One or the other of us has to go.”.

Não sei se outro hóspede frequente do hotel, o escritor argentino Jorge Luís Borges, chegou a ver o tal papel de parede.

O escritor brasileiro Rubem Braga, porém, em uma de suas viagens à Paris (em 1950), sem saber, se hospedou no mesmo quarto em que morreu Oscar Wilde.

Numa crônica deliciosa ele comprova, o papel de parede era mesmo horroroso (ainda que seja pouco provável que fosse o mesmo papel contemplado por Wilde…).


No número 28 da Saint Andre des Arts (ponto A no mapa de Paris) ficava a antiga residência de Jack Kerouac, o escritor mais emblemático do movimento Beatnik, a geração posterior à Geração Perdida.

O número 46 da mesma rua foi habitado pelo poeta norte-americano E. E. Cummings.

Seguindo pela rua, você vai desembocar na Place que leva o mesmo nome, Saint Andre des Arts. Um pouco mais à frente, pare um pouquinho na Place Saint Michel, que abriga uma fonte homônima.

A Fontaine Saint Michel não é lá uma Fontana di Trevi, mas também tem seu charme.

Depois de tirar algumas fotos da fonte, atravesse a Boulevard Saint Michel e siga em direção à rua de la Huchette (ponto C no mapa de Paris), paralela à Quai de Montebello.

Essa é uma das ruas dos bares noturnos e baladas de Paris.

Confesso que não me animei em entrar em nenhuma delas, pois não faziam meu estilo, mas o calçadão (a via é só pedestres) estava repleto de franceses e turistas aguardando nas filas.

Um dos lugares mais tradicionais da ruazinha é o clube de jazz Le Caveau de la Huchette.

Atravesse a rua du Petit Point e siga pela pequena rua de la Bucherie.

A livraria Shakespeare & Co. (37 rue de la Bucherie ; ponto D no mapa de Paris) é o ponto final do roteiro.

Após visitar antigas moradias de escritores e diversos locais por onde eles passaram, penso que, assim como eu, você também ficou com fome de leitura. Aproveite, pois a livraria pratica preços mais justos que a Fnac e é especializada em livros em inglês – ideais para a Geração Perdida e turistas.

PS: A Shakespeare & Co. original foi aberta pela editora norte-americana Sylvia Beach em 1919, no número 8 da rua Dupuytren, também no bairro Saint Germain.

A livraria e a livreira caíram nas graças dos escritores de língua inglesa que à época moravam em Paris.

Depois de ter seu romance Ulysses recusado por diversas editoras britânicas e norte-americanas, James Joyce publicou-o com a ajuda e o aval de Sylvia Beach, lançando-o em 1921 da livraria Shakespeare & Co. (que já estava em seu segundo endereço, 12 da rua de l’Odéon).

Durante a ocupação nazista da cidade, entre 1940 e 1944, a livraria foi fechada e seu precioso acervo foi escondido da sana incendiária e irracional dos seguidores de Hitler.

Em 1951, a livraria reabriu no atual endereço, mas com o nome de Le Mistral.

O antigo nome Shakespeare & Co. só viria a ocupar lugar na fachada em 1964, após Sylvia Beach, já velhinha, ceder o nome e parte do acervo para os atuais proprietários.

Museus gratuitos em Paris

Estudante gosta de fazer passeios culturais em viagens pela Europa, e o bacana de viajar com carteira de estudante na França, e em toda a Europa, é conseguir sempre bons descontos em museus e eventos culturais e artísticos.

Confira algumas opções de museus gratuitos de Paris que merecem a visita, sendo você estudante ou não. Os museus são um convite para deixar sua viagem ainda mais barata, legal e interessante!

Museus grátis e caminhadas em Paris

Esqueça o Louvre. Sinônimo de multidão, filas e cansaço, dá preguiça só de pensar em seus mais de 156 mil metros quadrados (quase 15 campos de futebol), mais de 35 mil obras permanentes e quase 9 milhões de visitas por anos.

Se você está com pouco tempo (ou muito), com a grana curta ou quer evitar as filas intermináveis do mais famoso museu do mundo, saiba que em Paris há outros muito bons. E melhor, gratuitos.

Há desde locais pequenos, charmosos e muito interessantes, como um apartamento onde morou o escritor Victor Hugo, até lugares grandiosos e também fascinantes, como o Museu Carnavalet, dedicado à história de Paris.

Abaixo você confere uma lista com os melhores museus gratuitos da capital francesa, com breve descrição e serviço.

