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Entre vulcões: as atrações de Quito, Equador

Por Gustavo Villas BoasMochilão pela América do Sul – Equador

Comecei meu mochilão pela América do Sul por Quito, capital do Equador. Em uma semana na cidade, já afirmo que fiz a escolha certa para iniciar o roteiro de viagem pela América do Sul.

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Quito tem 2,2 milhões de habitantes e cresceu na escosta do vulcão Pichincha. Pouco visitada por brasileiros, é um ponto de passagem de muitos mochileiros europeus pela América do Sul e consegui ótimas dicas no hostel que fiquei.

Quito, cujo centro colonial é Patrimônio Mundial da Humidade, é cercada de atrações naturais, como os vulcões Cotopaxi, Pichincha e Quilotoa, lugares como Otavalo, onde se realiza uma das maiores feiras do mundo.

Quito vista da trilha do vulcão Pichincha

Quito vista da trilha do vulcão Pichincha

Equador é um dos países mais baratos para viajar pela América do Sul, apesar de a moeda do Equador ser o dólar, e aqui encontrei muitos mochileiros para acompanhar nas aventuras locais e ajudar a planejar os próximos passos no Equador e também começar a traçar o roteiro de viagem para o Peru, o próximo país do mochilão.

Equador, um dos melhores destinos de 2014

Basílica del Voto Nacional, no centro histórico de Quito

Basílica del Voto Nacional, no centro histórico de Quito

Apesar de ser um destino de viagem na América do Sul razoavelmente desconhecido dos brasileiros, o Equador está em alta, e em vários guias e publicações turísticas, é apontado como um dos melhores lugares para visitar em 2014.

O país que batiza a linha imaginária que separa o mundo nos hemisférios norte e sul foi apontado como um dos 10 melhores destinos para conhecer em 2014 pela CNN, um dos 52 principais destinos de 2014 pelo New York Times, o Líder Mundial como Destino Verde 2013 da World Travel Awards e, o principal, o destino inicial do roteiro de mochilão pela América do Sul do blog Muita Viagem.

Para quem está mochilando, dá para dividir o país, que não faz fronteira com o Brasil, em quatro regiões: a costa (as praias do Equador são voltadas para o Pacífico e famosas pelas ondas que atraem surfistas do mundo inteiro), a serra (os Andes, com dezenas de vulcões e picos de mais de 6 mil metros de altura), a região amazônica, além da pérola do Equador, as Ilhas Galápagos, um dos maiores paraísos biológicos da Terra e um lugar bem mais caro que a média para visitar.

Não tive muitos problemas com a altitude, mas Quito é uma das capitais mais altas do mundo, e muita gente passa mal quando chega aqui.

Senti os efeitos da altitude quando subi ao topo do vulcão Pichincha e são horríveis, nojentos mesmo. Dá dor de cabeça, taquicardia, o nariz escorre, cansaço –você anda em câmera lenta–, mas tudo isso valeu a pena (conto mais para frente como foi fazer a trilha).

Na trilha do vulcão Pichincha, senti os efeitos da altitude de forma violenta

Na trilha do vulcão Pichincha, senti os efeitos da altitude de forma violenta

Próximo a Quito, existem várias opções de passeio baratos. Mais embaixo nesse texto, eu falo um pouco do que fazer em Quito. Por enquanto, estou explorando a cidade e os arredores e gastando, com estadia e alimentação, menos de 30 dólares por dia no orçamento do meu mochilão. E isso contando algumas cervejas.

O que fazer em Quito – Centro histórico

No primeiro dia cheio que tive mochilando por Quito, fui ao centro histórico colonial da cidade, fundada em 6 de dezembro de 1534, quando os conquistadores espanhóis tomaram a cidade do Império Inca.

O centro histórico tem várias ruazinhas interessantes

O centro histórico tem várias ruazinhas interessantes

O nome oficial da cidade, San Francisco de Quito, é um pequeno exemplo de como a história das populações nativas se mistura à dos colonizadores até hoje. Quitu era o nome da tribo que ocupou a região no primeiro milênio, antes de ser conquistada por outros povos até o domínio Inca, pouco antes da chegada dos espanhóis.

