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São Paulo: Lugares para ver e ouvir boa música na capital

Marcos Grinspum Ferraz

A programação do Sesc sempre tem bons shows de música para ir em SP

O teatro do Sesc Pompeia, projetado por Lina Bo Bardi. Foto: Marcelo Ferraz

Maior cidade do Brasil, metrópole cosmopolita que atrai músicos de todos os cantos do país e do mundo, São Paulo é hoje um lugar privilegiado para quem gosta de assistir shows dos mais variados estilos musicais. Dos grandes nomes da música internacional aos mais alternativos músicos locais, são inúmeros artistas que se apresentam diariamente na cidade e produzem uma agenda cultural que chega a ser difícil de acompanhar.

Por isso mesmo este pequeno texto sobre espaços para assistir música ao vivo em São Paulo não se propõe a dar conta da totalidade de opções, mas apenas a sugerir algumas casas com propostas curatoriais consistentes para quem está na cidade e pretende ver e ouvir boa música.

PROGRAMAÇÃO VARIADA

– O que fazer em São Paulo

Em primeiro lugar é preciso citar as quase 20 unidades do Sesc (Serviço Social do Comércio) espalhadas pela cidade, com uma infinidade de shows em seus teatros e espaços de convivência que vão do samba ao punk, da música infantil ao jazz, do pop ao baião e assim por diante. Não nos ateremos à cada uma das unidades, mas vale ficar de olho na programação de todas elas (no site www.sescsp.org.br), tanto pela qualidade dos espetáculos quanto pela estrutura dos espaços e pelos preços acessíveis praticados.

Para ir em SP, confira a programação do Auditório Ibirapuera

O Auditório Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer – foto: divulgação

Dentro deste universo institucional, não deixe de acompanhar também as agendas do Centro Cultural São Paulo (CCSP), com sua peculiar sala Adoniran Barbosa; do Auditório Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer em meio ao principal parque da cidade; do Itaú Cultural, situado no coração da avenida Paulista; do teatro FECAP, do Unibes Cultural e da Casa Natura.

Música brasileira no Bixiga

Quanto às casas de show independentes e mais alternativas, pode-se dizer que São Paulo assiste a um constante “abrir e fechar” de portas, numa dinâmica onde muitas das casas travam verdadeiras batalhas para se estabelecer – várias vezes com muita gana e pouca grana, sem apoios públicos ou privados. Mas se alguns espaços com boas propostas por vezes não sobrevivem, há sempre as novas casas e aquelas que conseguem se estabelecer ao longo do tempo.

O Mundo Pensante, no bairro do Bixiga, é um destes casos bem-sucedidos. Voltado principalmente para a música brasileira independente e autoral e apresentando tanto nomes desconhecidos quanto renomados, o espaço abriu as portas em 2012 em um galpão que abrigava cerca de 200 pessoas. Com o sucesso ao longo dos anos, a casa mudou para um novo espaço (quase vizinho) em 2017, e agora recebe até 450 pessoas em seus shows e eventos culturais. As noites, que sempre contam também com DJs, costumam ir até tarde no Mundo Pensante.

O Mundo Pensante, no Bixiga. Foto: Divulgação

Ali ao lado, outros pontos ajudam a fazer do tradicional bairro do Bixiga um dos locais mais destacados da atual vida noturna paulistana.

O samba que acontece todas às sextas na rua Treze de Maio (pela altura do número 500) lota os bares e calçadas da região e é especialmente agradável nas noites de calor.

O Al Janiah, por sua vez, fundado em 2016 por um descendente de palestinos e com uma equipe formada principalmente por refugiados, deixou de ser apenas restaurante e bar e oferece hoje uma extensa programação de shows e festas. Mas não deixe de experimentar os ótimos pratos de culinária árabe.

– Onde ir no interior de SP

ONDE IR NA VILA MADALENA, EM SP

Também com ambientes descontraídos e festivos – onde as pessoas costumam assistir aos shows de pé ou dançando –, mas com propostas curatoriais bastante distintas, os pequenos Ó do Borogodó e Casa do Mancha são boas opções na Vila Madalena. O primeiro, que costuma ficar cheio de turistas, é um dos mais tradicionais espaços de samba e chorinho da cidade e recebe desde novos talentos até grandes mestres da música. O segundo, mais voltado para a cena indie e alternativa, fica em uma discreta e agradável casa no coração do bairro boêmio da cidade.

Com atmosfera mais tranquila, concebida para o público assistir aos shows sentado (em noites de baile uma parte das mesas é retirada), a Casa de Francisca ocupa um edifício histórico recém-restaurado no centro da cidade, o Palacete Teresa. A casa tem uma curadoria musical cuidadosa, dedicada principalmente à música brasileira independente, e oferece também boas comidas e bebidas.

A Casa de Francisca, no centro da cidade. Foto: Pablo Saborido/ Divulgação

Numa linha parecida, os recém-inaugurados Bona, em Pinheiros, e o Tupi or Not Tupi, na Vila Madalena, são outras opções com shows intimistas e serviços de bar e restaurante de qualidade. Nestes últimos três espaços citados os preços praticados costumam ser mais altos do que nos relatados anteriormente – se informe nos sites sobre o valor de entrada de cada evento.

Mais próximos ao universo das casas de jazz – o que não significa que não ofereçam programações variadas, com shows que vão de ritmos brasileiros à africanos, latinos ou até ciganos – o JazzB, no centro, e o Jazz nos Fundos, em Pinheiros, também se consolidaram nos últimos anos como espaços de boa curadoria e atmosfera agradável e intimista.

Por fim, não deixe de acompanhar a programação do Teatro da Rotina, na rua Augusta, sede de uma companhia de teatro que recebe shows de artistas solo ou bandas de pequena formação; do Centro da Terra, em Perdizes, espaço dedicado à diferentes tipos de manifestações artísticas; e da grandiosa Casa das Caldeiras, uma antiga fábrica na Barra Funda que hoje recebe eventos culturais – muitas vezes com ótimos shows. Para quem gosta de ouvir e dançar forró, o Canto da Ema e o Remelexo são clássicos da cidade, e o Centro Cultural Rio Verde (de programação variada) também tem noites dedicadas ao gênero.

About Muita Viagem

Dicas e histórias de viagens. É feito por Gustavo, jornalista, Danilo, comissário de voo, e amigos, que vivem viajando pelo Brasil e no mundo.

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