Petit Palais

Jóia remanescente da Exposição Universal de 1900, o prédio é lindíssimo assemelha-se a um palácio de contos de fadas, com salões amplos, pisos, tetos e paredes amplamente decoradas.

A coleção permanente é belíssima e bem variada, com artefatos decorativos da renascença, arte sacra bizantina, quadros e esculturas cobrindo desde o século 17 até o 20.

Além de nomes consagrados como Eugène Delacroix e Claude Monet, o Petit Palais reserva surpresas como o impressionante quadro realista Le Bon Samaritan (O Bom Samaritano), de Aimé-Nicolas Morot; e a comovente sequência de gravuras La Bouchée Du Pain (A Fila do Pão), de Fernand Pelez. Se não bastassem as obras e a arquitetura, o local ainda tem um jardim interno agradabilíssimo e uma ótima cafeteria/restaurante.

Avenue Winston Churchill, 75008, Paris | Metrô: Champs Elysées Clemenceau (linha 1, amarela e linha 13, azul claro)

Museu de Arte Moderna da cidade de Paris

Localizado em uma das alas do Palais de Tokyo, prédio de 1937 construído para a exposição de internacional de artes e tecnologia, esse museu de arte moderna não é tão famoso quanto o Centro George Pompidou, mas guarda preciosidades.

Sua coleção abriga mais de 8 mil obras e há quadros de pintores como Pablo Picasso, Henri Matisse, Jean Metzinger, Maurice de Vlaminck, Fernand Léger, Georges Braque, Amedeo Modigliani, Giorgio de Chirico, Maurice Utrillo, Sonia Delaunay, Juan Gris, Robert Rauschenberg, dentre muitos outros. As exposições temporárias também costumam ser muito boas, com curadoria caprichada.

11 avenue du Président Wilson ,75116, Paris | Metrôs: Alma-Marceau (linha 9, mostarda) ou Iéna (linha 9, mostarda) – Trem Urbano (RER): Pont de L’Alma (linha C)

Museu Carnavalet

Localizado no coração do Marais, o mais hypado bairro de Paris, o prédio que abriga o Carnavalet, por fora, é sisudo e pouco convidativo. Não se engane pela aparência austera, pois em seu interior ele esconde um aprazível jardim, com arcadas, mosaicos verdes, flores, esculturas e bancos convidativos.

A coleção conta a história da Cidade Luz por meio de objetos de decoração e arte, além de achados arqueológicos, gravuras, documentos e fotografias.

Grandes salas decoradas com móveis e objetos de época funcionam como um túnel do tempo. As pinturas (mais de 2.600 quadros) retratam passagens e personagens marcantes da cidade.

23, rue de Sévigné,75003, Paris | Metrô : Saint Paul (linha1, amarela)

Casa de Victor Hugo

Place des Vosges, com prédio onde morou Victor Hugo ao fundo

Mesmo que você não saiba quem é e nunca leu nenhum livro do mais célebre escritor francês, vale a pena visitar sua Maison (que em francês, além de “casa”, significa “lar”). Victor Hugo (1802-1885) – autor de O Cordunda de Notre- Dame, Os miseráveis, O Homem que Ri, dentre outras – morou no suntuoso apartamento entre 1832 e 1848.

Decorado com peças originais de época, dá para se ter uma boa ideia de como viviam os burgueses parisienses do século 19.

Os destaques ficam por conta da sala chinesa e o seu quarto, com sua escrivaninha especial (ele sofria de dores nas costas e escrevia em pé). A localização do apartamento, na Place des Vosges, merece um post à parte, pois se trata da mais antiga e mais bela (em minha opinião) praça de Paris.

6, Place des Vosges, 75004, Paris | Metrôs : Saint Paul (linha1, amarela) ou Chemin Vert (linha 8, rosa)

Museu Cernuschi de artes asiáticas

Em 1896, um ricaço chamado Henri Cermuschi doou sua nada humilde casa, confortavelmente situada em frente ao Parque Monceu, para a prefeitura parisiense. Junto com o cafofo, ele doou também sua vasta e meticulosamente adquirida coleção de artes orientais.

As obras são de diferentes procedências (Japão, China, Coréia e Vietnã) e cobrem um amplo período histórico, com objetos datando de antes de Cristo até artes modernas e contemporâneas.

Artefatos e esculturas chinesas nos dão um panorama da evolução da arte oriental ao longo das diversas dinastias que se sucederam: Shang, Zhou, Han, Sui, Tang, Liao, Song, Yuan, Ming e finalmente a última, Quing, que foi expulsa da Cidade Proibida em 1912, após a revolução que culminou com a formação da República da China. E além do museu, não deixe de visitar o parque em frente, com seu imponente portão de entrada e jardins floridos.