Nas ruas do centro histórico de Quito, o primeiro Patrimônio Mundial da Humanidade apontado pela Unesco, em 1978, entre os prédios e igrejas coloniais, muitas, mas muitas mesmo, pessoas com aparência e trajes indígenas circulam, vendem comida, tocam restaurantes e lojinhas.

O choque entre colonizadores e colonizados, ou exploradores e explorados, ficou claro para mim no protesto contra o provável início da exploração de petróleo (uma das bases da economia equatoriana) na Parque Natural de Yasuni, um dos lugares com a maior biodiversidade do planeta, na amazônia equatoriana.

O protesto ocorreu na Plaza Grande de Quito, o coração do centro histórico da cidade, uma bela praça cercada pelo Palacio de Carondelet, sede do governo do país, a Catedral de Quito e o Banco Pichincha, entre outros prédios históricos.

Enquanto jovens tocavam música e falavam ao microfone, meus olhos não descolavam do ritual andino promovido por uma velha senhora índia.

Protesto no centro histórico de Quito

Protesto no centro histórico de Quito

Senhora faz ritual no protesto em Quito

Senhora faz ritual no protesto em Quito

Essa é uma das melhores dicas para viagens baratas de mochilão: fique de olho nos jornais locais, siga páginas locais na internet, não apenas coisas turísticas. Descobrir eventos, festas e até protestos locais é uma ótima forma de valorizar a experiência, de forma única, sem gastar dinheiro.

A mistura entre a influência espanhola e católica e a presença dos povos andinos também é visível na calle (rua) García Moreno, que por muito tempo foi chamada de Calle de Las Sete Cruces, por causa das igrejas, conventos e outros prédios relacionados à religião católica.

Outra dica para mochilar barato: visite as igrejas. Em lugares como o centro histórico de Quito, esses prédios costumam surpreender. Eu, que sou ateu, às vezes participo até dos cultos.

La Iglesia de El Sagrario, uma capela da Catedral de Quito, na Calle de 7 Cruces

La Iglesia de El Sagrario, uma capela da Catedral de Quito, na Calle de 7 Cruces

Vale a pena percorrer a Calle das Sete Cruces com atenção, sem pressa. Um dos prédios que mais gostei foi o da Iglesia de la Compañía de Jesús de Quito, uma construção barroca do século 17 coberta de ouro por dentro.

Fiquei algumas horas caminhando entre as ruelas e prédios históricos do centro colonial de Quito, meio sem rumo. Andei nas ruas mais periféricas, sem movimento turísticos –e com muitos restaurantes baratinhos– e achei bem tranquilo e seguro, apesar de aqui e ali dizerem que as ruas mais vazias são perigosas.

O que fazer em Quito – Ciudad de la Mitad del Mundo

No outro dia, fui em um dos principais destinos turísticos do Equador, a Ciudad de La Mitad del Mundo. Peguei um ônibus até o terminal Ofelia e, de lá, outro ônibus até o monumento para chegar ao monumento que marca a linha em Quito.

O monumento que marca a Linha do Equador

O monumento que marca a Linha do Equador

Pavilhão de espetáculos na metade do mundo

Pavilhão de espetáculos na metade do mundo

A Ciudad de la Mitad del Mundo vista de cima

A Ciudad de la Mitad del Mundo vista de cima

Andar de ônibus em Quito é muito barato –eu não entendi direito o sistema de cobrança, mas paguei 0,40 no primeiro trecho e 0,25 no segundo trecho. O cobrador sai andando pelo ônibus, pergunta até onde você vai e cobra conforme o trecho da viagem.

Para entrar na Mitad del Mundo, paguei 3 dólares. A Ciudad de la Mitad del Mundo é daquelas atrações turísticas beeeeem turísticas, que lambe o limite entre as cores locais e a Disney.

O lugar tem um grande monumento onde supostamente estaria a linha do Equador, que divide o mundo entre duas metades. Um paraíso para fotos clássicas turísticas.

É preciso pagar US$ 3 para entrar na Mitad del Mundo, que tem um complexo turístico com um belo pavilhão de shows, vários restaurantes e lojinhas para comprar artesanato em Quito, além de pequenos museus gratuitos e um planetário pago.

