Início / Viajei (relatos) / Diário do Brasil / Como visitar a Mina da Passagem, em Mariana-MG
Um carrinho antigo leva a 120 m de profundidade na Mina da Passagem, entre Mariana e Ouro Preto

Como visitar a Mina da Passagem, em Mariana-MG

Entre os séculos XVIII e XX, a região onde hoje encontra-se a cidade histórica de Ouro Preto (MG) foi o grande cenário do garimpo nos tempos da colônia. A dinâmica da economia da mineração fez surgir uma nova classe econômica e uma forte aceleração no processo de urbanização do interior do país.

À época da exploração colonial formaram-se dezenas de vilas em torno das minas de ouro. Mariana (MG) foi um desses arraiais.

Atualmente pode-se visitar algumas dessas jazidas, que mostram o caráter artesanal da extração de ouro no Brasil colonial.

 

Dentre as mais procuradas por turistas, historiadores e curiosos estão a Mina de Chico Rei, escravo alforriado e lendário dono da propriedade, bem como a Mina de Santa Rita, a Mina Jejeda, a Mina du Veloso e a Mina da Passagem. Foi nesta última que fizemos a exploração, hoje apenas turística.

Mina da Passagem, em Mariana – MG

Conhecer a Mina da Passagem, em Mariana, é uma oportunidade para vivenciar de perto o período áureo da colonização, quando a descoberta de metais e pedras preciosas levaram paulistas e forasteiros, os “emboabas”, a uma intensa corrida pelo interior do país.

Por ter sido uma mina industrial, o túnel de visitação é alargado, e bem mais confortável para os deslocamentos do que as demais minas abertas à visitação na região.

mina da passagem mg

O túnel é relativamente largo e fácil para caminhar

O passeio começa com uma pequena aventura – descer em um antigo trolley, uma espécie de trenzinho utilizado pelos mineradores para percorrer os túneis subterrâneos, a 120 metros de profundidade.

Estabelecidos na mina propriamente dita, recebemos as orientações técnicas e explicações históricas do guia turístico que nos fazem viver uma parte de nossa história ao longo do roteiro que se estende por cerca de 315 metros. A visita leva cerca de 45 minutos.

A Mina da Passagem foi descoberta no início do século XVIII e desativada apenas no final do século XX. É uma das maiores do gênero no mundo que recebem turistas. Estima-se que cerca de 35 toneladas de ouro foram lavrados durante a sua exploração. Ainda há ouro, mas não em quantidade que valha o investimento na extração.

As condições de trabalho dentro e fora dos túneis subterrâneos eram árduos. Muitos escravos e trabalhadores morriam com fome, asfixiados ou doentes nos ambientes insalubres das minas de ouro, lugares úmidos, frios e com pouca ventilação.

Petar: as cachoeiras e cavernas do interior de SP

Ouro de Tolo

Pirita de Ferro – parece ouro mas não é

Ao longo do percurso é fácil enxergar uma coloração dourada nas rochas das paredes subterrâneas, porém engana-se quem pensa que é ouro. Na verdade, trata-se de pirita de ferro, conhecida como ouro de tolo.

mergulho caverna

Mergulhadores credenciados podem explorar os lagos formados na caverna

Fica fácil imaginar como era o trabalho de extração dos metais, entender como funcionava a mina e até fazer mergulho em lago dentro da caverna. Para adeptos do esporte é uma aventura e tanto!

Vale do Café: uma viagem pela História do Brasil Colonial

Como chegar? 

Fomos de carro, e como estávamos em Ouro Preto, bastou seguir por 7,5 km sentido à Mariana da Passagem. O local conta com estacionamento gratuito.

Para quem estiver sem carro ou preferir, é possível fazer a viagem de trem aos finais de semana, férias e feriados. Os trens partem da estação ferroviária de Ouro Preto com preços que variam e aumentam na alta temporada. Confira aqui mais informações sobre valores e horários.

Por fim, o preço do ingresso para entrar na Mina da Passagem é de R$ 60,00. Achamos caro, especialmente por não aceitarem cartões de crédito ou débito.

O local fica aberto todos os dias das 9:00 até às 17:30. Clique aqui para acessar o site oficial da Mina da Passagem.

Danilo

Antes de começar o Muita Viagem, fui Relações Públicas e Comissário de Voo. Vivi no Canadá, fiz longas viagens nos Estados Unidos e alguns roteiros na Europa. Já estive em todas as capitais do Brasil, e em mais de 20 países pelo mundo. Quero conhecer o Oriente Médio, África e Ásia.

Tire a sua dúvida, comente. Participe!

O e-mail não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*