Serviço

7, avenue Vélasquez,75008, Paris

Telefone: + 33 1 53 96 21 50

Metrôs : Monceu (linha 2, azul escuro) ou Villiers (linha 2, azul escuro e linha 3, verde)

Lugares para caminhar em Paris

Para além dos inúmeros museus, Paris também conta com centenas de parques, desde os mais tradicionais, verdadeiras pinturas impressionistas como o Jardim de Luxemburgo, até parques high-tech como o Parc de la Vilette, também para os amantes da arquitetura.

Aproveitamos a viagem e fizemos uma visita ao Parc de la Vilette em Paris. Fiquei surpresa pela viagem à uma Paris bucólica e ao mesmo tempo muito romântica. Um cantinho da Cidade Luz bem longe da agitação da modernidade.

Parc de la Vilette

Situado no XIXe arrondissement e cortado pelo canal de l’Ourcq, com um extensão de 55 hectares, o projeto de reabilitação do arquiteto suíço Bernard Tschumi data de 1982.

O parque high tech, com uma imensa área verde, chama atenção pelos seus diferentes elementos de cor vermelha que se destacam no espaço, as chamadas folies.

O parque é um verdadeiro centro cultural. Além de um tranquilo passeio, aí você encontra uma série de atividades e eventos como apresentações, teatro, oficinas infantis e shows. Uma agenda quase que infinita disponível em sua página web oficial.

Ainda que não façam parte do parque, qualquer visita a ele deve incluir seus arredores, praticamente em um único espaço, a Grande Halle, a Cité de la Musique, o Conservatório, o Teatro Paris-Villette, a Cité des Sciences et de l’Industrie, a Géode, o Zénith, o Trabendo, o Cabaret Sauvage e um centro equestre.

Estruturas vermelhas do Parc de la Vilette

As estruturas vermelhas possuem nomes como em uma quadrícula, e diferentes usos, como por exemplo, a folie L1, justo na entrada do parque. As folies são usadas como cafeteria, guardaria, primeiros socorros, depósitos, lojas, mirantes, num total de 31 usos.

Recomendamos a folie L4, um observatório com um mirante na cobertura.

A Géode do Parc de la Vilette

A grande esfera com 36 metros de diâmetro é avistada desde longe. Justo destra da Cité des Sciences et de l’Industrie, a Géode é na verdade uma sala de projeção de filmes IMAX, com uma tela de 1000m2!

A esfera é formada por milhares de triângulos equiláteros de aço que refletem a luz dando a sensação de ser uma grande bola espelhada.

Mais informações sobre horários e preços das sessões, confira o site da Géode.

Cidade das Ciências

A Cité des Sciences et de l’Industrie, ao lado do Parc de la Vilette é mais um atrativo perfeito para os pequenos.

Com diversas exposições sobre ciência, experimentos, atividades e jogos para as crianças e adultos, o centro ainda conta com biblioteca e laboratório, e área para profissionais. Um verdadeiro parque de diversão para curiosos e futuros gênios, que inclui ainda um simulador de voo.

O parque está na Avenue Jean Jaurès, 211. Distrito : La Villette / Belleville / Canal Saint-Martin. | Metrô: Porte de la Villette Porte de Pantin | – Ônibus: 75, 151, PC2, PC3

Aberto de segunda a domingo, e a entrada é grátis.

Aluguel de bicicleta em Paris

Já revelamos os cantinhos escondidos de Paris, especialmente dicas dos moradores da capital francesa para gastar pouco e se divertir nos melhores eventos e shows da cidade e ruas e praças que valem a pena caminhar ou até fazer um lanche na Cidade-Luz.

Uma dica de viagem barata para Paris é alugar bikes no sistema Velib, prático e muito bem organizado

Tudo para uma viagem completa, divertida e barata.

Uma das sugestões para fazer um passeio diferente e aproveitar Paris é alugar uma bicicleta. Você economiza tempo enquanto pedala pelas ótimas ciclovias parisienses e conhece a cidade de perto.

Alugue uma bike na capital francesa

Paris conta com um sistema muito inteligente de aluguel de bicicletas em Paris, o Velib.

A cidade tem 1.800 estações de aluguel, ou seja, há disponibilidade em praticamente todos os bairros (mapa das estações em Paris).