É possível entrar no monumento –dentro tem um museu bem fraquinho de etnografia–, mas custa US$ 3. Não sei se vale a pena, porque o museu me decepcionou muito, mas do topo do monumento dá para tirar belas fotos.

A Mitad del Mundo parece um lugar muito bom para conhecer com crianças e com a família e com certeza vai atiçar a curiosidade da criançada.

O que fazer em Quito – TelefériQo

O teleférico de Quito, simpaticamente batizado de TelefériQo, é umas das coisas mais legais para fazer na capital equatoriana.

A gôndola percorre 2,3 km e leva de 3,117 metros de altitude a 3,945 metros de altitude (prepare-se para ficar sem ar). O caminho deveria durar uns 8 minutos, mas quando eu fui o teleférico parou, assim como quase aconteceu com meu coração. É normal, não se desespere.

Tente subir em um dia claro no teleférico de Quito

Tente subir em um dia claro no teleférico de Quito

Custa US$ 8,5 para subir no teleférico e é preciso guardar o bilhete, que é pedido na hora de descer.

No alto, a visão da cidade esparramada por entre montanhas e vulcões é espetacular. Dá para entender porque uma região do Andes no Equador é conhecida como Avenida dos Vulcões.

Dizem que o melhor horário para ver bem a cidade é pela manhã. De qualquer forma, se tiver tempo, escolha um dia com poucas nuvens para subir o TelefériQo. Mesmo em um dia quente, leve blusa, lá em cima é bem mais frio.

Não senti muito o efeito da altitude quando estava na cidade, mas já na base do teleférico a coisa aperta bastante. No alto, senti com todas as forças o mal da altitude, cada vez mais, enquanto subi a trilha que leva ao Ruco Pichincha, o topo do vulcão Pichincha, a 4.696 metros de altura.

A trilha é exigente para qualquer mochileiro, mas as paisagens valem o eforço

A trilha é exigente para qualquer mochileiro, mas as paisagens valem o eforço

Vá com água e chocolate para a trilha que leva ao Ruco Pichincha

Vá com água e chocolate para a trilha que leva ao Ruco Pichincha

Existem restaurantes e cafeterias na parte alta do teleférico, mas achei bem sem graça. Mais sem graça ainda foi pagar 0,50 para usar o banheiro. Sugiro levar água, alguma comida e chocolate na mochila, principalmente se pretende fazer a trilha.

O alto do teleférico, como disse antes, é a base para fazer a trilha até o Ruco Pichincha, uma trilha de 5 km de nível exigente, muito exigente. Depois conto em mais detalhes essa aventura mochilando pelo Equador.

O que fazer em um dia em Quito

Quito é base para várias viagens legais pelo Equador, dos Andes à Amazônia.

Várias agências espalhadas por Mariscal, o bairro dos turistas, e pela Avenida Rio Amazonas vendem passeios de um dia para lugares mais ou menos perto de Quito.

Os passeios com agências de viagens custam em torno de US$ 45 e eu não fiz nenhum, mas acho que um mochileiro consegue barganhar. Vou conhecer parte desses lugares por conta, durante meu roteiro de mochilão pelo Equador.

Entre os principais destinos para viajar perto de Quito e fazer um bate e volta estão:

Otavalo – A cidade de população indígena tem a maior feira a céu aberto do mundo aos sábados, quando muitos turistas vão para barganhar as ofertas já baratas do local.
Outra atração nos arredores de Otavalo é o vulcão Cuicochoa, que tem um lago de água verde esmeralda na cratera.

Cotopaxi – O segundo mais alto ponto dos Andes equatorianos, Cotopaxi é um dos vulcões ativos mais altos do mundo, com um imponente topo nevado a 50 km de Quito.

Mindo – Um santuário do ecoturismo, chamada de a floresta nublada, Mindo oferece aos mochileiros muita ação, com trekking, rafting e mountain bike, e também contemplação: é muito procurado por observadores de pássaros e tem um borboletário conceituado, entre outras atrações.

