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Praias e cultura estão entre as coisas para conhecer em Palermo, na It;ália
O Golfo de Mondello, na Sicília, guarda lindas praias - foto: Sicilia! - CC

4 bons motivos para conhecer Palermo

Luiza Sahd

Dizem que a Sicília condensa o que a Itália tem de mais italiano. Sem entrar no perigoso terreno de regionalismos ou bairrismos, dá para dizer que Palermo, capital siciliana, faz a gente sentir pela Itália o que um gringo sentiria pelo Brasil quando conhece o Rio de Janeiro. Tudo tão típico (e mítico) que até emociona. Aqui, reunimos 4 argumentos definitivos para conhecê-la melhor.

O mar

Sendo bem sincera, enquanto planejava o tour pela Sicília, encarei minha estadia em Palermo como uma parte menor do que realmente me interessava na região: praias paradisíacas distantes da capital, muito descanso e comida de comer ajoelhada. O choque foi ter dado de cara com tudo isso (e muito mais) logo na primeira parada, sem precisar sequer sair do aeroporto: o pouso um pouco desastrado à beira-mar (êh, Ryanair velha de guerra) nos brindou com uma vista bem bonita já da janelinha do avião, mas foi na reserva natural de Capo Gallo que tive a certeza de que nem sempre o paraíso está obrigatoriamente afastado da metrópole.

Ir para a praia é uma experiência imperdível em Palermo, Itália

Reserva Natural de Capo Gallo – foto: Luiza Sahd

A escassos 15 quilômetros da estação central da cidade, Capo Gallo, na região de Mondello, é talvez a melhor aposta para quem foge de praias lotadas e valoriza aquele azul oceânico cinematográfico. O acesso por transporte público demanda pelo menos dois ônibus e, de carro, se paga uma taxa simbólica de 5 euros para estacionar já pertinho na zona de mergulho. Seja esperto e leve um lanche na mochila, além de sapatilhas adequadas para banhos de mar em praias de pedras.

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A cidade

Com mais de 800 mil habitantes, Palermo é pulsante e, ao mesmo tempo, clássica. Os monumentos e praças imponentes contrastam com a típica informalidade italiana no trato. É impossível não se sentir um pouco em casa observando o trânsito caótico e a maneira expressiva como os sicilianos se comunicam (mesmo quando não fazem muita força para falar em inglês).

Não deixe de caminhar sem pressa por Quattro Canti, de fotografar a Fontana Pretoria e de se embasbacar com a catedral Santa Maria dell’Ammiraglio, mas acima de tudo, não deixe de se perder um pouco pelas ruas e ir provando todos os lanchinhos possíveis e imagináveis como os Arancinis e Sfinciones. São incrivelmente baratos e inesquecivelmente saborosos.

Não deixe de coloar a Fontana Pretoria no roteiro em Palermo, Itália

Vista noturna da Fontana Pretoria – foto: Luiza Sahd

A cultura em Palermo

Palermo é como um museu a céu aberto. Além de ter sido palco de importantes eventos históricos e manifestações artísticas, a capital ainda reflete cicatrizes de desastres naturais como terremotos e conflitos da máfia italiana. Tudo isso só faz com que seja ainda mais intensa e instigante. Bom exemplo de tanta potência é o Teatro Massimo Vittorio Emanuele, o maior da Itália e o terceiro maior teatro de toda a Europa, atrás apenas da Ópera Nacional de Paris e da Ópera Estatal de Viena.

No roteiro por Palermo, na Itália, inclua o teatro

Detalhes do Teatro Massimo Vittorio Emanuele – foto: divulgação

Outro passeio imperdível é o Palácio dos Normandos, também conhecido como Palazzo Reale de Palermo, um dos monumentos mais visitados da Sicilia.

A noite

Pode ser que você caminhe tanto, se jogue no mar, visite tantas catedrais e prove tantas iguarias maravilhosas que fique tentado a ir direto para a caminha quente ao fim de um dia cheio em Palermo. No seu lugar, eu também faria isso. Inclusive tentei, mas fui convencida por amigos a tomar só mais um Limoncello antes de descansar e o resultado foi mais uma descoberta sobre essa cidade impressionante. Ela não termina com o dia. A noite em Palermo é muito animada. No auge do verão, em agosto, as festas de rua são muito convidativas e o grande risco é ir ficando “só mais um pouquinho” indefinidamente. Se deixasse, eu já emendava a praia do dia seguinte e assim sucessivamente até não voltar para casa nunca mais.

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