As bicicletas do Velib, apesar de cinzentas, são uma colorida expressão da vida absurdamente urbana e coletiva de Paris.

Sucesso de popularidade, são vistas com pessoas de todos os tipos e todas as idades.

A grande sacada do esquema é gratuidade da primeira meia hora e a possibilidade de podermos pegar a bicicleta numa estação e devolvê-la em outra, sem burocracia nenhuma, tudo com máquinas automáticas e um simples cartão.

Para deslocamentos rápidos, é simplesmente perfeito.

As ruas de Paris são charmosas para passeios a pé | besopha

Como alugar bicicleta em Paris

Para usar o sistema de aluguel de bicicleta em Paris, basta fazer um cadastro (é necessário um cartão de crédito) em uma das estações e fazer uma carteirinha Velib.

Dá para ficar com a bicicleta por um dia todo. Pedalar a durante toda a semana também é barato. Além do ticket, é preciso pagar o tempo de uso.

Alugar bicicleta em Paris é uma dica prática para turismo na cidade.

E, para quem é do Rio ou de São Paulo, não se preocupe com a segurança no trânsito. Além de contar com quilômetros de ciclovias, os motoristas parisienses respeitam e sabem conviver com as bicicletas.

De acordo com dados coletados pelo jornal Le Monde, os números de acidentes seguidos de morte na capital francesa são baixíssimos.

E vale lembrar também que os ciclistas são também muito respeitosos e responsáveis com o trânsito e principalmente com os pedestres – o elo mais fraco da cadeia dos transportes.

Comer bem e barato em Paris

Dá para comer bem e barato em Paris. Uma opção são os traidcionais plat du jour

Comer em Paris pode ser barato. E nada de comer mal, já que a cidade é famosa pela gastronomia.

A série Paris além do Óbvio tem ótimas dicas para quem quiser comer bem e sem gastar muito na capital francesa.

Tem até refeição completa, decente e barata.

E se comer muito, alugue uma bicicleta em Paris para queimar calorias. As ciclovias são ótimas! E mais uma vez cai por terra a ladainha ouvida e repetida ad nauseam de que Paris é uma cidade cara.

São tantas opções para comer barato que é difícil até tentar organizá-las. Mas vamos lá.

O tradicional PF  francês atende pelo nome de plat du jour (prato do dia) e em Paris essa é a modalidade de almoço e jantar mais popular. Os restaurantes, brasseries e cafés costumam deixar as opções de plats du jour bem visíveis, em cartazes ou escritos em lousas.

Há uma variedade enorme de locais que oferecem pratos do dia por algo entre € 10 e € 15, com entrada, prato principal e sobremesa.

Ou então, em restaurantes asiáticos (geralmente os mais baratos) pode-se comer um plat du jour por menos de € 12.

Há diferentes variações do combo plat du jour. Há muitos que além da entrada, prato principal e sobremesa, ainda incluem uma bebida (taça de vinho, cerveja, refrigerante, café, etc.).

Uma dica é observar os pratos de outros clientes (lá quase todos os locais têm mesas externas) para ver se a comida lhe apetece. Mas cuidado, faça isso com discrição, pois os franceses são muito ciosos com o ato de se sentar à mesa e comer.

Por isso também, nunca (nunca mesmo!) peça para levar o que sobrou. Essa prática, normal no Brasil ou nos EUA, por exemplo, é simplesmente inaceitável na França.

A comida dever ser consumida no local em que você a pediu pois os franceses consideram o ato de almoçar (ou jantar) como uma experiência completa, que exige um local adequado e algumas regras de conduta. Por isso, separar a comida do local seria como mutilar o ritual – algo impensável para os franceses e pode ser até considerado como ofensa ao restaurante e ao chef.

Em qualquer lugar da França, a água é cortesia da casa. Se estiver comendo e não quiser gastar com bebida, peça sem constrangimento uma garrafa de água, isso é normal. Em muitos locais os garçons levam água para as mesas sem mesmo ninguém pedir.

E não estranhe se você estiver comendo e a pessoa da mesa ao lado acender um cigarro, a lei de não fumar em locais fechados simplesmente não funciona em Paris por questões culturais – todo mundo fuma.

Outro atrativo que todo lugar tem, desde as espeluncas esfumaçadas até os bistrôs mais moderninhos é o vinho da casa, sempre muitíssimo mais baratos que os demais.

Pode pedir sem hesitar, são vinhos franceses honestos e agradáveis.