Quilotoa – O mais ocidental dos vulcões dos Andes equatorianos tem em sua cratera um lago de águas verde esmeralda. Como vou ficar uns dias mochilando por Otavalo, que também tem um desses vulcões, acabei pulando o Quilotoa. Mas todos os mochileiros gostaram.

Onde Quito toca o céu

O teleférico e o vulcão Pichincha

Sem oxigênio, sem conseguir pensar direto e com as pernas bambas, cheguei no topo do Rucu Pichincha, o segundo pico mais alto do Pichincha, a montanha vulcânica sobre a qual Quito, capital do Equador, se esparrama. Rucu significa velho em quechua, o idioma falado por diversos povos andinos.

A trilha para o Rucu Pichincha era um dos desafios que mais me atiçaram a vontade quando comecei a traçar meu roteiro de viagem de mochila pelo Equador e pela América do Sul.

Não foi fácil chegar aí...

Não foi fácil chegar aí…

A 4.696 metros de altura, seria dolorido para as pernas (são 5 km de trilha, sempre na subida) e para o pulmão.

Era tanta vontade de escalar um vulcão no Andes do Equador que diminui o cigarro, quase (mas só quase) parei, e voltei a correr.

Sem essa preparação de uns três meses antes da viagem de mochilão, não chegaria lá –a trilha é muito exigente.

Por sinal, se você for mochilar pela América do Sul (ou qualquer outro lugar), sugiro estar acostumado a andar mais de 5 km sem reclamar muito depois. E, sinceramente, acho isso pouco. Caminhar pelas cidades e trilhas é uma forma barata e instigante de conhecer um lugar.

O teleférico de Quito

O começo da trilha fica no topo do TelefériQo, uma das atrações mais legais de Quito, que custa US$ 8,50.

De Mariscal, o melhor bairro para ficar em Quito, até o ponto de ônibus gratuito que leva a bilheteria do teleférico de Quito, um táxi custa US$ 5. Não tem ponto de ônibus por perto.

 

A vista de Quito, capital do Equador, na subida do teleférico

A vista de Quito, capital do Equador, na subida do teleférico

O TelefériQo é um dos orgulhos do Equador. A construção a 4 mil metros de altura é um exemplo de engenharia e disputa o título de teleférico mais alto do mundo

O carrinho do teleférico percorre um cabo de 2,2 km e leva os viajantes de 3.100 metros a quase 4.000 metros.

O caminho do teleférico demora 8 minutos, é uma gondôla pequena e quando para no meio do caminho… Nossa, que medo. Mas é normal, ou pelo menos aconteceu com a gente.

Na base do alto, há um restaurante e lanchonete e uma cafeteria, mas os preços são mais caprichados do que na parte de baixo, claro, então sugiro que leve água e um lanche se for fazer a trilha, além de blusa –é bem mais frio lá em cima.

A vista do alto do teleférico de Quito é linda, do começo da trilha é sensacional, do meio da trilha é impressionante e do topo do Rucu Pichincha é mágica.

Digo isso porque muita gente desiste no teleférico, no começo da trilha, no meio da trilha ou até mesmo no final da trilha, quando as coisas começam a ficar difíceis não só pela falta de ar, mas também pelo caminho, que desaparece. É preciso usar a intruição.

No começo, a trilha para o vulcão nos Andes é tranquila, mas falta ar

No começo, a trilha para o vulcão nos Andes é tranquila, mas falta ar

Comecei a aventura com um colega de hostel e, no meio do caminho, um outro viajante juntou-se a nosso pequeno grupo.

Dizem que é perigoso fazer a trilha sozinho, que há risco de roubo, mas acho que é bobagem. O maior risco é passar mal.

De qualquer forma, não aconselho fazer a trilha sozinho por causa da dificuldade. Em vários momentos, tive tonturas e até um pouco de confusão mental.

Preste atenção no clima; às vezes, as nuvens chegavam na gente no caminho ao topo do vulcão

Preste atenção no clima; às vezes, as nuvens chegavam na gente no caminho ao topo do vulcão

No último terço da trilha até o topo do vulcão, meus amigos pararam e eu continuei sozinho, mas rapidamente me juntei a outro viajante, o que foi ótimo. Melhor ainda que era um alemão que falava português absolutamente fluente, então podíamos conversar em português –eu estava tão exausto mentalmente que outro idioma iria ser uma luta inglória.