Na maioria dos locais, eles não estão listados na carta de vinhos e, em alguns, casos não estão listados em nenhum lugar do cardápio, mas eles existem. Basta pedir um pichet du vin – há de três tamanhos, de 250 ml, 500 ml e 750 ml (o equivalente a uma garrafa), e geralmente três opções: rouge (tinto), blanc (branco) e rosé. Em alguns locais ainda há pichet de 1 litro.

Queijos franceses baratinhos

Que tal conhecer um supermercado de Paris?

E se você realmente quiser economizar, nada mais indicado do que fazer compras em supermercados. Paris é repleta de mercados pequenos e de porte médio.

Fazer sanduíches e comer nos parques é algo absolutamente normal para um europeu, eles fazem isso com frequência. Alguns até levam “quentinhas” para os parques – prática que no Brasil seria considerada grosseira ou “farofeira”. E não hesite em comprar e consumir bebidas alcoólicas nos parques e praças, pois esta é outra prática comum. Muitos franceses levam aos parques cestas de piquenique completas, com muita comida, talheres e até taças para seus vinhos.

E, para quem fica em apartamentos, há sempre a opção de comer em casa. Sou suspeito para falar, pois adoro cozinhar e visitar feiras e mercados nos países que visito, sempre acho uma experiência enriquecedora.

Os supermercados franceses deixam a desejar na parte de sabonetes, por exemplo, mas dão um show nas seções de produtos lácteos (queijos e iogurtes) e de bebidas (com muita variedade de cervejas e vinhos).

Os pães dos supermercados também merecem ser degustados, principalmente as baguetes tradition que são mais encorpadas e de casca mais grossa, bem diferente das baguetes normais, que possuem massa idêntica ao nosso pão francês.

Comida congelada: coma em Paris como os parisienses

A dica mais parisiense de todas ficou para o final: se você for ficar em um apartamento ou em um albergue com cozinha, não deixe de entrar em alguma loja da Picard (há centenas em Paris).

A Picard é uma rede de comidas congeladas de alta qualidade, quase uma instituição francesa e uma necessidade parisiense – cidade com muitas pessoas que trabalham o dia todo e têm pouco tempo (ou pouca inspiração) para fazer um jantar decente.

Eles vendem de tudo um pouco: entradas, sobremesas, pratos completos, carnes, peixes, legumes, frutas, massas, comida japonesa, pratos típicos franceses, etc. E para quem viaja com crianças, não se preocupe, na Picard há uma imensa variedade de comidas para bebês.

Os congelados deles, além de muito bons, são baratíssimos. Por exemplo, uma pizza grande margherita sai por menos de € 5. Um penne com molho de presunto e queijo para duas pessoas baratinho. Um prato individual com peixe grelhado, arroz e legumes, ainda mais barato, e assim por diante.

Atenção ao modo de preparo pois na França é normal uma casa contar com fogão e microondas, mas sem forno. A maioria absoluta dos fogões é elétrica, tipo cooktop, por isso são independentes dos fornos – também elétricos. Alguns pratos congelados da Picard precisam ser aquecidos no forno, mas para saber isso basta olhar o desenho nas embalagens.

Restaurantes universitários

Esses são para quem quer economizar, tem preguiça de cozinhar (ou esquentar as comidas da Picard) e ainda deseja ter uma experiência diferente na França. Os restaurantes universitários de Paris, conhecidos como CROUS (Centre Régional des Oeuvres Universitaires) oferecem refeições completas e baratas (entrada, prato principal e sobremesa) por menos de € 5.

A cidade possui 15 restaurantes e 25 cafeterias estudantis. E você não precisa ser estudante para frequentá-los, basta entrar, dar uma olhada geral para sacar como funcionam (cada um tem uma dinâmica específica, com filas pra bandejas, talheres, etc.) e imitar as demais pessoas.

Não se preocupe se você não fala francês, pois esses locais estão habituados a lidar com estudantes estrangeiros que só falam inglês ou espanhol. E a lista para saber onde ficam os restaurantes e cafeterias universitárias, você encontra aqui. Um aviso, não vá esperando encontrar alta gastronomia francesa ou mesmo muita fartura. São refeições universitárias dignas e baratas, assim como são os bandejões da USP ou da Unesp.

No site do CROUS nós descobrimos, por exemplo, um restaurante e cafeteria universitária (5 rue Mazet, em Saint Germain, metrôs Mabillon ou Saint Germain des Prés) que servia um brunch nos domingos, das 10h às 15h.

E com algumas moedas foi possível tomar café, chá, comer croissant, pain de chocolat e beber suco. Antes de sair de manhã para os passeios, vale a pena dar uma conferida se há um restaurante universitário na região ou próximo de onde você for, pois eles certamente serão a opção mais barata da área toda.

Roteiro Geração Perdida em Paris – passeios a pé e baratos

Foto em destaque: Jean-François Gornet

Restaurantes em Paris

O jornal inglês The Guardian fez uma lista com 10 restaurantes bons e baratos em Paris. Nos lugares dá para comer por menos de 20 euros o melhor da culinária francesa.

Já elencamos acima várias dicas de onde comer barato em Paris, gastando até menos de 15 euros por uma refeição completa, mas, claro, sem sofisticação.

Estes bistrôs, restaurantes e pubs têm pratos de chefs famosos e receitas clássicas da França. Nessa lista de onde comer em Paris existem algumas opções ótimas para jantar com estilo na capital francesa. Uma ótima dica de viagem tanto para quem quer economizar quanto para quem quer um lugar charmoso para comer na Cidade-Luz.

Bistrôs em Paris

Coma bem e não gaste muito

A rua de la Huchette é um dos pontos da agitada vida noturna de Paris - foto: dalbera

A rua de la Huchette é um dos pontos da agitada vida noturna de Paris – foto: dalbera

  • Bistrot Victoires

Entre as especialidades estão o filé com fritas, o confit de canard (pato) e o frango assado. aberto diariamente para o almoço e jantar.

6 rue La Vrillière, 1st arrondissement.

  • Boco

Os pratos dessa rede de três restaurantes foram criados por chefs estrelados. A maioria vem em potinhos de vidro reciclável e muitos são feitos com produtos orgânicos.

Boco Opéra, 3 rue Danielle Casanova, 1st arr

  • Breizh Café

O destaque são os crepes feitos com farinha orgânica, manteiga de fazenda e chocolate Valrhona, uma das marcas de chocolate com mais prestígio no mundo.

109 rue Vieille du Temple, 3rd arr

  • La Cantine de la Cigale

A sugestão para comer nesta cantina de Paris são as salsichas com feijão ou o bacalhau.

124 boulevard Rochechouart, 18th arr

  • L’Ilot

Uma boa sugestão para comer frutos do mar em Paris sem gastar muito. Aberto de terça a sexta para almoço e jantar e sábado apenas no jantar.

4 rue de la Corderie, 3rd arr

  • Frenchie to Go

Uma dica para comer pratos e sanduíches mais baratos criados por um chef responsável por um dos bistrôs mais badalados de Paris.

9 rue du Nil, 2nd arr

  • Le Petit Clerc

Ótima dica para almoçar ou jantar em Paris depois de visitar a Torre Eiffel, já que o restaurante é perto da atração turística. Há boas opções de salada e omeletes. O jornal ressalta a qualidade dos queijos e do sorvete do restaurante.

129 rue Saint-Dominique, 7th arr

  • Le Richer

O local é um popular restaurante e bar de Paris com almoço bastante barato. As entradas são um dos destaques do pub de Paris.

2 rue Richer, 9th arr

  • La Pointe du Groin

Um restaurante barato do chef Thierry Breton, com opções vegetarianas de sanduíches e ótimas sobremesas.

Rue de Belzunce, 10th arr

  • A la Biche au Bois

Este bistrô não é tão barato quanto os outros, mas com ótimas opções de pratos clássicos como coq au vin. É importante reservar o restaurante em Paris, que está sempre cheio.

45 avenue Ledru-Rollin, 12th arr

Onde ficar em Paris?

Paris é um dos principais destinos turísticos do mundo e tem muitas opções baratas de hotéis, pousadas e hostels para ficar. Mas cuidado ao reservar um lugar para ficar em Paris olhando apenas o preço: existem muitos lugares para ficar em Paris baratinhos, mas de baixa qualidade.

Uma dica para conseguir um lugar bom e barato em Paris é usar sites como o Hostelling International, que tem um controle sobre os albergues que fazem parte da rede, e o Booking.com, que conta com avaliação de usuários sobre os hotéis, pousadas, albergues e hostels.

Também vale a pena procurar o endereço do lugar no Google Maps e usar o Google Street View para conhecer um pouco a vizinhança.

Separamos algumas opções de lugares bons e baratos para ficar em Paris de acordo com a avaliação de usuários do Booking.com e do Hostelling International.

Hotéis e hostels em Paris

Arty Paris

Os quartos coletivos têm banheiro e acesso à internet sem fio. Fica localizado em uma típica vizinhança parisiense, próximo a várias atrações turísticas de Paris. O café-da-manhã está incluído no preço da diária do Arty.