Em quase toda a trilha, Quito aparece em cenas incríveis

Em quase toda a trilha, Quito aparece em cenas incríveis

Até a última meia hora, a trilha é fácil de perceber, bem marcada no chão de terra. Mas depois, as coisas ficam bem complicadas. Vi várias opções de possíveis caminhos e gente fazendo coisas diferentes da gente –durante todo o trajento, você cruza com outros aventureiros.

No finalzinho, é necessário inclusive escalar, arrastar a bunda nas pedras, pisar aqui e ali, e se eu estivesse sozinho talvez tivesse desistido.

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Até o Rucu Pichincha, demoramos mais ou menos 3 horas e meia –estávamos tão exaustos que esquecemos de olhar o relógio –do companheiro, já que eu estou acostumado a olhar a hora no aparelho de celular, que no mochilão fica no hostel.

A volta é bem mais fácil do ponto de vista pulmonar, mas a inclinação da descida exigiu bastante dos meus joelhos. Foram mais umas duas horas até chegar no teleférico.

Ah, apesar de ser um vulcão ativo e de a trilha levar até o pico mais alto da montanha, não dá para ver a caldeira.

A caldeira fica no Guagua Pichincha, ou o jovem Pichincha, a 4.784 metros de altura. A última erupção do Guagua Pichincha foi em 1999 e cobriu Quito de cinzas.

Onde ficar em Quito – Equador

Para explorar Quito, escolhi como base La Mariscal, que está entre os melhores bairros da capital equatoriana.

O moderno bairro concentra cafés charmosos, restaurantes locais e internacionais, agências de turismo e muitos, mas muitos mesmo, hotéis econômicos, hostel baratos (no Equador, chamadas de hostals, com a letra a mesmo), campings para mochileiros que levam barraca, além de animadas casas noturnas, boates e bares abertos durante toda noite quiteña.

A Plaza Foch é o coração de La Mariscal, cercada por bares, casas noturnas e restaurantes bem para turistas

A Plaza Foch é o coração de La Mariscal, cercada por bares, casas noturnas e restaurantes bem para turistas

Mariscal é conhecido como Gringolândia, por ser o bairro onde os viajantes e turistas mais se hospedam e circulam, mas nem por isso a região perdeu o charme equatoriano.

O centro nervoso do melhor bairro para ficar em Quito é a Plaza Foch, uma pracinha cercada de restaurantes, bares e karaokes (um super-sucesso no Equador) e sempre bem policiada.

Mariscal – a Gringolância

Dizem que Mariscal pode ser perigoso à noite, mas é uma das zonas turísticas com a maior presença de policiais que eu conheço –e não vi pessoas abordando viajantes, como é comum (e chato) em regiões super-turísticas do Brasil, entre outros países.

Mariscal é um bairro bem localizado, a apenas 20 minutos de caminhada do centro histórico de Quito, a Ciudad Vieja, um dos centros coloniais mais bem preservados das Américas, apontado em 1978 como Patrimônio Mundial da Unesco revitalizado em 2006.

Do aeroporto de Quito até a Plaza Foch e redondezas, demora um pouco mais de 1 hora de carro, e o táxi custava na época que fui, em 2014, US$ 25 dólares.

La Mariscal tem várias linhas de transporte público por perto, inclusive o Metrobus que corta a cidade de norte a sul, indo aos terminais de ônibus, por exemplo.

Bem agitada aos finais de semana, a Plaza Foch foi palco da Marcha de Las Putas, a versão do Equador da Marcha das Vadias quanto estive lá em março de 2014

A Plaza Foch foi palco da Marcha de Las Putas, a versão do Equador da Marcha das Vadias

O país dolarizou a economia e a moeda do Equador é o dólar americano, mas esqueça as notas grandes: trocar US$ 20 é difícil, US$ 50 muito complicado e uma nota de US$ 100 dólares no Equador vai morrer no bolso se não for para pagar uma alta quantia.