A fachada do Arty, um lugar bom e barato para ficar em Paris

A fachada do Arty, um lugar bom e barato para ficar em Paris

62, rue des Morillons, 75015. Eiffel Tower

Paris – Pajol

O mais bem avaliado albergue da rede Hostelling International de Paris tem instalações modernas e vista para um belo jardim do restaurante. O hostel em Paris é reconhecido pela equipe prestativa.

Rue Pajol 75018

Outras opções de onde ficar bem e barato em Paris

Os hotéis e hostels foram selecionados de acordo com as melhores avaliação no Booking.com

Cidades próximas de Paris

Conheça cidades próximas de Paris para fazer viagens de trem pelo país.

Marselha

Uma vibrante cidade portuária, a segunda maior metrópole francesa é uma mistura de culturas, com pessoas de origem africana, espanhola, italiana…

Entre as atrações de Marselha, estão os mercados, como o mercado em que os pescadores fazem leilão da mercadoria, e os prédios históricos, como a igreja Notre Dame de la Garde, no alto de um morro.

Reims

Simplesmente, um dos principais centros comerciais da região de Champagne, a única região no mundo autorizada a produzir a famosa bebida do mesmo nome.

Outra curiosidade sobre Reims é que a cidade teve um papel importante na monarquia francesa: era o local onde os reis eram coroados.

Annecy

Uma pequena cidade de cerca de 50 mil habitantes que cresceu à beira do lago Annecy, o município fica no sudeste da França, próximo aos Alpes.

Annecy fica a apenas 50 km da Suíça e é um bom ponto de partida para esquiar nos Alpes Franceses com uma boa relação custo-benefício.

Lyon

Localizada entre Paris e Marselha, Lyon, a terceira maior cidade francesa é uma potência econômica do país há séculos.

A cidade fundada pelos romanos tem uma impressionante coleção de construções históricas com séculos e séculos e foi apontada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco pelo seu “excepcional testemunho da continuidade de ocupação urbana por mais de dois mil anos em um local de grande importância comercial e estratégica”.

Sobre Diego Braga Norte

Jornalista e nômade errante que, de quando em vez, acerta. Já morou na Alemanha, nos EUA, na França e em Assis. Autor de Iracema, mon amour, Paris além do óbvio, entre outras coisas.

26 comentários

  1. Boa noite!
    Acabei de ler o post sobre restaurantes universitários em Paris e fiquei com uma dúvida.
    Não é necessário apresentação da carteira estudantil ?
    Qualquer um pode comer neles ?
    Grata,

    Katarina.

  2. oi Katarina, qualquer pessoa pode comer nos restaurantes. Se for em um deles, diga para gente o que achou. 🙂 obrigado

  3. olá…. e no inverno ? estarei chegando lá em novembro….já vai estar mais frio…. alguma dica “gastronomica”, já que as refeições ao ar livre não serão talvez tão fáceis……

  4. oi Roberta, além de comer nos restaurantes universitários de Paris, vá aos supermercados e aproveite os preços dos vinhos e a qualidade dos laticínios. Queijos e vinhos da França no friozinho é ótimo.

  5. Hilda Beti Ukstin Peruzzi

    Gostei das dicas. Sao valiosas

  6. As dicas do Diego são ótimas mesmo! Ele está morando na França e tem escrito para o site sobre uma Paris Além do Óbvio… vale a pena conferir todos os posts!!

  7. Alessandra Santos Földes

    Amei as dicas, estou mais confiante pra minha viaje.

  8. Boa tarde Diego.
    Estou indo para Paris em setembro/2014. Olhei alguns poster e consta que o restaurante universitario é somente para estudante. E Outros disseram que não precisa ser estudante para comer lá.
    Eu não sou estudante. Será que conseguiria entrar para comer?

  9. Olá!
    Vou para Paris em 14/10 e fico até 19/10 proximo.
    Gostaria de dicas para restaurantes em lugar animado
    será em Montparnasse?
    Se possivel me de dicas!
    Obrigada!

  10. Boa tarde, preciso da ajuda de todos!!!! Sem desmerecer os outros roteiros e gostos irei em fevereiro de 2015 com meu filhinho para londres e paris para um roteiro 99% futebol. Hotéis e passagens pagas mas e os ingressos dos jogos? Estou encontrando informações conflitantes… nos sites de venda muitas pessoas não receberam os ingressos e perderam a oportunidade. Alguém sabe uma maneira segura de conseguir ingressos para um jogo do PSG?
    Grande abraço

  11. Estou indo a Paris com minha esposa pela primeira vez agora em maio e certamente o blog que mais me ajudou em grandes decisões foi este , parabens Diego.
    As dicas de alimentação irão ajudar muito , os passeios pela Mouff e a dica de hospedar-se me um ap ao inves de hotel foram decisivas.

  12. Oi Igor, que bom que gostou. Esse roteiro do Diego é bem legal mesmo! abs

  13. Ola boa tarde! Vou com uma cadeirante a Paris em maio. Sera q os restaurantes universitarios sao acessiveis para ela? Sabe dizer se tem algum proximo a Eiffel/ Granelle prox ao Hotel mercury ou o Paris Eiffel? Obrigada!

  14. Jhonathan marcos

    Amei as dicas e certamente me ajudarão muito,vou dia 07/05 e estou com bastante dificuldade em definir o local que irei ficar…algum hostel para indicar que seja perto de metro ou trem que vá para o aeroporto charles de gaulle e ao msm tempo no centro da cidade? oqq acha sobre usar bicicleta como meio de locomoção em Paris?

  15. oi Jhonathan,

    não sabemos indicar nenhum hostel, vamos tentar descobrir.

    Paris de bicicleta? Ótima ideia, Paris é uma das cidades que mais têm investido no transporte de bicicleta.

  16. Post maravilhoso! Estamos indo pra Paris e essas dicas serão muito úteis! Com o euro passando dos 3,50, tá difícil visitar a zoropa sem ficar falido…rs

  17. Quando visito um local gosto de me misturar aos locais, enriquece muito a experiência de viagem. Ir onde eles vão… Neste caso específico, ser uma francesa ou um francês por uns dias garantirá uma experiência mais completa. Amei as dicas, me deixam mais ansiosa rsrs…

  18. quais os passes que eu posso comprar pra economizar no trasnportew
    pretendo visitar versailhes, tem um passe que engloba a rede de metro e o trem para versailhes?
    tem passe de 10 tickest para usar so no metrõ? tem passe de Bateau mouche?
    como ir de aeroporto CDG para estçaaõ de metro oberkampf? nosso hotel fica proximo

  19. Tem alguma dica pra quem não fala francês? (e o inglês é mal) vou agora em janeiro/2016. Obrigada

  20. Olá, estou indo agora dia 01/08/2106. Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Praga. Algumas dicas sobre alimentação boa e barata em Londres e demais cidades? Fora Paris, claro, pois este post está simplesmente perfeito! Parabéns!

  21. Uau! Muito obrigado!

  22. Esse post mudou a nossa vida , em 2015 fomos a Paris e tinhamos alugado um hotel , nunca tinha ouvido falar em airbnb , procurei então e achei um estudio pertissimo da torre eiffel pela metade do preço do hotel , cancelei o hotel e como havia cozinha no estudio super bem equipada.

    Íamos no marche fran pix bem perto e comiamos e bebiamos vinho frances todos os dias com excelentes queixos e baguetes por menos de 50 euro por dia, isso incluia nosso super cafe da manhã com direito a macarrons da picard por 50 centavos sucos , etc , almoço , cafe da tarde levavamos na mochila comprados no mercado , e conhecemos muitos lugares bacanas , haviamos levado 100 euros por dia e não chegamos a gastar nem 50 .

  23. Ei, amigo.
    Obrigada pelas infos!
    Essa carteirinha do Navigo é fácil de ser feita?
    Depois de feita, como compro o passe por 19 euros?

    😀

  24. Oi Diego, socorro! Conta qual o apê que vcs alugaram exatamente no Airbnb? Estou ha 1 mês de ir pra lá e não tenho hospedagem ainda =0

    Passei o dia inteiro hoje buscando mas ou esta esgotado, ou carissimo, mesmo os hostels! Eu agradeceria muitoooooooooo!
    Beijos

  25. Olá! Você pode me passar o contato do studio que alugou em Paris?

    Entrei no site indicado, mas são muitas as ofertas e como é a primeira vez que procuro este tipo de hospedagem, estou um pouco receosa… Passarei 2 noites em Outubro, com meu marido e meu filho de 4 anos.

    Obrigada,

  26. Ótima matéria, a começar pelo título “Paris além do óbvio”.
    Uma cidade como Paris por si só já é encantadora, então andar por suas ruelas e descobrir as maravilhas que se espalham por lá acredito que seja o mais interessante de qualquer viagem.

    Parabéns!

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