Hostel barato em Quito

Onde fiquei em Quito – Vibes Hostel

Escolhi um hostel bem mochileiro para ficar em Quito, o Vibes Hostel, que se orgulha de ser um party hostel, ou seja, é bem focado nas festas e diversão alcoólica.

Localizado a alguns metros da Plaza Foch, na rua Joaquin Pinto, o Vibes Hostel de Quito fica em um prédio tombado e tem quartos individuais, para quatro pessoas e até uns imensos, para oito ou mais pessoas.

>> Encontre hotéis bons e baratos em Mariscal, Quito, Equador

onde ficar quito hostel bom barato vibes

Dica de hostel bom e barato em Quito – Equador

Os quartos são bons e limpos, no de quatro pessoas, onde me hospedei, o armário tinha tomada dentro, o que é muito útil para carregar os equipamentos sem ter que ficar de olho.

Os banheiros são fora dos quartos e apenas razoáveis. Um dos box de chuveiro alagava em 3 minutos de banho.

Gostei muito da minha estadia no Vibes Hostel, um verdadeiro centro mochileiro, com ótimas áreas sociais para interação: o albergue tem uma área de fumantes, uma sala de TV (gigantesca), bar com mesa de sinuca, uma sala com computadores para uso dos hóspedes…

A cozinha é grande e bem equipada, ótimo para quem quer cozinhar.

Melhores hostels em Quito

Sem dúvida, acertei na escolha. Mariscal é um dos melhores bairros para ficar em Quito, com muitas opções de hotéis econômicos e hostels para os mochileiros. Foi fácil encontrar na época quartos compartilhados em hostels bons e baratos por a partir de US$ 8 a diária.

Encontre albergues e hostels em Quito

Conheci muita gente no hostel, devo ter visto mais de 50 pessoas diferentes na semana que passei lá –quase todos muito jovens, europeus, que estavam de passagem por Quito em longos viagem mochilão pela América Latina, o que foi ótimo para burilar meu roteiro de viagem pela América do Sul, ter companhia para alguns programas em Quito, tomar cerveja e conversar.

Como é um party hostel em um prédio antigo, tem sempre gente andando com passos pesados para lá e para cá.

O piso é de madeira, então não espere o lugar mais silencioso do mundo. Mas é divertido.

Eu paguei US$ 10 por dia para ficar hospedado no Vibes Hostel no quarto misto para quatro pessoas, sem café da manhã.

Na mesma rua do Vibes Hostel existem dois outros bons hostels para ficar em Quito: o Galapagos Natural Life Hostel e o Blue House Hostal.

O Blue House Hostal (nota 7,6 no site de reservas on-line Booking) foi muito bem recomendado por outros mochileiros (até mais que o Vibes), mas é um albergue disputado, eu tentei umas três vezes mudar para lá e não consegui. Você pode tentar fazer reserva no hostel em Quito pelo Booking.

Sobre Gustavo Villas Boas

-- "Vamo? Vamo! (ou não)" Jornalista e editor do Muita Viagem

7 comentários

  1. Legal Vanessa! Obrigado

  2. Valeu Gustavo! Gostei muito das informações.
    Abraços

  3. oi Lucas, é fácil e não é. A base do teleférico fica em um bairro considerado violento de Quito. Eu fui de táxi rachado com outros mochileiros e voltei de van baratinha até a Gringolândia.

    Vale a pena pegar um táxi para chegar lá bem descansado, porque a altitude ali é sensível!

    abraços

  4. Olá, vou pra Quiot em junho de 2016. Queria saber se é fácil chegar ao TelefériQo. Na base do TelefériQo, há taxis para voltar ao centro da cidade? Abraços. Gostei do site.

  5. Gu, vc nao foi na outra mitad del mundo? Eles tem 2 em quito, estas das fotos e a outra, que é a metade geológica mesmo, onde fazer vários experimentos pra comprovar a veracidade do local eheh

    bjoo

  6. oi Thais, não sei… Você se refere a que tipo de passeios?

  7. Gustavo,

    Você sabe se consigo comprar alguma passeio no aeroporto internacional?

    Grata,
    Thais

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